7 tipos de acne que podem afetar mulheres e como tratá-los

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Atualizado em 22.06.22

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Atualizado em 22.06.22

A acne é muito comum na adolescência, porém os hormônios não são sua única causa. Um pré-requisito para tratar é não espremer espinhas e cravos, além de conversar com um profissional sobre o problema. Para tirar suas dúvidas, as dermatologistas Anelise Dutra (CRM/SP 130.495) e Giovanna Mori Almeida (CRM 157235) explicaram sobre os tipos de acne. Confira!

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Índice do conteúdo:

O que é acne

A acne é um processo inflamatório das glândulas sebáceas e dos folículos pilosos da pele. Quando ficam obstruídos por células mortas e pela oleosidade, podem produzir cravos e espinhas.

Tipos de acne

As profissionais Giovanna e Anelise falaram sobre os principais tipos de acne que podem surgir em diferentes fases da vida. Confira suas explicações:

1. Acne tipo 1 – comedogênica ou não-inflamatória

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É o tipo de acne menos grave. Segundo as dermatologistas, são observados cravos (comedões) e pápulas (lesões avermelhadas sem a presença de pus). Testa, nariz e bochecha são as principais regiões afetadas.

Tratamento: Giovanna afirma que o tratamento “é normalmente feito apenas com produtos tópicos, ou seja, de aplicar no rosto”. Ela também cita a importância de “higienizar o rosto com sabonete para controle de oleosidade e o uso do hidratante para o seu tipo de pele”. Anelise complementa citando alguns ácidos, que podem ser “usados isolados ou combinados, como o peróxido de benzoíla e o ácido retinoico.”

2. Acne tipo 2 – papulopustulosa

No grau 2, além dos cravos e espinhas, são encontradas também pústulas. Segundo Anelise, são “espinhas com pus e elevações na pele que podem ser bastante dolorosas.” Giovanna explicou que o número de lesões pode ser variado, porém “a seborreia sempre está presente.”

Tratamento: Ambas as dermatologistas citaram que o tratamento da acne tipo 2 é muito semelhante ao usado para o tipo 1. São prescritos medicamentos tópicos, mas, como há a presença de pus, Giovanna complementou que são “associados ao uso de antibiótico, inicialmente tópico, porém, quando não se tem o resultado de melhora esperado, pode ser usado por via sistêmica (via oral).”

3. Acne tipo 3 – nodulocística

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No grau 3, além dos cravos, espinhas, pústulas e seborreia, são observados também a presença de nódulos e cistos – de acordo com Anelise, as temidas e dolorosas espinhas internas. Giovanna citou que estes são “maiores que as pústulas, expandem-se por camadas mais profundas da pele, podem ser muito dolorosos e deixar cicatrizes.”

Tratamento: Giovanna comentou que, por se tratar de um tipo de acne mais grave, é preciso usar medicação que atue na glândula sebácea. Por isso, o tratamento é feito com “isotretinoína, higienização adequada e protetor solar.”

4. Acne tipo 4 – conglobatas

Considerada uma forma grave de acne, pois, conforme explicou Giovanna, tem “nódulos purulentos, numerosos e grandes, formando abscessos e fístulas que drenam pus.” Anelise também ressaltou que as lesões são bem próximas umas das outras e podem deixar cicatrizes na pele.

Tratamento: tanto Anelise quanto Giovanna afirmaram que a isotretinoína é o tratamento mais adequado, assim como acontece na acne tipo 3. Para Giovanna, é importante também “higienizar bem a pele e usar o protetor solar adequado”. Já Anelise ressaltou que a isotretinoína é contraindicada nos casos de gravidez.

5. Acne tipo 5 – fulminans

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É considerado o tipo mais grave de acne, mas também o mais raro. Segundo Giovanna, ocorre quando “a acne conglobata evolui subitamente com febre, dores articulares, eritema inflamatório, necrose e hemorragia em algumas lesões.”

Tratamento: segundo Anelise, “é preciso iniciar, o mais precocemente possível, o uso via oral da isotretinoína.” Além disso, complementou Giovanna, a paciente também precisará limpar muito bem a região afetada por este tipo de acne.

6. Acne medicamentosa

A acne que surge em consequência do uso de determinados medicamentos. Anelise citou “os anticoncepcionais, a suplementação prolongada com vitamina B, o uso excessivo de cortisona ou tratamentos hormonais podem ser os responsáveis por esse tipo de acne”.

Tratamento: Anelise explicou que essa acne é uma consequência das medicações, por isso é preciso atacar a causa. “Além da visita ao dermatologista, é preciso conversar com o médico que indicou a medicação, para avaliar a possibilidade de suspensão do uso ou troca.”

7. Acne hormonal

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Hoje chamada de acne da mulher adulta, é um tipo de acne inflamatória que pode aparecer entre os 25 e 30 anos. Segundo Anelise, “é mais comum na zona U do rosto, entre a mandíbula, o queixo e o pescoço.” Pele oleosa, Síndrome dos Ovários Policísticos, estresse e obesidade são alguns fatores de risco para o aparecimento da acne hormonal. Giovanna complementou: “pode ocorrer piora em situações de estresse, no período menstrual, contato com produtos gordurosos, e, principalmente, o hábito de espremer cravos e espinhas.”

Tratamento: As duas dermatologistas comentaram que a acne hormonal pode ser tratada com o uso de pílulas anticoncepcionais. Além disso, Giovanna ressaltou que “é preciso limpar bem a pele, usar hidratantes e produtos adequados para o tipo de pele, de forma a prevenir a oleosidade excessiva.”

Como você pode ver, existem vários tipos de acne, sendo alguns mais leves e outros mais graves. Tanto Anelise quanto Giovanna recomendam não espremer os cravos e espinhas e buscar tratamento quanto antes possível. Agora, aproveite para conferir também informações sobre pele oleosa.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Assuntos: Pele