9 hábitos que parecem inofensivos, mas podem piorar sua ansiedade

Seu celular não para de apitar? Esse pode ser um dos motivos pelos quais você se sente ansiosa

Escrito por Raquel Praconi Pinzon

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Nos dias de hoje, é raro encontrar alguém que não esteja ansioso, não é mesmo? Porém, além da tensão causada pelo dia a dia, existe a ansiedade crônica, que pode se manifestar em crises sem motivo aparente e prejudicar nossa vida pessoal e profissional.

Se você tem tendência a se sentir ansiosa, é preciso ficar de olho em alguns hábitos que podem não ser nada de mais para as outras pessoas, mas que têm potencial para despertar uma crise em quem sofre com esse problema. Conheça nove deles e como evitá-los:

1. Lotar a sua agenda

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Pode até ser que você esteja se sentindo superdisposta, mas é melhor não exagerar nos compromissos que você se propõe a cumprir. Saber escolher quais tarefas priorizar e quais deixar para depois ajuda a diminuir os níveis de ansiedade.

Nosso nível de energia pode mudar de um dia para o outro, por isso é preciso deixar alguns espaços na agenda para relaxar, se concentrar na própria respiração e conectar a mente e o corpo por alguns momentos.

2. Exagerar no café

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Tomar um cafezinho de manhã ou depois do almoço dá aquele gás que precisamos para desempenhar nossas funções. Porém, a cafeína é uma substância estimulante que pode desencadear ou aumentar sintomas relacionados à ansiedade, como aceleração dos batimentos cardíacos, nervosismo, tontura e sudorese.

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Por isso, além de reduzir o consumo de café, é importante não exagerar no chá preto, bebidas energéticas e derivados do guaraná, que também contêm cafeína e outros estimulantes.

3. Estar sempre atrasada

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Assim como um excesso de cafeína, atrasos nos deixam tensas, aceleram nossa frequência cardíaca e nos fazem transpirar mais do que o normal. Dessa forma, pessoas que estão sempre atrasadas acabam criando um ciclo de ansiedade que se repete todos os dias ao perceber que já perderam a hora do primeiro compromisso.

Para evitar esse efeito, procure ser realista com o tempo que você precisa para se arrumar e se deslocar até o local do compromisso – experimente programar alarmes no celular e deixar suas coisas preparadas antecipadamente para sair de casa.

4. Ser viciada em redes sociais

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O Facebook, o Instagram e outras redes sociais têm sim um lado positivo e você dificilmente vai abandoná-los. Porém, quem sofre com ansiedade precisa fazer um esforço a mais para reduzir o tempo dedicado a esses serviços, já que eles podem agravar esse problema de várias formas.

Ao acessar as redes sociais, estamos expostas a notícias chocantes que acabam com nosso dia, opiniões extremas que destilam ódio e pessoas com uma vida supostamente perfeita. Tudo isso faz com que nos sintamos impotentes e tristes com o mundo e com a nossa própria vida, aumentando os níveis de ansiedade.

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5. Consumir notícias o tempo todo

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É claro que é importante estar bem informada, mas acompanhar todas as notícias e informações “urgentes” é mais um fator de ansiedade – afinal, a maior parte desse conteúdo trata sobre assuntos como violência, corrupção, guerra e outras situações que nos causam tristeza e revolta.

O maior risco é assistir repetidamente às mesmas imagens chocantes e acabar desenvolvendo sintomas parecidos com os do estresse pós-traumático: ainda que sejam em menor grau, eles podem ser um gatilho para crises de ansiedade.

Consumir essas informações em uma velocidade menor e sem tanta exposição a cenas violentas é uma forma mais segura de saber o que se passa no mundo. Você pode, por exemplo, ler as notícias depois que o fato já foi bem apurado e não dar play nos vídeos.

6. Estar disponível o tempo todo

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Se seu celular não para de te mandar notificações avisando que você recebeu mensagens no WhatsApp, no Messenger, no Instagram e na sua caixa de entrada, pode ser difícil se concentrar no que você está fazendo agora, independente de você estar trabalhando, estudando ou tentando relaxar um pouco.

Ficar disponível o tempo todo cria uma sensação de urgência, como se você tivesse que responder todas as mensagens na hora – e isso gera ansiedade. Dessa forma, é aconselhável limitar o número de notificações que você recebe e programar horários para deixar seu celular no modo noturno.

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7. Dormir menos do que o necessário

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Um sono adequado é essencial para equilibrar nossos neurotransmissores e hormônios. Quando passamos vários dias dormindo menos do que o necessário, nosso organismo entende isso como um fator de estresse crônico, o que nos deixa irritadas, diminui nossa autoestima e impacta negativamente nossa capacidade de lidar com a ansiedade.

Para evitar esse efeito, o ideal é estipular horários para dormir e acordar, garantir de 7 a 9 horas de sono por noite em um ambiente escuro e silencioso e deixar os aparelhos eletrônicos longe da cama – a luz emitida pela tela funciona como um estimulante e atrapalha a qualidade do descanso.

8. Não parar para fazer as refeições

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Além das funções mais óbvias de saciar a fome e nutrir o organismo, as refeições deveriam ser momentos para fazer uma pausa, mastigar com calma e relaxar. Assim, quando simplesmente pegamos um lanche e saímos comendo, acabamos perdendo esses minutos de tranquilidade.

Ainda, o hábito de comer de forma apressada dificulta o processo de digestão, deixando aquela sensação de “nó no estômago” – e isso pode gerar sintomas de ansiedade.

9. Repetir para si mesma que você está ansiosa

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Segundo alguns psicólogos, o hábito de repetir frases como “estou tão estressada”, “estou muito ansiosa” e “tenho coisas de mais para fazer e não vou dar conta” nos deixam ainda mais nervosas, pois o cérebro entende isso como comandos e faz de tudo para obedecer ao que estamos dizendo.

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Isso não quer dizer que você deva fingir que não está ansiosa ou estressada, mas sim falar para você mesma frases como “já estou me acalmando” e “tenho muitas tarefas, mas vou conseguir fazer tudo”.

Se você tem um problema crônico com a ansiedade e essas dicas não ajudarem você a se sentir melhor, é importante buscar auxílio profissional. Controlar a ansiedade nos permite ter mais qualidade de vida, aumentar nossa produtividade e ser mais felizes, então vale a pena procurar a ajuda de um médico ou psicólogo.

Assuntos: Bem-Estar

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