Mãe de primeira viagem: um guia completo para te ajudar nessa jornada

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Em 31.05.19

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Ao engravidar podem surgir muitas dúvidas, principalmente quando falamos sobre uma mãe de primeira viagem. Mas isso não quer dizer que quem já tem filho sabe tudo sobre o assunto, certo? Cada gestação é única, assim como os cuidados com cada criança. Pensando nisso, é interessante conhecer um guia para ficar por dentro de todas as etapas.

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Com as informações corretas, fica mais fácil curtir ao máximo e com tranquilidade esses momentos únicos. Por isso, vale a pena conferir abaixo perguntas respondidas pela Dra. Flavia Burim Scomparini (CRM-SC: 22716), ginecologista e obstetra e pelo Dr. Clay Brites (CRM-PR: 16787), pediatra e neurologista infantil.

Gravidez

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Já é possível ter dúvidas ao se deparar com os primeiros sintomas da gravidez e é comum que elas sigam aumentando com o passar dos meses, não é mesmo? Pensando nisso, veja algumas questões relacionadas à gestação respondidas.

Quais são os primeiros sintomas da gravidez?

Dra. Flavia: A gestação em sua fase inicial promove diversas alterações no corpo da mulher. As náuseas e vômitos são amplamente conhecidos pela população, mas vale lembrar que outros sintomas, como cólicas e sonolência também são bastante frequentes. Além disso, o aumento dos níveis hormonais de progesterona podem levar à constipação intestinal, dificuldade de esvaziamento gástrico após as refeições (sensação de estômago cheio) e aumento do refluxo gastro-esofágico. A elevação da progesterona promove ainda uma frouxidão dos ligamentos e articulações, o que facilita torções, por isso, recomenda-se cautela no uso de salto alto, por exemplo.

Leia também: Enjoo na gravidez: características, tratamentos e quando se preocupar

O que acontece se uma gestante tomar pílula anticoncepcional?

Dra. Flavia: As consequências do uso de hormônios (pílulas) durante a fase inicial da gestação irão depender até quando o uso se manteve. Em geral, se o uso for feito por um curto período não há sequelas para o feto. Se o uso se prolongar podemos ter alteração na formação dos genitais, principalmente em caso de feto masculino, uma vez que os hormônios contidos nos contraceptivos orais são hormônios femininos.

Como é feito o cálculo de semanas de gravidez?

Dra. Flavia: O cálculo é feito tanto pela data do primeiro dia da última menstruação da paciente, quanto pelo comprimento do embrião no primeiro ultra-som realizado. A data da última menstruação poderá ser usada como referência nas pacientes com ciclos menstruais regulares e quando o cálculo por esse parâmetro for menor do que a margem de erro do ultrassom. Em geral, o ultrassom realizado até 12 semanas de gestação tem um erro inferior a 7 dias.

Como é o pré-natal?

Dra. Flavia: O pré-natal de pacientes com gestação única e de baixo risco é realizado com consultas mensais até 32 semanas, seguido de consultas quinzenais até 37 semanas e semanais até a data do parto. Vale lembrar que o acompanhamento pré-natal é finalizado apenas após o término do puerpério devendo, portanto, incluir ao menos 1 consulta após o parto.

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Sexo na gravidez é liberado?

Dra. Flavia: As pacientes que não apresentam contraindicação médica para a prática de atividade sexual poderão manter-se sexualmente ativas até o parto. Algumas contraindicações à relação sexual incluem sangramentos de primeiro trimestre (ameaça de aborto), placenta de inserção baixa, colo uterino curto gerando aumento do risco de prematuridade, entre outras.

O que pode ser um sangramento durante a gestação?

Dra. Flavia: O sangramento pode ter diferentes causas a depender da fase da gestação. Os sangramentos que ocorrem no início da gestação podem representar descolamentos do saco gestacional (ameaça de aborto), abortos em andamento e, nos casos das pacientes que ainda não realizaram ultrassom, pode ser uma gestação tubária.

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O sangramento que ocorre no final da gestação, em geral, está relacionado a alterações placentárias, como placenta de inserção baixa ou descolamento de placenta. Esses diagnósticos médicos são considerados graves e devem ser afastados através de avaliação médica imediata.

