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Vegetarianos têm vida sexual mais ativa, segundo pesquisa

A alimentação baseada em vegetais aumenta os níveis de hormônio no corpo, aumentando a disposição sexual

em 21/12/2012

Foto: Thinkstock

Os cuidados com a alimentação são fundamentais para uma vida saudável. Comer de maneira correta, ingerindo pouca gordura e dando preferência às frutas e vegetais é o apelo de todo nutricionista. A novidade é que uma alimentação baseada no consumo de verduras e legumes pode ter influência sobre a vida sexual de um indivíduo.

Ao menos é o que afirma um estudo desenvolvido pelo médico Michael Wasserman, do Departamento de Ciências Ambientais, Política e Gestão da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, e publicado pelo jornal científico “Hormones and Behavior”. A pesquisa aponta para evidências de que o consumo de vegetais, aliado ao de soja, aumenta os níveis de hormônio no organismo. Esse crescimento da taxa hormonal seria o responsável pela melhora da atividade sexual.

O Dr. Wasserman e sua equipe observaram um grupo de macacos vermelhos por cerca de 11 meses. Segundo ele, o organismo humano é muito similar ao desses símios, tendo reações parecidas quando estimulados por determinados hormônios. Os macaquinhos, alimentando-se da folha de uma árvore tropical que possui propriedades semelhantes às da soja, tiveram um aumento considerável na atividade sexual observada pelo pesquisador.

Isso ocorre porque essa árvore, assim como a soja, tem uma composição parecida com a do estrogênio, o que fez com que os macacos passassem a apresentar um nível mais alto do “hormônio do sexo”, o estradiol, e do “hormônio do estresse”, o cortisol – o que explica a maior incidência de lutas e agressões entre os primatas, além do aumento na frequência das relações sexuais..

Uma pesquisa anterior, realizada pela Universidade Belarmino, em Louisville, também nos Estados Unidos, sugeria que a maioria dos homens acredita que o consumo de carne aumenta a virilidade. A pesquisa de Wasserman vem desfazer essa crença e provar, de uma nova forma, que consumir apenas vegetais melhora, além dos níveis de hormônio, a circulação sanguínea corporal, aí incluídos os órgãos sexuais. Essa melhora também ajudaria na melhora da vida sexual.

De acordo com Mimi Bekhechi, integrante da ONG pelos direitos dos animais conhecida por PETA (“People for the Ethical Treatment of Animals”, ou “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”, em português), no Reino Unido, “quando se trata de relações sexuais, aqueles que comem carne podem ser tão lentos quanto o sangue tentando se espremer através de suas artérias obstruídas – já os veganos têm a resistência para manter a festa por toda noite”.

O veganismo é conhecido como uma forma mais radical do vegetarianismo. Os adeptos desse estilo de vida acreditam que o ser humano deve viver sem explorar os animais; por isso, excluem de sua dieta, assim como a carne, qualquer produto de origem animal, como a gelatina, os laticínios, os ovos, o mel e os embutidos. Também não usam peles, couro, lã, seda pérolas, entre outros, utilizando apenas vestes fabricadas com tecidos de origem vegetal (como o algodão e o linho, por exemplo).

Para quem já adota ou pretende adotar o vegetarianismo como estilo de vida, a pesquisa liderada por Wasserman traz um novo – e interessante – motivo para persistir nessa ideia.

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