7 filmes atuais sobre a maternidade como ela realmente é

A maternidade tem sido representada no cinema com seus altos e baixos em relação à criação dos filhos

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Em 08.05.22 às 9:30

Mães Paralelas / Divulgação

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Em 08.05.22 às 9:30

Dizem que a vida imita a arte, mas nesse caso é a arte que imita a vida. E para isso acontecer, é preciso falar dos momentos felizes e memoráveis e dos momentos mais difíceis e conturbados. Pensando nesses dois lados da vida da mulher, uma série de filmes recentes se propuseram a olhar de uma maneira diferente para um momento específico: a maternidade.

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Espera-se dessa fase que a mulher seja uma super-heroína, que não se deixa abalar pelas dificuldades, que ame incondicionalmente e que vire uma onça para proteger os filhos. Há muitas Marias Marruá, de “Pantanal“, por aí, mas nem sempre é assim. A proposta é olhar para a maternidade como ela realmente é, cheia de altos e baixos em relação aos filhos, às cobranças da família e da sociedade e principalmente em relação a si mesma.

Conheça alguns filmes sobre mães que escolheram ou não engravidar e precisaram desconstruir alguns mitos geracionais sobre essa figura para viver a maternidade contemporânea de acordo com suas realidades.

1. A filha perdida (2021)

A Filha Perdida / Divulgação

Dirigido por Maggie Gyllenhaal, o longa conta a história de Leda, uma mulher de 50 anos que sai de férias depois que suas filhas decidem se mudar para o Canadá para morar com o pai. Durante a viagem, ela se aproxima da jovem Nina, mãe da pequena Elena. Essa breve convivência traz à tona memórias e sentimentos sobre a maternidade que Leda há muito enterrara dentro de si. A história trata das ambivalências da maternidade, mostrando como é conviver com os sentimentos de amor e ódio pelos filhos, a necessidade de se colocar em primeiro lugar e prestar contas consigo mesma por suas escolhas. Fala, principalmente, do estereótipo da mãe que atravessa gerações e impõe padrões de perfeição. O filme está disponível na Netflix.

2. Madres paralelas (2021)

Mães paralelas / Divulgação

As vidas de Janis e Ana se entrelaçam quando, grávidas, dividem o mesmo quarto de hospital. Janis, uma mulher de meia idade, se sente pronta para viver a maternidade, enquanto Ana, uma adolescente, se vê assustada com a gravidez indesejada. O filme traz a maternidade sob diferentes situações e perspectivas numa Espanha assombrada por seu passado de perseguição política, que deixou mulheres sem seus filhos, pais e maridos. É dirigido por Pedro Almodovar, conhecido por explorar com maestria o mundo e as camadas da mulher. A produção também está disponível na Netflix.

3. Mãe solo (2021)

Mãe solo / Reprodução

Com relatos pautados em recorte racial e de classe social, esse documentário de Camila de Moraes é construído a partir de falas de Keisiane Santos, 24 anos, e Lúcia Batista, 63 anos, mães solo negras da periferia de Salvador que se viram sem nenhum apoio da família e do parceiro para enfrentar a gravidez. A produção lança luz sobre o abandono da mulher, da falta se assistência da família e do Estado, bem como a responsabilização total da mulher sobre a criação dos filhos, mostrando a realidade de como a maternidade é tratada na prática no Brasil. Infelizmente, o documentário não se encontra em nenhum serviço de streaming no momento.

4. Pequena mamãe (2022)

Pequena Mamãe / Reprodução

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Com a morte da avó maternal, a família de Nelly retorna a casa da matriarca para se desfazer de seus pertences. Lá, ela conhece Marion, uma garotinha idêntica a si com quem faz amizade durante esse tempo na casa da avó. Neste filme dirigido por Céline Sciamma, mãe e filha se conectam através da infância, conhecendo seus segredos e suas vidas intimamente, sem nenhum tipo de autoridade entre elas. A produção também trata da relação mãe e filha entre as gerações, refletindo sobre como essa convivência interferiu nas relações seguintes. Disponível na Amazon Prime Video.

5. Mãe só há uma (2016)

Mãe só há uma / Reprodução

Como você se sentiria ao descobrir que tem duas mães? Na trama, Pierre, 17 anos, é informado que sua mãe o sequestrou da família biológica ainda bebê. Com a prisão, o jovem passa a morar com essa nova família, mas se sente desconexo dessa nova realidade que vive sobre padrões conservadores, principalmente no quesito gênero e sexualidade. A produção da brasileira Anna Muylaert se debruça nas relações entre mães e filhos, no conceito de família, na conquista do afeto e na aceitação das diferenças sociais e de sexualidade. O filme está disponível na Netflix e Apple TV.

6. Olmo e a gaivota (2014)

Olmo e a Gaivota / Reprodução

Olívia é forçada a dar uma pausa na carreira de atriz devido a um problema de saúde que coloca a sua gravidez em risco. Essa situação faz com que Olívia perca o papel da tão sonhada protagonista enquanto seu marido estrela no papel principal. Dirigido por Petra Costa e Lea Glob, o drama discute as angústias de ter que escolher entre a vida profissional e a maternidade e as mudanças no corpo, que é seu instrumento de trabalho e expressão artística. O filme está disponível na Netflix.

7. Tully (2018)

TullY / Reprodução

Marlo é mãe de duas crianças à espera do seu terceiro filho. Com o nascimento do caçula, sua vida fica ainda mais sobrecarregada. Seu irmão, Craig, envia a ela uma babá, para ajudá-la com as crianças no período da noite. O filme é um mergulho na maternidade, na sua rotina muitas vezes exaustiva e nas dificuldades enfrentadas por mulheres que dividem seu tempo cuidando dos filhos (um deles precisa de cuidados especiais), com a casa e como esposa. Fala também da figura da babá (Tully) como o apoio necessário nesse período e na sororidade entre elas. A direção é de Jason Reitman e pode ser visto pela HBO Max.

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