É necessário tomar vitaminas?

Dra. Flavia: Segundo o Ministério da Saúde, toda mulher que está em programação de gestação deve realizar suplementação diária com uso de ácido fólico 400mcg/dia para redução do risco de defeitos de fechamento do tubo neural. Essa mesma suplementação deve ser mantida pelo menos até 12 semanas de gravidez.

Outra suplementação obrigatória é o ferro, principalmente, a partir do segundo trimestre de gravidez, quando o risco de anemia se acentua e quando temos a aproximação do parto no qual haverá perda sanguínea moderada.

A suplementação de vitamina D, iodo e ômega 3 é também usada com bastante frequência pelos obstetras brasileiros.

Vale ressaltar que a alimentação balanceada é capaz de garantir o aporte adequado de muitos nutrientes, sendo que a individualização na avaliação de cada mulher será fundamental. Pacientes que não consomem leite e seus derivados, por exemplo, podem exigir suplementação de cálcio, enquanto as demais conseguem esse mineral através da dieta.

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O que muda no corpo da mulher?

Dra. Flavia: A mulher passa por muitas transformações durante o período gravídico. No início da gestação, os sintomas gerais são os mais evidentes pelas alterações hormonais. Notamos alterações de humor, como irritabilidade e choro fácil, alterações no padrão de sono, alterações no hábito intestinal, sendo a constipação bastante comum. A ação da progesterona pode levar ainda a aumento do refluxo gástrico e da sensação de azia e queimação.

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Com o aumento do útero e do ventre, outras alterações passam a se estabelecer. O padrão respiratório se altera, a capacidade gástrica fica reduzida e o centro de equilíbrio do corpo muda, obrigando a gestante a caminhar de maneira característica para não se desequilibrar: pernas levemente afastadas e quadril para frente.

As alterações das mamas e da vulva refletem ainda a preparação do corpo para o momento do parto. As mamas se tornam mais sensíveis, a aréola aumenta sua pigmentação, podem aparecer vasos sanguíneos azulados em sua superfície, além da protrusão do mamilo. A vulva também se torna mais escura, com os pequenos lábios levemente entreabertos. A secreção vaginal aumenta também por ação hormonal.

Gestantes podem praticar atividades físicas?

Dra. Flavia: Gestantes podem e devem praticar atividade física regularmente. Desde que não haja contraindicação médica para tal, todas as evidências científicas são favoráveis à prática de exercícios aeróbios e de fortalecimento muscular.

Um momento único, a gravidez pode ser cheia de dúvidas, mas com bastante calma e com o acompanhamento dos profissionais certos, essa pode ser uma fase tranquila.

Parto

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O momento do parto assusta várias mamães, que já ficam sem saber qual tipo escolher, como será a recuperação e todos os outros detalhes. Mas, pode ficar tranquila, as respostas para vários questionamentos estão aqui.

Com quantas semanas em média o parto acontece?

Dra. Flavia: A maioria das pacientes terá o seu parto entre a 39ª semana e a 41ª semana, por isso, o cálculo da data prevista para o parto (DPP) é feito para 40 semanas.

Quais são os sinais de trabalho de parto?

Dra. Flavia: O trabalho de parto é definido pela presença de contrações uterinas regulares, com intervalo médio de 3 minutos, capazes de gerar modificação no colo uterino. Essas contrações normalmente se iniciam com intensidade leve, sendo mais perceptíveis na região lombar e no fundo uterino, e irradiando para o baixo ventre. A regularidade começa com intervalos longos, 15 a 20 minutos, e depois passa a intervalos mais curtos, 3 a 5 minutos.

Vale lembrar que a perda de líquido por rompimento da bolsa poderá ocorrer mesmo fora do trabalho de parto e também é uma indicação para avaliação médica imediata e possível internação hospitalar.

Como escolher o tipo de parto?

Dra. Flavia: A via de parto no Brasil não é uma escolha da paciente e sim uma indicação médica. No sistema privado temos a possibilidade de levar em consideração o desejo da paciente, porém no sistema público, o parto normal é a primeira via, sendo a cesárea uma alternativa para os casos em que o parto normal não é possível.

