Pesquisa afirma que correr aumenta a expectativa de vida

Depois de um estudo de anos, pesquisadores concluíram que a prática de corridas em ritmo moderado pode aumentar a longevidade de homens e mulheres

Escrito por Daniela Azevedo

Foto: Thinkstock

Notícia boa para os amantes e adeptos das caminhadas e corridas leves. Uma pesquisa divulgada no encontro anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Dublin na Irlanda, afirma que quem corre de uma a duas horas e meia por semana e de forma moderada, pode reduzir as chances de morte em até 44%. Segundo a pesquisa, a prática aumenta em até 6,2 anos a expectativa de vida dos homens e 5,6 anos das mulheres.

Esse é um dos resultados apontados por uma pesquisa que teve início no ano de 1976 no Bispedjerg University Hospital, na Dinamarca, liderada pelo cardiologista chefe do Estudo do Coração da Cidade de Copenhague, Peter Schnohr.

Nessa pesquisa, 20 mil homens e mulheres com idades entre 20 e 93 anos da capital Copenhague foram submetidos a uma série de estudos e avaliações que tinham como objetivo auxiliar na pesquisa e prevenção de doenças cardiovasculares.

Entre os anos de 1976 a 2003, todos os participantes da pesquisa preencheram questionários que abordavam entre outros pontos a frequência e o ritmo em que praticavam atividades como corrida, o que poderia ser respondido como lento, médio ou rápido.

Neste grupo, 1116 homens e 762 mulheres praticantes de corrida foram acompanhadas durante anos e suas informações foram comparadas com as dos outros indivíduos que participavam da pesquisa, mas que não costumavam correr.

Tais dados foram coletados em quatro períodos diferentes: entre os anos de 1976 e 1978, 1981 e 1983, 1991 e 1194 e 2001 e 2003. Durante esse período, 10158 pessoas que não praticavam corrida morreram, enquanto entre os que praticavam a atividade, o número de mortos ficou em 122. A partir daí, especialistas concluíram que o hábito de correr aumentava a longevidade entre homens e mulheres, principalmente entre aqueles que praticavam de uma a duas horas e meia de corrida por semana divididas em três sessões e em ritmo lento ou moderado.

Segundo os pesquisadores, esse ritmo é definido quando a pessoa caminha com um ritmo acelerado, mas não a ponto de perder o fôlego. Entre as pessoas analisadas, aquelas que corriam ou praticavam exercícios mais frequentes e intensos, não demonstraram resultados tão positivos quanto as que corriam em ritmo moderado.

Essa teoria veio derrubar todas as outras que afirmavam que a prática de corrida ou caminhada pudessem ser prejudiciais à saúde. Pelo contrário, a pesquisa confirmou que, além de aumentar a expectativa de vida, o hábito de correr também pode melhorar a absorção de oxigênio pelo organismo, aumentar a sensibilidade à insulina, prevenir a obesidade, reduzir a pressão arterial e melhorar as funções cardíacas e respiratórias. Para Peter Schnohr, chefe da pesquisa, correr na rua tem o poder até de melhorar o bem estar das pessoas, já que quando estão correndo elas podem interagir com outras pessoas.

Muitas pessoas, principalmente iniciantes não têm resistência física para correr por muito tempo, nesse sentido, a indicação de caminhadas em ritmo acelerado, assim como as corridas moderadas pode ser uma ótima opção para abandonar o sedentarismo e investir em uma vida mais saudável.

Seja sozinha ou acompanhada, o importante é saber que nunca é tarde para começar. Afinal, você não precisa correr atrás do tempo perdido, pode ir andando mesmo.

Se você ainda não é praticante, lembre-se que ter o acompanhamento inicial de um profissional que possa passar informações e esclarecer dúvidas, fazer exames cardiológicos e escolher o calçado e a vestimenta ideal, podem garantir melhores resultados na prática de qualquer exercício físico.

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