5 causas comuns da falta de autoconfiança e como driblá-las

Escrito por
Em 13.04.22

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Sentir-se confortável consigo é uma habilidade relacionada à autoconfiança. No entanto, há vários fatores emocionais, sociais e culturais que influenciam o modo como você se enxerga e a sua autoestima. Por isso, confira as explicações da psicóloga Jackeline Corrêa e entenda o que é e como ser autoconfiante.

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O que é a autoconfiança?

Nas palavras da psicóloga Jackeline, a autoconfiança é “a habilidade de se sentir confiante sobre si diante de várias situações”. Ela explicou que ser autoconfiante é importante, pois “permite respostas adequadas às circunstâncias da vida, sejam elas positivas ou negativas. As respostas adequadas trazem saúde e bem-estar”.

A psicóloga também citou dois exemplos para facilitar a compreensão do assunto: “pessoas autoconfiantes têm facilidade para expressar opiniões e falar sobre seus valores, além de se posicionarem contra algo que está em desacordo com seus princípios. Elas também encaram desafios e se abrem para coisas novas, pois se sentem seguras e reconhecem suas conquistas prévias”, finalizou.

5 benefícios de ser autoconfiante

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A autoconfiança é fundamental tanto para a vida pessoal e profissional quanto para lidar com questões do dia a dia. A seguir, confira alguns benefícios listados pela psicóloga:

  • Saber se expressar e se posicionar;
  • Se sentir apta para enfrentar desafios;
  • Estar aberta para novidades e aproveitar oportunidades;
  • Reconhecer suas conquistas anteriores;
  • Cuidar melhor de si.

Como você pode ver, são muitos os benefícios resultantes da autoconfiança. Agora, siga a leitura para entender as causas da falta de confiança e dicas para trabalhar isso.

A falta de autoconfiança, suas causas e como isso afeta sua vida

Segundo Jackeline, “a falta de autoconfiança traz muitos prejuízos, pois, sem ela, o sentimento de desvalorização pode se tornar frequente. E pessoas que não se sentem autoconfiantes terão dificuldade para acreditar em si”. Dentre as causas mais comuns para a questão, estão:

  • Baixa autoestima: “a autoestima se difere da autoconfiança porque engloba outros aspectos da vida. A baixa autoestima acontece quando não se é capaz de reconhecer seu próprio valor, capacidade e tampouco gostar de si”, explicou a psicóloga.
  • Medo de errar: Jackeline comentou que se trata “da sensação de ter que ser perfeito e nunca poder errar, algo que pode estar relacionado ao desenvolvimento da autoimagem e da autoconfiança ainda na infância”.
  • Excesso de comparação: por se comparar demais, a pessoa tende a enxergar apenas seus defeitos, “ela se sente incapaz, ignorante ou irrelevante”, citou a psicóloga. Ainda, sobre o ambiente profissional, “quem não se sente autoconfiante facilmente perde oportunidades de se pronunciar, de sugerir ideias e propor soluções”.
  • Medo da rejeição: “envolve alimentar pensamentos negativos sobre si e não acreditar ser capaz de despertar sentimentos bons em outras pessoas. Por isso, acaba sempre se anulando e dizendo sim para tudo”, explicou a especialista.
  • Dificuldade em se libertar do passado: “são barreiras emocionais criadas no passado, resultando em dificuldade de se perdoar e ter autocompaixão”, comentou a psicóloga.

Essas são possíveis causas para a falta de autoconfiança, muitas vezes, um reflexo do passado, desde a infância até situações da vida adulta. Continue a leitura para saber a diferença entre esse termo e autoimagem.

Autoconfiança e autoimagem são conceitos diferentes que andam juntos

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A psicóloga comentou um pouco sobre a diferença entre a autoconfiança e a autoimagem. Os dois conceitos, apesar de diferentes, estão relacionados. Segundo Jackeline, “é comum pessoas que não se sentem autoconfiantes terem uma visão distorcida sobre si. A autoimagem é a maneira como você se enxerga, como se representa e como se reconhece”.

