7 coisas sobre autoestima que os psicólogos gostariam que você soubesse

Não há uma fórmula para manter a autoestima sempre em alta, mas algumas dicas podem ajudar a trabalhar melhor essa questão

Escrito por Mariana Bueno

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É difícil que alguém saiba exatamente o que sente sobre si mesmo. Por isso, definir como está a autoestima não é uma tarefa simples. Mas é importante buscar o autoconhecimento e estar sempre atenta, já que há uma relação forte entre baixa autoestima e depressão.

E, ao contrário do que muita gente acredita, a autoestima não está necessariamente relacionada ao fato de ter o amor de outras pessoas, ter a confiança dos amigos, ter sucesso no trabalho. A pessoa pode ter tudo isso e, ainda assim, não estar bem consigo mesma.

Também não há uma fórmula para manter a autoestima sempre em alta. Mas algumas dicas de psicólogos podem ajudar a trabalhar melhor essa questão. Veja sete coisas que eles gostariam que você soubesse.

1. Receber muitos elogios não é a solução

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Quando alguém está se sentindo para baixo, não é um elogio que vai mudar isso, especialmente quando esse elogio vem de um familiar ou amigo, que você sabe que quer te agradar. Mas, em geral, é o que as pessoas pensam, por isso essa costuma ser a atitude mais comum. Nesses momentos, o mais eficaz é que as pessoas próximas ofereçam suporte emocional. Funciona mais do que simplesmente ficarem te enaltecendo.

2. Dinheiro também não é a solução

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O sucesso material pode ser uma armadilha para a autoestima. Há uma sensação de que o saldo na conta bancária é sinônimo de felicidade, mas estudos já mostraram que pode acontecer exatamente o contrário: quem acredita nisso está mais propenso a ter consequências psicológicas quando algo der errado em sua vida ou sua carreira. Manter a autoestima ligada à vida financeira não é bom nem para uma coisa nem para a outra.

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3. Isso pode acabar com seus relacionamentos

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Embora pareça um problema individual, ter a autoestima baixa faz com que as pessoas fiquem mais inseguras e mais ressentidas, o que leva a comportamentos que fazem mal também aos outros, especialmente em relações mais íntimas. Um estudo feito na Holanda em 2017 mostrou que quem tem baixa autoestima tende a se arrepender de escolhas que envolvem o parceiro (desde que filme assistir até algo maior como mudar de cidade), porque se sentem inferiores e acham que suas opiniões não são importantes.

4. Ter um grande grupo de amigos não é tão importante

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A autoestima tem muito a ver com a percepção que os outros têm de uma pessoa. Por isso, há uma ideia de que ter muitos amigos faz a pessoa se sentir melhor. Mas, na verdade, não é bem assim. Ter amizades ou contatos em vários lugares diferentes – na academia, no trabalho, velhos colegas de escola ou faculdade, entre outros – pode reforçar seus muitos valores de várias formas ao mesmo tempo e, portanto, é melhor do que fazer parte de um grupo único (ainda que com mais integrantes).

5. Você pode se tornar mais intolerante

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A forma como cada um vê o mundo é moldada pela autoestima. Um estudo de 2011 mostrou que, quanto mais baixa é a autoestima de alguém, mais essas pessoas tendem a ter um comportamento preconceituoso e de fanatismo em relação aos outros. Já quem se sente melhor consigo mesmo, provavelmente não vai se sentir ameaçado pelas diferenças, nem acreditar em opiniões muito radicais, e saberá respeitar as escolhas de todos.

6. Mulheres não são mais vulneráveis que homens

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O senso comum há muito tempo acredita que as meninas tendem a ter uma autoestima mais frágil do que os meninos, mas um estudo feito com pessoas entre 14 e 30 anos mostrou que não há distinção de gênero entre esse sentimento. Os meninos/homens são tão vulneráveis a ter baixa autoestima quanto as meninas/mulheres. O que acontece é que, muitas vezes, especialmente na adolescência, há uma pressão social maior sobre as meninas para que se encaixem em um padrão, o que faz com que muitas comecem a não gostar de si mesmas.

7. Gestos simples ajudam muito

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Não é preciso muito para dar apoio a uma pessoa que está precisando melhorar sua autoestima. Há formas bem simples de ajudar. Dar sinais (ou dizer) que acredita no valor daquela pessoa. Fazer por ela pequenas tarefas do dia a dia, como a organização doméstica. E, principalmente, se mostrar interessado em conversar e ter a companhia, sem tentar resolver, mas apenas se colocando à disposição para estar junto naquele momento.

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Todas essas dicas são importantes para quem está passando por uma fase de baixa autoestima ou convivendo com alguém nesta situação. Mas em todos os casos é essencial procurar um psicólogo, que saberá trabalhar da forma correta para superar qualquer problema.

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