11 coisas que toda mulher deve saber sobre a tireoide

Saber quando desconfiar de um problema na tireoide pode ajudar muito a sua saúde

Escrito por Raquel Praconi Pinzon

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A tireoide, uma pequena glândula em formato de borboleta localizada na parte da frente do pescoço, é mais conhecida por estar relacionada ao metabolismo e às mudanças de peso – e geralmente é a primeira culpada (equivocadamente) quando ganhamos alguns quilinhos indesejados.

Contudo, ela também regula o funcionamento do coração, do cérebro, do fígado e dos rins, além de influenciar o crescimento de crianças e adolescentes, o ciclo menstrual, a fertilidade, a concentração, o humor e a saúde emocional.

Os dois problemas mais comuns relacionados a essa glândula são o hipotireoidismo (quando ela funciona pouco) e o hipertireoidismo (quando ela funciona em excesso), e ambos podem causar o bócio – um inchaço conhecido popularmente como “papo”. Saiba mais sobre essa glândula tão importante:

1. A tireoide é uma pequena central de comando

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A associação entre a tireoide e o cansaço e os quilinhos a mais não acontece à toa: os hormônios produzidos por essa glândula afetam praticamente todos os outros órgãos e processos do nosso corpo.

A tireoide é ativada pelo TSH (hormônio estimulante da tireoide), que é produzido e liberado pela glândula pituitária, também chamada de hipófise. A partir desse estímulo, a tireoide sintetiza e secreta o hormônio T4, que é metabolizado para sua forma mais ativa (T3) e viaja pelo organismo realizando suas funções.

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2. Mulheres mais velhas são mais sujeitas a problemas na tireoide

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As mulheres apresentam oito vezes mais chances de desenvolver problemas na tireoide do que os homens, e esse risco aumenta depois dos 60 anos. A disfunção mais comum é o hipotireoidismo, a redução na função da tireoide, que afeta 10% das mulheres em grau maior ou menor.

3. Os primeiros sintomas podem passar despercebidos

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Os primeiros sinais de que a tireoide pode estar com sua função reduzida não são muito específicos: falta de disposição, fraqueza e uma certa lentidão mental podem ser facilmente confundidos como a simples necessidade de descansar.

Porém, se o problema não for detectado e tratado, o hipotireoidismo pode aumentar as chances de diabetes do tipo 2 ou prejudicar a fertilidade. Portanto, é preciso ficar atenta a um cansaço que nunca parece ter fim.

4. A menopausa também causa esses sintomas

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Outra dificuldade na hora de diagnosticar o hipotireoidismo é que os sintomas também podem ser consequência das alterações hormonais da menopausa – como as irregularidades no ciclo menstrual. Por isso, em mulheres a partir de 40 anos, essas duas condições podem ser confundidas.

Mulheres com histórico familiar de problemas na tireoide ou doenças autoimunes (diabetes tipo 1, doença celíaca, lúpus e artrite, por exemplo) devem ficar mais atentas para a possibilidade de hipotireoidismo nessa fase da vida. Isso acontece porque existe uma chance maior de o próprio organismo da pessoa atacar a tireoide como se fosse um corpo estranho.

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5. Médicos diferentes propõem tratamentos diferentes

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O primeiro passo para diagnosticar um problema na tireoide é avaliar os níveis de TSH apresentados pelo paciente: se esse hormônio estiver muito elevado, isso pode ser um sinal de que o corpo percebeu que a tireoide está trabalhando menos e, por isso, ele manda mais estímulos para ela.

Os valores de referência para o TSH costumam ser de 0,5 a 5,0 µUI/mL, variando conforme o laboratório de análises clínicas. Portanto, se o resultado do seu exame estiver dentro dessa faixa, um médico endocrinologista ou clínico geral poderá considerar que você não precisa de tratamento.

Por outro lado, médicos que seguem a linha holística ou integrativa podem propor alguma forma de tratamento se você estiver dentro dessa faixa e apresentar sintomas. Tudo depende da visão do profissional e das suas características individuais.

6. O tratamento é para sempre, mas ele funciona bem

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Caso você precise tratar o hipotireoidismo, saiba que provavelmente será necessário utilizar algum tipo de medicamento, como a levotiroxina sódica, durante toda a sua vida. A boa notícia é que o tratamento costuma funcionar muito bem, e em cerca de um mês o paciente já pode notar bastante diferença em sua saúde e disposição.

7. Não devemos culpar a tireoide por todos os problemas de saúde

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Uma disfunção na tireoide realmente podecausar baixa disposição, favorecer o aumento de peso e reduzir a libido. Porém, esses sintomas são mais frequentemente causados por outros motivos, como uma deficiência de vitaminas, uma dieta inadequada ou problemas emocionais respectivamente.

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O acompanhamento profissional é indispensável para identificar a causa real desses sinais e tratá-los da forma mais eficiente possível.

8. Sua alimentação pode favorecer o funcionamento da tireoide

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Algumas pesquisas sugerem que fazer várias pequenas refeições durante o dia tem um efeito positivo sobre o funcionamento dessa glândula. Isso aconteceria porque as variações nos níveis de insulina provocados por esse tipo de alimentação podem ajudar o organismo a converter o T4 em T3, que é a forma ativa do hormônio da tireoide.

9. Alimentos ricos em selênio são benéficos para a glândula

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O selênio é um mineral essencial para a produção dos hormônios da tireoide, além de proteger essa glândula em pacientes que sofrem de tireoidite de Hashimoto (quando o sistema imunológico ataca a tireoide). Alguns alimentos ricos em selênio são a castanha-do-pará, os ovos e e o feijão.

10. O teste do pezinho serve para diagnosticar o hipotireoidismo

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Alguns bebês já nascem com hipotireoidismo, e um diagnostico precoce é importante para evitar problemas no desenvolvimento. Esse problema pode ser detectado pelo teste do pezinho, que deve ser feito preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida da criança.

11. Procure um endocrinologista

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Um cansaço que não passa nunca, sensação de fraqueza e ganho de peso aparentemente sem explicação são motivos para ficar alerta. Da mesma forma, sintomas como o aumento da frequência cardíaca, nervosismo e emagrecimento repentino também não são normais. Se esses sintomas persistirem, você deve procurar um endocrinologista (ou o seu clínico geral) e solicitar exames para avaliar o funcionamento da sua tireoide.

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Além do hipotireoidismo e do hipertireoidismo, a tireoide pode sofrer com inflamações, nódulos e câncer. Quanto mais cedo esses problemas são descobertos, melhores são os prognósticos para o paciente.

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