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Há diferença entre parto normal, natural e humanizado?

Dra. Flavia: Sim. O parto normal é o nome amplo que damos ao parto por via vaginal. Ele pode ser natural e humanizado ao mesmo tempo.

O parto natural é aquele em que não são realizadas intervenções ou uso de medicações para o estímulo do nascimento.

O parto humanizado é o termo que usamos para o parto que respeita as preferências da mãe e o tempo do bebê. No parto humanizado, por exemplo, o bebê vai direto para o colo da mãe e permanece em contato com sua pele pela próxima hora. O pediatra faz a avaliação do recém-nascido ainda nos braços da mãe, e o clampeamento e corte do cordão umbilical é feito após a parada da pulsação.

Quais são as melhores posições para o parto normal?

Dra. Flavia: Cada paciente irá escolher a posição em que se sente mais confortável para o momento do expulsivo. Não existe uma única posição. Na minha prática profissional, gosto muito do uso do banco de parto, pois ele mimetiza a posição de cócoras ao mesmo tempo em que facilita a descida do bebê pelo canal de parto pela ação da gravidade.

O que fazer quando a bolsa romper?

Dra. Flavia: O primeiro conselho que dou às minhas pacientes é que elas fiquem calmas. A rotura da bolsa pode ocorrer horas antes do nascimento do bebê e não significa que o bebê irá nascer nos próximos minutos.

Ao perceber a saída de grande quantidade de líquido claro, com odor semelhante ao de alvejante, se a paciente estiver sem dor, ela poderá tomar um banho e encaminhar-se à maternidade para avaliação com calma. Nos casos em que a paciente já vinha apresentando contrações, recomenda-se a ida imediata à maternidade para avaliação, já que não temos como saber se já pode ou não ter dilatação do colo uterino.

E se a bolsa não estourar naturalmente?

Dra. Flavia: Nos casos em que a paciente permanece em trabalho de parto e a bolsa não se rompe, o médico poderá fazer a rotura artificial das membranas no momento oportuno. Em alguns casos, essa intervenção não se faz necessária, podendo, inclusive, o bebê nascer com a bolsa íntegra, como nos casos de parto empelicados.

Quando é preciso induzir o parto?

Dra. Flavia: A indução do parto pode ter inúmeras indicações. A idade gestacional superior a 41 semanas é uma delas. Acima dessa idade gestacional, não temos mais benefício em aguardar o desencadeamento espontâneo do parto, por isso, nessas circunstâncias orientamos que seja realizada internação hospitalar e indução medicamentosa do parto.

Outras indicações são: diabetes gestacional, aumento da pressão arterial, fetos com baixo peso ou com redução do líquido amniótico, rotura da bolsa e ausência de contrações espontâneas.

O que causa um parto prematuro?

Dra. Flavia: As infecções vaginais e urinárias são causas importantes de partos prematuros, por isso, devem ser tratados com atenção quando identificados. Outras causas incluem: colo uterino curto ou incompetente (que inicia a dilatação conforme ocorre o aumento do peso do feto), gestações múltiplas, alterações vasculares (doppler) do bebê por pressão alta da mãe ou diabetes gestacional descompensado e com repercussões fetais.

O parto é um momento único, por isso, é importante escolher um(a) profissional que se identifique com a gestante. Afinal, ele ou ela será responsável por trazer o bebê ao mundo.

Pós-parto

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O bebê nasceu, e agora? O corpo da mãe muda, há o descanso pós-parto e várias outras dúvidas que podem surgir relacionadas à mulher. Veja as respostas para algumas delas:

Quando devo voltar ao obstetra?

Dra. Flavia: A primeira consulta pós-parto costuma ser realizada entre 7 e 10 dias. Uma segunda avaliação é feita ao final do puerpério, cerca de 40 dias após o nascimento.

Como é o descanso pós-parto?