Ainda nas palavras da psicóloga, “assim como a autoconfiança, a autoimagem começa a ser construída na infância, a partir das experiências vividas ao longo dos anos. Os resultados de todas elas estão presentes no comportamento pessoal. Assim, desenvolver autoconfiança impactará na autoimagem”. Além disso, ser autoconfiante te ajudará a se ver de forma mais positiva e respeitosa.

10 dicas para desenvolver a autoconfiança e se sentir bem

Com respeito, carinho e paciência, você perceberá o imenso potencial que possui. Para te ajudar nessa jornada, confira algumas dicas valiosas da psicóloga:

1. Procure se conhecer

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O primeiro passo é a vontade de se autoconhecer e estar preparada para desconstruir a imagem que você criou de si. Segundo Jackeline, “um meio muito eficaz para se conhecer mais e melhor é a terapia. Trabalhando aspectos pessoais e olhando para si de forma atenta, será possível reconhecer suas qualidades, defeitos, anseios, medos, bem como suas relações e atitudes”.

2. Seja organizada

Mantenha uma rotina organizada, sem se sobrecarregar e respeitando os seus limites. “Dessa forma, você saberá o que precisa ser feito, como deve ser feito e isso ajudará a afastar pensamentos incapacitantes ou desmotivadores”, citou a psicóloga.

3. Anote suas conquistas

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Quantas vezes você aponta seus erros e menospreza seus acertos? O conselho da psicóloga é: anote suas conquistas “como lembrete da sua capacidade de superar desafios. Você pode anotar várias situações que já passou e conseguiu resolver. Superar e ler isso com certa frequência, em especial quando não estiver se sentindo confiante, é uma forma de despertar a sensação prazerosa de ter conseguido fazer algo”.

4. Tenha sua própria opinião e cultive bons relacionamentos

Você tem todo o direito de ter uma opinião sobre um determinado assunto, sem precisar concordar com todos a sua volta. Como explicou Jackeline, “é válido reforçar o que você pensa e se cercar de pessoas dispostas a ouvir e dialogar, não apenas impor o que elas acreditam”.

5. Faça coisas que você gosta

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Autoconfiança também é sobre qualidade de vida, por isso, pratique “atividades que promovam saúde, como exercícios físicos, esportes, sair com amigos, passear com o pet, ler e assistir filmes. Para enfrentar situações que não são favoráveis, é importante estar com a ‘bateria carregada’, e uma boa forma de se recarregar é fazer coisas prazerosas”, comentou a psicóloga.

6. Respeite seu tempo

Todas as pessoas têm seu tempo e devem respeitá-lo. Como bem pontua Jackeline, é “preciso parar de se comparar!” Assim, será possível “entender e aceitar suas limitações, sem ver isso como algo ruim ou sinal de inferioridade. São apenas momentos diferentes”.

7. Aproveite oportunidades e se desafie

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A psicóloga citou que “você deve se desafiar para superar os obstáculos. Você só saberá que é capaz se aproveitar as oportunidades e tentar coisas diferentes”. Bem claro e objetivo, ignore o medo e arrisque-se!

8. Não foque nos pensamentos negativos

“Duvide, inclusive, sobre o que você pensa. Pensamentos não refletem a realidade. Se apegue aos fatos e construa soluções a partir de problemas reais e não de pensamentos ansiosos catastróficos”, explicou Jackeline.

9. Aceite e acolha seus erros

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Erros acontecem, afinal – e ainda bem – você não é uma máquina. Segundo a psicóloga, “ninguém é perfeito e todas as falhas são oportunidades de aprendizagem”. Então, acolha seus erros, respeite sua frustração e não se puna.

10. Defina objetivos e metas

Saber o que você quer e onde quer chegar também ajuda a trabalhar a autoconfiança. A psicóloga recomenda “anotar seus objetivos e reajustá-los sempre que achar necessário. O mais importante é que sejam pessoais, coisas que você deseja”.

Você imaginava que a autoconfiança fosse tão importante em sua vida? Agora, aproveite para trabalhá-la em seu dia a dia. A falta de confiança também está presente na síndrome da impostora. Por isso, confira a matéria e continue praticando o autocuidado.