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O amor acabou, mas ficar juntos pode ser uma boa alternativa

Muitos são os aspectos a serem avaliados antes da decisão pela separação

em 29/09/2014

“O amor acabou, mas o companheirismo não.” Foto: Thinkstock.

Acredito que esse tema deve alarmar algumas pessoas – como assim viver de aparências? Nada pior na vida do que não assumir quem somos, ou mesmo viver uma relação que não existe, porém já pensaram que em algumas situações viver uma relação de amizade e companheirismo pode ser uma saída saudável e assertiva?

Com certeza você conhece algum casal próximo a você que não se amam mais, em uma relação que a paixão acabou e continuam juntos, e não entendemos porque não se separam. Isso porque temos um comportamento de avaliar dentro de critérios próprios o que deveria ser certo, e o que seria errado. Claro que fomos educados a sermos assim, em que fazemos avaliações precipitadas de praticamente tudo o que vemos a nossa volta.

Faça o teste

Gostaria de convidar você para uma pequena brincadeira, é o seguinte: Coloque à sua frente uma máquina fotográfica, olhe bem para ela, preste a atenção a todos os detalhes, depois de alguns minutos vire a máquina de lado, e torne a olhar os detalhes da máquina, novamente olhe o outro lado, até que olhe todos os lados da máquina fotográfica.

Agora escreva em um papel o que viu em cada lado, e vai perceber que cada lado tem detalhes únicos, que a fazem diferente de um todo.

O que essa experiência nos mostrou? O que isso tem a ver com um casamento, com um comportamento de alguém que conhecemos? Podemos perceber que as situações de nossas vidas tem vários aspectos, e que na grande maioria das vezes fazemos um julgamento errado das situações que vivenciamos, pois como a máquina fotográfica, tudo em nossa vida tem vários lados, ou melhor, vários aspectos a serem avaliados.

Essa experiência é de suma importância para não errarmos em avaliar as situações a nossa volta, e quando pensamos em um casal que moram juntos e que fazem a opção de não separarem, com certeza tomaram essa decisão em cima de aspetos que julgaram relevantes para a harmonia da família. Não falo aqui de uma relação degradada, falo de casais que perderam a paixão e que optam por morarem debaixo do mesmo teto.

Muitas são as situações a serem avaliadas desde harmonia da família, os filhos, a área financeira, amigos, etc. Muitos casais constroem além da paixão uma relação de respeito, amizade, cumplicidade para continuarem a viver sob o mesmo teto, sem que isso os torne menos felizes.

Será que conseguimos olhar isso de fora, ou mesmo levar para nossa relação? Muitos casamentos acabam por não conseguirem olhas os vários aspectos que envolvem o casal, muitos reconstroem a vida com sucesso, parceiros mais amigos, paixão, mas uma grande parcela dos casamentos que acabam os parceiros envolvidos não consegue dar conta da solidão, da falta de companheirismo na divisão das tarefas, a falta de compromisso com a pensão, e assim podemos levantar inúmeras possibilidades que acontecem na separação.

Em tempo, coloco que cada casal deve avaliar sua relação, averiguar os pontos positivos e negativos de estarem ou não juntos, e até procurar formas de reinventar o amor, buscar a cumplicidade, e assim poderem tomar uma decisão que seja adequada aos parceiros e filhos envolvidos.

Luciana Kotaka

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Psicologia

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