Dra. Flavia: A recuperação da mãe irá depender bastante da via de parto e das eventuais intervenções que foram necessárias. Pacientes que atingem um parto por via vaginal e sem laceração, por exemplo, não possuem nenhum tipo de restrição à mobilização e à dieta. Pacientes submetidas à cesariana, por sua vez, deverão permanecer em repouso relativo nas primeiras 12 horas. Após esse período, as caminhadas leves pelo quarto e corredor da maternidade são incentivadas para estímulo do funcionamento intestinal e para prevenção de trombose.

O período do puerpério, nome dado aos 42 dias que sucedem o parto, é o período destinado ao retorno do corpo da mulher às suas condições pré-gestacionais. Durante esse período, a paciente deve evitar atividade física e atividade sexual”.

Quando é possível voltar a transar após o parto?

Dra. Flavia: Após 42 dias, se não houve contraindicação médica, a paciente estará liberada para o retorno à vida sexual.

Há chance de uma gravidez durante a quarentena?

Dra. Flavia: O risco é considerada desprezível, porém o risco de infecção uterina (endometrite) é bastante aumentado nas pacientes que retomam vida sexual por via vaginal antes da liberação médica.

É normal ter sangramento no pós-parto?

Dra. Flavia: Sim. O sangramento pós-parto, ao qual chamamos de loquiação, ocorre em todas as mulheres, independentemente da via de parto. Esse sangramento é originado dos vasos sanguíneos que ficaram expostos após o desprendimento da placenta.

Quando a mulher volta a menstruar?

Dra. Flavia: A mulher que amamenta pode permanecer sem menstruar por período indeterminado, já que a prolactina, hormônio responsável pela produção do leite, é capaz de inibir o ciclo ovulatório. A maior parte das mulheres volta a menstruar após a introdução alimentar do bebê, quando a frequência das mamadas acaba se reduzindo.

Quanto tempo demora para o corpo voltar ao normal?

Dra. Flavia: O puerpério, que por definição dura 42 dias, é o período em que o corpo da mulher restabelece as condições pré-gestacionais, porém isso não significa que dentro desse prazo o corpo da mulher irá retornar a ser exatamente do mesmo modo como era antes da gestação. O tônus da musculatura abdominal e a elasticidade da pele, por exemplo, podem levar mais tempo para serem restabelecidos.

É normal ficar muito cansada nesse período?

Dra. Flavia: Sim. A privação de sono e o desgaste psicológico a que as mães são submetidas, justificam completamente uma sensação de esgotamento que se estabelece nesse período pós-parto.

Prisão de ventre é comum?

Dra. Flavia: Nos primeiros dias após o parto essa é uma queixa bastante frequente, bem como a distensão abdominal gerada pelo acúmulo de gases.

Quando é possível realizar atividades físicas?

Dra. Flavia: O parto normal, por ser menos agressivo ao corpo da mulher, permite que a paciente retome suas atividades físicas após o fim do puerpério. O parto cesárea requer um período de até 60 dias para a retomada das atividades físicas.

Mesmo acabando de gerar uma criança, é importante que a mãe também tenha cuidado consigo mesma e respeite as limitações desse período. Assim como o bebê, ela também precisa de atenção.

Amamentação

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A amamentação é um período que pode causar diversos questionamentos, seja sobre a saída do leite das mamas, a quantidade que o bebê deve mamar, o cuidado com os seios e mais. Nesse momento, é importante ter calma e ter as informações corretas.

Quando acontece a primeira mamada do bebê?

Dra. Flavia: Chamamos de Golden Hour a primeira hora de vida do bebê e é nessa primeira hora que a primeira mamada deve ocorrer.

É possível engravidar durante a amamentação?

Dra. Flavia: Sim, a amamentação exclusiva tem uma eficácia contraceptiva próxima a 80%, ou seja, a cada 100 mulheres que confiam apenas nesse método como forma de prevenção de uma nova gestação, até 20 mulheres poderão engravidar em 1 ano.

Amamentar dói?

Dra. Flavia: O ato de amamentar não gera dor, porém os primeiros dias de vida do bebê e as primeiras mamadas são, comumente, acompanhados de fissuras maxilares causadas pela pega incorreta do recém-nascido. As fissuras sim podem ser bastante dolorosas”.

Como é possível evitar a mastite?

