6 sintomas da vulvovaginite e suas formas de tratamento

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Atualizado em 22.06.22

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Atualizado em 22.06.22

A vulvovaginite é uma das doenças que mais afeta o trato genital inferior feminino e pode ocorrer em mulheres de qualquer idade, um exemplo é a candidíase. Para saber mais sobre o assunto, a ginecologista e obstetra Dra. Ana Paula Mondragon (CRM 134071-SP), explicou o que é, quais as causas, os principais sintomas e tratamentos indicados. Confira!

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O que é vulvovaginite

A ginecologista informou que a vulvovaginite consiste em um processo inflamatório e/ou infeccioso do trato genital inferior (vulva, vagina) sendo a causa mais comum de corrimento vaginal patológico. “É normalmente causada por uma infecção por vírus, bactérias ou fungos. No entanto, também pode acontecer devido a alterações hormonais ou alergia a substâncias químicas usadas na produção de algumas espumas de banho, sabonetes, produtos de sexshops e cremes.”

A médica disse que apesar de incômoda, a patologia não é considerada grave, mas deve ser tratada para evitar complicações. “Estas patologias podem surgir em qualquer momento da vida da mulher, porém normalmente acontecem em mulheres que já iniciaram a atividade sexual. O sexo facilita o contato com bactérias, fungos, protozoários, o que gera um desequilíbrio da flora vaginal”, completou.

Causas da vulvovaginite citadas pela ginecologista

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A seguir, confira as principais causas da vulvovaginite apontadas pela profissional e previna-se:

  • Alimentação irregular;
  • Baixa imunidade e estresse;
  • Vícios como tabagismo e alcoolismo;
  • Roupas apertadas;
  • Múltiplos parceiros.

Sempre que houver sintomas que indiquem a patologia, é importante consultar um ginecologista quanto antes para iniciar o tratamento.

Sintomas da vulvovaginite para se atentar

Geralmente, os sintomas da vulvovaginite são bem desconfortáveis para a mulher e surgem quando ocorre a inflamação da vulva e da vagina, sendo eles:

  • Corrimento (suas características variam conforme a causa);
  • Ardência vulvovaginite;
  • Prurido (coceira);
  • Vermelhidão local;
  • Ardência ao urinar;
  • Odor forte ou fétido.

Como tratar a vulvovaginite

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A Dra. Ana Paula comentou que o tratamento é indicado de acordo a causa, mas são normalmente usados medicações locais ou sistêmicas (via oral). “Os fungos serão tratados com medicação antifúngica, já as bactérias com antibióticos. Na maioria das vezes será optado por apenas uma via para tratamento e a paciente deve ser orientada a mudar os hábitos comportamentais e alimentares”, orientou.

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Tratamentos caseiros

A profissional citou três tipos de tratamento caseiros, mas ressalta ser aplicado o melhor tratamento conforme a causa da patologia:

  • Banho de assento: a Dra Ana Paula comentou que o banho de assento de tomilho e alecrim é uma boa receita caseira. Pois “é rica em substâncias antifúngicas e antibacterianas que agem impedindo a multiplicação de fungos e bactérias ajudando a reduzir o desconforto”;
  • Óleo de melaleuca: o óleo é rico em substâncias com ação antibacteriana, antifúngica e anti-inflamatória e, segundo a ginecologista, elas “ajudam a combater os sintomas da coceira, vermelhidão, inchaço e corrimento comuns em infecções vaginais”;
  • Óleo de coco: a médica informou que “o óleo de coco tem ação antifúngica e anti-inflamatória, ajuda a combater a coceira local e a hidratar a região”.

Antes de iniciar qualquer tratamento caseiro é indispensável se consultar com o médico, pois dependendo do agente infeccioso, só este profissional poderá indicar o tratamento adequado.

Vulvovaginite X candidíase

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A ginecologista explicou que “a candidíase é um tipo de vulvovaginite, causada por fungos e está geralmente relacionada a maus hábitos alimentares e comportamentais.”

É de suma importância que a mulher, além de seguir os hábitos citados pela médica, também realize os exames de rotina periodicamente. Aproveite e saiba tudo sobre bartolinite, uma doença ginecológica que também pode afetar muitas mulheres.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.