Conheça 5 tipos de alopecia, condição que causa queda de cabelo

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Atualizado em 01.04.22

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Alopecia é um nome dado para a queda de cabelo. Ela pode ser causada por diversos fatores e muitos deles afetam mulheres. A Dra. Valéria Zanela Frazon explica quais são os principais tipos da condição e como pode ser feito o tratamento.

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Entenda o que é alopecia

A alopecia é uma condição que faz com que o cabelo caía em grandes quantidades fazendo com que parte do couro cabelo seja visível. Ela pode afetar diversas áreas do corpo ou se concentrar em partes específicas.

Entre os tipos de alopécia está a alopécia areata. A dermatologista Dra. Valéria Zanela Frazon, professora da PUCPR, explica que “É importante diferenciar, principalmente nesse momento, a alopecia areata – doença autoimune, com essa evolução muito mais grave – da queda de cabelo transitória ou até crônica do eflúvio telógeno, que é a queda dos fios acima do normal causada por um evento de base. A queda de cabelo do eflúvio nada tem de alopecia, mas pode assustar o paciente e pode vir após uma infecção, Covid, febre alta, parto ou cirurgias”.

As principais causas da alopecia

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A alopecia pode ser causada por diversos fatores, como genética, doenças autoimunes e fatores externos relacionados a hábitos, como tração dos cabelos. Confira a seguir quais são as principais causas que afetam mulheres, segundo a dermatologista:

  • Tração;
  • Genética;
  • Doença autoimune;
  • Fatores emocionais;
  • Dermatite;
  • Questões hormonais;
  • Uso exagerado de produtos químicos.

Reconheceu alguma dessas causas nos seus hábitos? Continue a leitura para se entender melhor como ocorrem os diferentes tipos de alopecia e se é possível fazer a prevenção.

Diferentes tipos de alopecia

Abaixo, a Dra. Valéria cita os diferentes tipos de queda de cabelo e explica as diferenças. Veja:

1. Alopecia de tração

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Esse tipo de alopecia é causada pela forte tração dos fios de cabelo. A especialista explica que “surge em quem faz penteados e tranças muito esticadas, por exemplo”.

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2. Alopecia cicatrical

A alopecia cicatrical se refere a uma perda de cabelo ”que pode surgir após-placas de lúpus”, desenvolve a dermatologista.

3. Alopecia areata

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Esse tipo de alopecia se desenvolve por causa de uma doença autoimune. A Dra. Frazon explica que isso significa que se trata de “uma falha no sistema imunológico que acaba atacando a própria estrutura do folículo capilar, estamos falando de uma condição que tem um fator genético e também que existem alguns gatilhos que podem acionar esse sistema imunológico, desencadeando as placas de alopecia ou até a perda total não só dos cabelos, mas também dos pelos corporais”.

Nesse caso, a médica ressalta a importância de realizar uma investigação para outras doenças: “Quando estamos falando de doença autoimune, é sempre prudente uma investigação dermatológica de outras doenças de base, como lúpus e vitiligo – sempre procuramos investigar esse paciente para tentar traçar algum paralelo com alguma outra doença autoimune, com alguma outra alteração nos exames”.

4. Alopecia androgenética

O tipo mais conhecido de alopecia, popularmente conhecida como calvície. “Quando falamos da alopecia androgenética, o componente mais importante é o hereditário e o hormonal – é uma associação dessas duas condições”, explica a especialista. Nessa situação “A genética e uma predisposição hormonal promovem o afinamento do fio”, detalha.

5. Alopecia fibrosante frontal

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A alopecia fibrosante frontal acontece com a perca progressiva do cabelo. A dra. esclarece “que é um tipo de alopecia em que existe um aumento da região frontal do paciente, um avanço da região frontal e a perda da cauda da sobrancelha”.

São diversos os fatores causadores e, com isso, os tipos de alopecia que podem se desenvolver em mulheres. Se se identificar com algum desses quadros, procure um especialista para investigar o que está acontecendo.

Sinais da alopecia

O principal sinal de alopecia, e em alguns casos o único, é a queda de cabelo. Outros sinais vão depender do tipo de alopecia. “A alopecia areata habitualmente não dá sintoma, muitas vezes o paciente descobre a falha no cabelo visitando o cabelereiro. Quando isso começa a se estender, traz muita preocupação para o paciente e ele acaba buscando a consulta dermatológica. Mas a priori, não há sintomas a não ser realmente as falhas e a perda do cabelo”, detalha a dermatologista.

“Já a alopecia androgenética, que é a calvície, ela promove um afinamento do fio, então o paciente sente que está perdendo volume. Muitas vezes, ele não vê cabelo caindo, mas o volume capilar vai diminuindo lenta e progressivamente”, destaca a médica..

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No caso da queda de cabelo ser acompanhada de outros sinais como “coceira, prurido, ardência, sensibilidade no couro cabeludo, podemos estar diante de outras alterações, até de alopecias fibrosantes e alguns quadros irreversíveis.”

Independente de qual seja a alteração capilar observada, a médica chama atenção para a necessidade de procurar um profissional “consulta dermatológica o mais breve possível, para descartar fenômenos cicatriciais que são os irreversíveis e que precisamos intervir o quanto antes”.

A alopecia tem tratamento?

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O tratamento para alopecia também vai depender do tipo que a paciente desenvolveu. No caso da androgenética, calvície ela cita que “os transplantes capilares são excelentes abordagens, além do tratamento clínico (quanto mais precoce a busca e o início tratamento, melhor)”.

No caso da alopecia areata, por se tratar de uma doença autoimune, ela explica que existem diversas opções de tratamento “podem ser desde uma infiltração intralesional com corticoides, feita em consultório com boas respostas quando a alopecia areata é de placas e de pequenas placas, até tratamentos imunossupressores mais agressivos, quando é uma alopecia mais desfigurante, com uma perde de volume capilar muito maior.”

A dra. ainda conta que existem tratamentos novos para a alopecia areata em desenvolvimento, mostrando resultados promissores “Recentemente, existem estudos quase na fase final para implementação de drogas que consideramos imunobiológicos, que é uma linha nova de inibidores da Janus quinases. É um tipo de enzima que, quando bloqueada, tem se mostrado eficaz nos tratamentos de alopecia areata mais graves, que não respondem a outras terapêuticas”.

E dá para prevenir?

E como não podia ser diferente, pensar em prevenção de alopecia também depende do tipo de alopécia da qual se trata. “Se pensarmos nas alopecias areatas, é muito difícil falar em prevenção, porque existe uma condição genética de autoimunidade, mas é claro que uma vida saudável, uma alimentação saudável, um paciente que realiza atividade física, que tem um bom gerenciamento de estresse, fica menos suscetível a disparar gatilhos que iniciem seu processo genético. Mas isso não é uma regra”, destaca.

A mesma coisa acontece com a calvície, por causa dos fatores genético e hormonal. Mas a dra. Frazon deixa a dica que é importante nesses casos: “Mas o segredo de qualquer abordagem capilar é: percebeu a alteração, procurar a consulta o quanto antes. Quanto mais jovem e mais precoce o início do tratamento, melhor o resultado”.

Agora que você já sabe quais os tipos principais tipos de alopecia e como fazer o tratamento, confira também sintomas de alergia emocional.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.