Dra. Flavia: Mastite é o nome dado à inflamação mamária decorrente da entrada de bactérias nos ductos lactíferos. A principal porta de entrada de bactérias nos ductos são as fissuras mamárias, sendo a pega correta do bebê ao seio materno uma das principais formas de prevenção.

No caso de fissuras mamilares, recomendamos cuidados redobrados com as higienização das mamas. Uma das formas de facilitar a cicatrização das fissuras e, consequentemente, reduzir o risco de mastite, é através da aplicação do próprio leite materno (rico em anticorpos) na aréola e mamilo.

Outras formas de prevenção importantes são a ordenha das mamas, para que não ocorra acúmulo de leite e estase do mesmo nas mamas, e a escolha de sutiã adequado, capaz de garantir boa sustentação das mamas.

O que a mulher deve evitar de comer durante o aleitamento?

Dra. Flavia: Orientamos às lactantes que evitem o consumo de alimentos de difícil digestão, conhecidos como alimentos formadores de gases em excesso, tais como o grão de feijão e grão-de-bico. Alimentos contendo glúten ou lactose devem ser evitados pelas pacientes intolerantes. O consumo de bebida alcoólica também é bastante questionável, devendo ser evitado”.

É possível tomar anticoncepcional nesse período?

Dra. Flavia: Sim. Durante o período de lactação recomendamos o uso de métodos contraceptivos não hormonais ou de progesterona isolada (como algumas pílulas, injetáveis trimestrais, Mirena e implante contraceptivo).

Por quanto tempo o bebê deve ser amamentado?

Dra. Flavia: A amamentação exclusiva é recomendada até os 6 meses. Após esse período ocorrerá a introdução alimentar e a amamentação poderá ter sua frequência reduzida. O Ministério da Saúde recomenda aleitamento materno por 24 meses ao menos.

Prótese de silicone nas mamas atrapalha a amamentação?

Dra. Flavia: A incisão inframamária, que é a mais utilizada hoje em dia, não interfere necessariamente na amamentação por não seccionar diretamente os ductos lactíferos. As mastoplastias redutoras e as próteses com incisão periareolar possuem maior influência negativa na amamentação.

Existe um tempo de duração para cada mamada?

Dra. Flavia: O conceito de livre demanda preconizado pelos profissionais de pediatra hoje em dia, traz implícito que o bebê deverá ter livre o tempo de mamada. Em geral, indicamos pelo menos 20 minutos de mamada em cada mama.

Como é possível aumentar a produção de leite?

Dra. Flavia: A ingestão de água adequada é uma das principais formas de aumentarmos a produção do leite. Outras maneiras muito utilizadas são através de medicações que aumentam a prolactina da paciente, tais como metoclopramida e domperidona. A ejeção do leite é feita por outro hormônio, a ocitocina, por isso acredita-se que o trabalho de parto seja um forte aliado da amamentação.

A amamentação é o momento em que o bebê se alimenta, mas também ganha carinho e conforto da sua mãe. Por isso, tenha calma e paciência e não se cobre demais caso o leite não seja suficiente ou apareçam outros problemas.

Cuidados diários

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Deu tudo certo com a gestação, então, agora é hora de partir para os cuidados diários com o bebê.

Quando deve ser a primeira visita ao pediatra?

A data dessa primeira consulta é indicada entre 7 e 10 dias após o nascimento. Dr. Clay ainda diz que os pais devem listar todas as dúvidas antes de ir à consulta.

Como lidar com o refluxo?

Dr. Clay: Após a mamada, manter a criança ereta apoiada em você até arrotar. Ao deitá-la, colocar sempre a criança de barriga para cima.

Como são os cuidados com o umbigo?

Dr. Clay: Lavá-lo sempre nos banhos e limpar sua base e em volta dele 2 vezes ao dia com cotonete para retirar restos de pele ou secreções.

Qual é a posição indicada para o recém-nascido dormir?

Dr. Clay: De barriga para cima ou em posição dorsal.

Quantas horas de sono são indicadas?

Dr. Clay: O recém-nascido deve dormir até 20 horas por dia.

Como deve ser o banho do bebê?

