Ser vaidosa, usar roupas de marca e ostentar um padrão de vida alto são clássicas características das patricinhas, frequentemente representadas no audiovisual por jovens loiras e brancas. Com a ascensão social da mulher negra, surge a afropaty, termo que vai muito além do padrão estético e do consumo.
O que significa ser afropaty
Afropaty é a mulher de pele negra que ostenta um alto padrão de vida. Também chamada “Preta Patrícia” e “petricinha”, em referência a patricinhas negras, ela simboliza a ascensão social da mulher negra e sua presença em espaços até então ocupados majoritariamente por brancos.
O termo tem origem na expressão em inglês Black American Princess/Prince (BAP), usado para distinguir homens e mulheres negras que tinham boas condições econômicas há mais de uma geração nos EUA. No Brasil, a afropaty simboliza o empoderamento estético, financeiro, profissional e intelectual da mulher negra, porque é através da educação e do trabalho que elas têm a oportunidade de mudar a própria realidade.
As personagens Hilary, Vivian e Ashley Banks (O Maluco no Pedaço), Dionne Davenport (As patricinhas de Beverly Hills) e as artistas Beyoncé, Rihanna, Card B e Nick Minaj são as principais referências desse movimento nos EUA. No Brasil, as pretas patrícias de destaque são Taís Araujo, Iza, Ludmilla, Camile Vitória, Monique Evelle, entre muitas outras.
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O movimento também é representado na música. As Pretas Patrícias Mc Taya e Mc Carol têm músicas sobre o tema, onde cantam justamente sobre a ascensão e de posse de espaços e itens até então de privilégio de mulheres brancas.
É possível ser uma Preta Patrícia no Brasil?
56% da população brasileira se autodeclara negra. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2019 feita pelo IBGE. O mesmo levantamento aponta que mulheres negras são 28% da população. Ainda assim, mesmo sendo maioria, os negros sofrem com a discriminação e a desigualdade, que os coloca em desvantagem em relação à população branca.
Então, como falar de ostentação de um alto padrão de vida neste cenário? Seria a afropaty um movimento elitista? Apesar da questão financeira, o movimento também é composto pelo desejo de prosperar, se empoderar e alcançar direitos até então negados. Dessa forma, ele caracteriza não só a mulher vaidosa, mas a que anseia por conhecimento e independência e fornece a si mesma os meios para tal.
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Como construir a estética afropaty
Embora seja um movimento cheio de simbolismos, ele também é uma referência estética. A afropaty é, sobretudo, uma mulher vaidosa e com estilo próprio, que faz uso político da roupa e do cabelo. Afinal, roupa de marca é símbolo de status e fios crespos, de resistência e aceitação.
A seguir, veja cinco atributos das preticinhas para você mergulhar nessa estética e dar os primeiros passos nesse movimento.
Fios crespos, cacheados, lisos, laces, tranças, com ou sem baby hair. Todos os tipos podem ser adotados pelas afropatys. O seu cabelo é a sua marca e a sua força frente a uma sociedade cheia de preconceitos e imposições estéticas.
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A afropaty não tem um estilo definido. Entretanto, observando as referências norte-americanas e brasileiras citadas acima, nota-se que há muita influência do estilo baddie, streetwear e anos 90.
Famosa entre os artistas, unhas no formato stiletto são cheias de estilo e comunicam ousadia e sensualidade, do basiquinho às nail arts.
Ela mostra a sua ligação com a ancestralidade e a cultura africana. Além disso, o uso de roupas e acessórios afro, como o turbante, acabam por fazer o dinheiro girar nas mãos de outros negros, favorecendo o Black Money.
Elas não usam necessariamente as cores fortes para destacar a maquiagem, mas se quiser também pode! Ombré lips, contornos de sobrancelha e olhos (alô, gatinho!) estão presentes na rotina, passando a sensação de beleza sem muito esforço.
Agora é hora de colocar em prática. Inspire-se nos looks de afropatys listados abaixo e encontra o seu próprio estilo!
Inspire-se nas tendências abaixo para construir o seu próprio estilo afropaty de ser!
A seguir, veja alguns vídeos sobre a estética afropaty.
Afropaty além dos looks
Abaixo, aprofunde-se nesse estilo assistindo aos vídeos de uma produção completa, com maquiagem, hairstyle e atitude petricinha.
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Comunidade e sororidade
Neste vídeo, Bia Florent explica o que é ser uma afropaty e os conceitos de sororidade e comunidade que ela encontrou ao conhecer melhor esse movimento. Além disso, ela dá dicas de acessórios das petricinhas!
Ter estilo gastando pouco
Ficou com vontade de ter as roupas, mas não sabe onde comprar? Aqui, Beatriz Lefundes dá dicas de onde garimpar as melhores peças e, ao mesmo tempo, explica um pouco mais sobre esse estilo.
Make Afropaty
Aprenda a fazer uma maquiagem simples e prática com Irlaine Tavares, mas que trazem o glamour do afropaty, completando perfeitamente com o look. É ideal para usar no dia a dia.
Black Barbie Girl
Neste vídeo, Bárbara dá dicas de maquiagem, lace e roupa para montar uma estética similar à da boneca. Veja no tutorial como fazer uma transformação completa e adotar todos os detalhes do estilo afropaty.
Leia mais sobre a beleza da mulher negra e confira outras maquiagens para pele negra.
Fernanda Paixão
Comunicadora, voluntária e empreendedora. Apaixonada por moda, leitura e horóscopos. Graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela PUC-Rio, com domínio adicional em empreendedorismo.






