No dia Mundial da Síndrome de Down, Cacai Bauer fala sobre inclusão e lutas

A inclusão no dia Mundial da Síndrome de Down é pauta fundamental para a influenciadora e modelo Cacai Bauer

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Atualizado em 23.03.22

Cacai Bauer

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Em 21.03.22 às 16:32

O Dia Mundial da Síndrome de Down é uma data criada em 2006 pela Down Syndrome International (DSI), do Reino Unido, e tem por objetivo celebrar a vida de pessoas com a trissomia 21. Essa data busca conscientizar e defender os direitos de inclusão e bem-estar das pessoas com síndrome na sociedade.

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Neste ano, a DSI estipulou como tema da celebração “O que significa a inclusão?”. Com o intuito de falar sobre esse assunto, há uma programação de webnários sobre educação inclusiva, trabalho inclusivo e saúde inclusiva, todos voltados às vivências de pessoas com Down.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 300 mil pessoas têm síndrome de Down no país. Seus direitos são assegurados pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, ratificada pelo Brasil com força constitucional e pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

A importância da representatividade para Cacai Bauer


Em entrevista exclusiva ao Dicas de Mulher, Cacai Bauer fala sobre a sua vivência como mulher e pessoa com síndrome de Down. A baiana de 27 anos faz sucesso nas redes sociais, é influenciadora e empoderada, conta com quase 400 mil seguidores no Instagram.

Acredita que suas lutas enquanto mulher é para alcançar uma sociedade mais inclusiva e acessível para as pessoas com deficiência, onde exista mais representatividade. Cacai comenta sobre as dificuldades que enfrenta em ser quem é:

“A maior dificuldade é fazer com que a sociedade deixe de enxergar a minha deficiência e passe a enxergar a pessoa que sou”.

Motivada por levar sua arte e talento para além dos palcos, a influenciadora resolveu mostrar todo seu potencial artístico nas redes sociais. Ela relembra sobre o começo da sua jornada como a primeira influenciadora digital com síndrome de Down do mundo:

“Eu sempre tento, desde o começo, não focar na minha deficiência e sim no meu dom de mostrar pras pessoas do que sou capaz, através da minha arte. Alguns ainda tentam falar comigo como se eu fosse uma criança ou falando da minha deficiência, mas eu sempre insisto em falar sobre MIM, sobre minhas conquistas e meus sonhos”.

A ativista destaca a importância de pessoas com síndrome de Down serem tratadas de modo igualitário, como seres humanos capazes de desenvolver atividades diversas e que têm suas jornadas em busca de seus objetivos e sonhos.

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Cacai é um exemplo de luta pelo espaço das pessoas com deficiência em uma sociedade intolerante e cheia de preconceito. Nesse dia tão importante, falar sobre inclusão é essencial. Que tal conhecer outras mulheres incríveis assim como ela?