Dr. Clay: “Deve ser dado banho com sabonete glicerinado uma vez ao dia. Mais banhos podem ser eventualmente dados, mas devem ser somente com água.

Quando é possível iniciar os passeios?

Dr. Clay: O ideal é fazê-los somente após os 3 meses de vida para que o bebê tenha recebido as primeiras vacinas e reduzir riscos de adquirir infecções sazonais.

O que fazer quando o bebê estiver com cólicas?

Dr. Clay: Colocá-lo em posição ventral nos braços e apoiar seu abdômen. Para reduzir as crises, massagear a barriga algumas vezes diariamente e aquecê-la com toalha amornada levemente com ferro de passar.

O uso de chupeta é recomendado?

Dr. Clay: Somente até os 18 meses e se a criança realmente sentir necessidade.

Lembre-se que o choro é a maneira de um bebê se comunicar, por isso, não é preciso se desesperar quando isso acontecer. Afinal, essa é a maneira que ele expressa fome, sono e até mesmo os seus sentimentos.

Mãe de primeira viagem: melhores livros

Dicas de Mulher

  1. O que esperar quando você está esperando: praticamente um guia, esse livro é uma ótima opção para as mamães de primeira viagem. Ele apresenta informações sobre como escolher o médico ideal, parto e quais são os direitos da gestação e mais.
  2. O livro da maternagem: esse é um livro tipo guia, que fala sobre parto, amamentação, sono, alimentação do bebê e passa pela entrada na escola e vai até a adolescência.
  3. Boas-vindas, bebê: essa é uma série dividida em três livros. Cada volume abrange uma faixa etária diferente, sendo que vai do zero aos cinco anos de idade. Com uma linguagem simples, Ana Escobar explica dúvidas que podem surgir nos cuidados relacionados aos pequenos. Como a autora é brasileira, a nossa cultura é levada em consideração.
  4. Bela maternidade: escrito pela Bela Gil, nesse livro, ela quis compartilhar a experiência de ser mãe, que começa pela gravidez, passa pela expectativa do parto, pelos dilemas da amamentação e vai até os cuidados com o bebê e consigo mesma.
  5. Quando o corpo consente: escrito em conjunto por uma jornalista, sua filha grávida e terapeuta e uma parteira, esse livro é ideal para as mamães que desejam realizar um parto natural e humanizado. Isso porque ele fala do que acontece no corpo, dá dica para despertar as sensações da gravidez e ainda dá dicas de movimentos para o nascimento.
  6. A maternidade e o encontro com a própria sombra: feito especialmente para as mulheres, esse livro tem o puerpério como foco, o período logo após o nascimento do bebê. Ele conta com uma dinâmica sensorial e intuitiva.
  7. Crianças francesas não fazem manha: escrito por uma jornalista estadunidense vivendo na França, o livro mostra as dificuldades que a autora sofreu na hora de impor limites a sua filha, vendo a sua volta, que as crianças francesas não faziam birra. No livro, ela conta as dicas da criação francesa.
  8. Mulheres visíveis, mães invisíveis: devido a teorias e soluções que desrespeitam ou vão contra a opinião da mãe, esse livro conta com diversos artigos que buscam esclarecer diversas dúvidas para que as mamães consigam encarar o período sem medo e sem traumas.
  9. Para educar crianças feministas: essa obra em formato de carta apresenta dicas práticas para os pais incentivare as filhas a serem independentes, fortes e lutar pelo que querem. Tudo isso longe dos estereótipos de gênero.
  10. Comida de bebê: uma introdução a comida de verdade: com a ajuda de médicos e nutricionistas, Rita Lobo escreveu esse livro para tirar dúvidas que são comuns na hora da introdução alimentar ao bebê.

Há uma grande variedade de livros que podem ser lidos para solucionar as dúvidas sobre esse mundo gigantesco que é a maternidade. Essas são apenas algumas indicações, mas, se você ainda tiver dúvidas, pode consultar outros livros e deve conversar sempre com o seu médico ou médica.

Mães, não se sintam pressionadas e não levem em consideração as possíveis opiniões e críticas alheias. Cada mulher tem a sua própria maneira de ser mãe e educar os filhos e está tudo bem.

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