Fumar durante a gestação é prejudicial ao bebê

Conheça os riscos que o cigarro pode causar ao feto e à mamãe

Por Juliana Cazarine
Atualizado em 27/11/2012 10:14
fumar durante a gestacao e prejudicial ao bebe Fumar durante a gestação é prejudicial ao bebê

Foto: Thinkstock

O cigarro é uma droga e, assim como todas as outras, prejudica a saúde do fumante podendo causar diferentes tipos de câncer, doenças respiratórias, entre outras. Hoje, campanhas contra o tabagismo são amplamente divulgadas e, em geral, que consome a droga sabe quais são os seus riscos. Mas a situação pode ser ainda mais agravante para as mulheres grávidas, que colocam em perigo a vida do bebê. Estima-se que 36% das gestantes não conseguem largar o fumo.

Fumar durante a gravidez pode prejudicar o crescimento do feto dentro do útero da mãe, além de desencadear outros problemas de saúde. “Os componentes químicos do cigarro podem causar, principalmente, prematuridade, baixo peso e problemas respiratórios”, explica o ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Brasil, Doutor Pedro Awada.

Quando fuma, a mãe inala a fumaça do cigarro através dos pulmões. A fumaça, por sua vez, vai à corrente sanguínea da mulher. E como o bebê absorve as substâncias presentes no sangue da mãe, ingere o monóxido de carbono presente na fumaça do cigarro. Quando a mulher fuma, o feto “fuma” também e por isso pode ter problemas respiratórios. Outro componente que provoca danos incalculáveis à criança é a nicotina. Ela impede que os nutrientes e o oxigênio cheguem ao bebê porque estreita os vasos sanguíneos. Assim, torna-se responsável pelos problemas de desenvolvimento do feto.

Para a mamãe, o mau hábito de fumar durante a gestação pode provocar aborto natural, sangramentos e descolamento de placenta. No período em que está esperando um bebê, a circulação sanguínea da mulher fica prejudicada. E a nicotina torna a situação ainda pior, já que os vasos estarão mais estreitos. A junção desses fatores pode causar trombose, quando se formam coágulos dentro das veias.

O obstetra acrescenta ainda aos perigos para as mulheres as doenças rotineiras do cigarro. “A mãe também fica suscetível aos problemas gerais da nicotina como, por exemplo, aumento de insuficiência pulmonar”, completa o obstetra.

A gravidez é um momento mágico e merece essa abdicação, que é a favor da saúde e do bem estar da criança. E como ser mãe implica em sempre fazer o melhor pelos filhos, a tentativa de eliminar o cigarro da rotina não deve se restringir apenas ao período de gestação. “Sem dúvida a mulher deve evitar fumar durante a amamentação porque entra em contato com o bebê. Não há registros de que o hábito influencia na qualidade no leite, mas cheiro vai incomodar o bebê com certeza”, afirma Dr. Awada.