Ozonioterapia estética: o uso do gás de ozônio em tratamentos estéticos

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Em 23.04.22

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Os tratamentos estéticos que usam gases, como a ozonioterapia estética, conquistaram seu espaço no mercado e chamam a atenção por serem menos invasivos do que uma cirurgia. Ainda assim, antes de apostar neles é preciso conhecê-los melhor, por isso, veja o que explica Lorena Soares, biomédica esteta, sobre a terapia com ozônio.

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O que é a ozonioterapia?

Lorena comenta que a ozonioterapia se trata de “uma prática integrativa e complementar. É um potente antioxidante, anti-inflamatório, analgésico e desintoxicante que estimula o sistema imunológico”. Além disso, cita que o procedimento “consiste em administrar o gás de ozônio medicinal, composto por 3 átomos de oxigênio, melhorando a oxigenação e circulação nos tecidos”.

A biomédica também fala sobre o uso nos tratamentos estéticos, comentando ser comum “a aplicação local (intramuscular) para tratar gordura localizada, celulite, flacidez, estrias, acne e melasma. Também é parte da terapia capilar, trata olheiras e é usada na lipo de papada”. Ela conclui dizendo que a ozonioterapia “também é usada via retal e na auto-hemoterapia menor, com ação sistêmica para desinflamar, desintoxicar o organismo, diminuir o estresse oxidativo celular e ajudar a acelerar o metabolismo”.

Como funciona a ozonioterapia na estética

ozonioterapia estetica

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A biomédica explica que a ozonioterapia pode ser feita por “aplicação local (injeção intramuscular em alguma parte do corpo), uso de óleo ozonizado (passado no corpo), via retal (com o gás inserido no reto) e auto-hemoterapia menor (com retirada de 3 a 5 ml de sangue, misturado ao ozônio para depois injetar o sangue ozonizado)”. Lorena também comenta sobre os preços e cita que a média está entre “R$ 100 a R$ 200 – sessão do local e a retal; já a auto-hemoterapia menor custa de R$ 200 a R$ 250”.

Contraindicações e riscos

Sobre contraindicações, a biomédica diz que “os pacientes com maior propensão a queloides e portadores da síndrome G6PD devem evitar o tratamento estético com ozônio”. Além disso, grávidas e lactantes não devem fazer a ozonioterapia estética. Lorena também lembra que a terapia tem baixos riscos, já que o ozônio se transforma rapidamente em oxigênio. No entanto, ela menciona os seguintes riscos:

Riscos do procedimento

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  • Intoxicação por dose excessiva;
  • Infecção no local da aplicação por falta de assepsia correta;
  • Embolia – no caso da aplicação intravenosa;
  • Necrose local – devido a oxidação;
  • Reação de Herxheimer – um efeito colateral que causa sintomas semelhantes a uma gripe forte.

Como você pode ver, a ozonioterapia estética ajuda em diferentes questões, porém, é importante buscar por um profissional qualificado e tirar suas dúvidas sobre o procedimento. Se você tem o objetivo de perder gordura localizada e se interessa por terapias estéticas menos invasivas, aproveite e confira também a matéria sobre a lipocavitação.