Slow fashion: conheça esse movimento para levar uma vida mais sustentável

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Atualizado em 18.05.22

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Atualizado em 18.05.22

Você já parou para pensar em quem confeccionou as roupas que você veste? E em como foi produzido o material dessas peças? Em muitos casos, a resposta envolve o nome de um país subdesenvolvido e um tecido sintético. Pensando nisso, o slow fashion é um movimento que busca tornar esse processo mais local e mais sustentável. Quer saber mais? É só continuar lendo!

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Índice do conteúdo:

O que é slow fashion

O termo slow fashion, que pode ser traduzido para “moda lenta”, surgiu como um movimento contrário à produção massificada de roupas e ao consumo exagerado e irresponsável. Baseado na dualidade entre fast food e slow food, o conceito veio para se opor ao sentido do fast fashion, que simboliza as grandes marcas, que padronizam suas roupas mundialmente e são conhecidas pela produção de modo industrial, impessoal e em massa.

O slow fashion, por outro lado, é um movimento que prioriza qualidade no lugar da quantidade e local em vez de global, utilizando matéria-prima e mão de obra sustentáveis e uma produção de pequena ou média escala. O objetivo do slow fashion é diminuir o impacto ambiental da moda, além de promover um consumo mais consciente e uma produção mais humanizada e pessoal, reduzindo o percurso da roupa até chegar no consumidor final e valorizando cada participante desse processo.

Por que adotar o slow fashion?

No contexto atual em que vivemos, cada vez mais é necessário repensar o consumo, uma vez que, quando ele é feito de forma irresponsável, pode contribuir para a precarização do trabalho, a degradação da natureza e muitas outras consequências que, muitas vezes, podem passar despercebidas, embora possuam grande impacto no mundo. Por isso, adotar o slow fashion pode ser uma alternativa para reduzir esses danos: ao saber que todos os processos de produção das roupas, desde a confecção do tecido até a venda do produto final, foram pensados e adequados a um método sustentável e consciente, você apoia e participa de um meio de consumo mais humanizado e menos nocivo ao planeta e à sociedade!

Como adotar o slow fashion

Praticar a moda lenta é mais simples do que parece! Por isso, confira algumas dicas para se adequar a esse movimento:

Conheça as marcas que você consome

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Geralmente, as marcas que são adeptas ao slow fashion divulgam esse posicionamento. Por isso, você pode encontrar esse tipo de informação na internet e nas redes sociais! Outra forma de tomar conhecimento dos processos de produção das marcas é conversando com os lojistas e vendedores. Com certeza, eles poderão te informar melhor sobre as particularidades da marca.

Priorize o local

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Um dos principais problemas do fast fashion é o caráter globalizado da produção: a matéria-prima vem de um país, a mão de obra fica localizada em outro, e o produto passa por diversos lugares antes de chegar à loja em que se pode adquiri-lo. Peças confeccionadas e vendidas no mesmo local contribuem não apenas para o desenvolvimento regional, mas, também, auxiliam positivamente o consumo mais ecológico, reduzindo a emissão de carbono causada pelo transporte, portanto, é mais sustentável.

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Compre o que já foi comprado

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A compra de peças de segunda mão em brechós e bazares também é uma prática do slow fashion. Ao consumir algo que já foi usado, é possível evitar a produção de peças novas e, com isso, tornar o ato da compra uma prática sustentável e livre de impactos sociais e ambientais. Também não se esqueça de dar um destino apropriado para as roupas que não vai mais usar: seja doando, vendendo ou descartando, a roupa ainda tem muito a oferecer!

Pratique a sustentabilidade além da ecologia

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Ao contrário do que muitos pensam, a sustentabilidade engloba fatores além de questões ecológicas. Para a prática do slow fashion, também é importante certificar-se de que a marca não pratica a exploração humana na mão de obra e preza pela diversidade, nos mais amplos sentidos, na confecção, produção e divulgação das peças.

No slow fashion, menos é sempre mais

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Ao escolher peças feitas com tecidos de boa qualidade, evitando materiais sintéticos, como nylon e poliéster, que possuem plástico em sua composição, é possível adquirir produtos com maior durabilidade e com menor impacto ambiental no processo de produção. Esse é o primeiro passo para consumir roupas duráveis e mais resistentes, facilitando a redução na quantidade de peças necessárias para um guarda-roupa completo.

Agora, é só dar o pontapé inicial para praticar o slow fashion e se vestir de maneira sustentável!

Marcas slow fashion

Para consumir produtos de moda lenta, separamos uma lista com algumas opções de marcas nacionais que praticam o slow fashion:

  • Psicotrópica: com produção artesanal e em pequena escala, a loja é perfeita para mulheres que gostam de roupas estampadas e únicas!
  • Side B : peças minimalistas definem o estilo da marca, que defende a produção de roupas duráveis e sustentáveis.
  • Toda Frida: com uma pegada mais romântica, as peças da Toda Frida são fabricadas no Brasil por meio de uma produção consciente e ecológica.
  • Superfluous: a valorização da mão de obra, a produção local e a preocupação com o meio ambiente são valores praticados pela marca.
  • Boutique São Paulo: além da venda de produtos novos, produzidos de acordo com o slow fashion, a marca também trabalha com peças usadas, valorizando roupas de segunda mão.
  • Afora: coloridas e versáteis, as peças desta marca são produzidas de forma local e em pequena escala.
  • Chico Rei: quem gosta de camisetas estampadas pode vestir esse produto feito com material vegano e de produção sustentável!

O slow fashion é apenas um dos movimentos que buscam o consumo de moda mais sustentável. Por isso, não deixe de conhecer mais sobre outros temas nesse sentido, como o upcycling!

Assuntos: Estilo