18% das empresas têm apenas mulheres como sócias; Laís Conter fala de sua experiência

Pesquisa da Cortex mostra que somente 32,5% das companhias têm pelo menos uma mulher como sócia

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Atualizado em 29.04.22

Brasil com S

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Em 23.03.22 às 17:22

Estudo feito pela Cortex Intelligence evidenciou que somente 18,11% das empresas têm apenas sócias mulheres e somente 32,5% das companhias têm pelo menos uma mulher no corpo de sócios. Essa desigualdade de gênero afeta não somente na conquista de direitos fundamentais, mas também a relação da mulher com o empreendedorismo.

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Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNADC), o número de mulheres empreendedoras no Brasil é de 10,1 milhões no quarto trimestre de 2021, representando 34% do total.

Além disso, a pesquisa mapeou por setores de empreendimentos, mostrando os mais desiguais. Em primeiro lugar está a construção, com 21,72%; tecnologia da informação, com 23,74%; entretenimento, com 26,22% e logística, com 27,30%. A seguir, veja as porcentagens de cada um dos setores:

DICAS DE MULHER

Mulher no empreendedorismo: Laís Conter fala sobre sua experiência

REPRODUÇÃO / ARQUIVO PESSOAL


O Dicas de Mulher falou com Laís Conter, mulher, influenciadora digital, modelo e também sócia da empresa Tela Preta, a primeira plataforma de áudios eróticos do Brasil.

A empreendedora conta que o convite para participar do quadro de sócios da empresa chegou depois da criação do seu maior projeto, o Me Lambe, que já era uma página com bastante audiência, sendo um perfil de sucesso.

Apesar do sucesso, Laís aponta como o sexismo afetou sua relação com seu trabalho, ainda mais por falar sobre sexualidade abertamente. E explica como faz para lidar com a situação:

“Eu tento não deixar o sentimento de insuficiência me dominar, mas muitas vezes me vejo paralisada por ele. Por muito tempo eu ouvi que eu não era capaz e que nunca seria boa o suficiente, justamente por ser mulher.”

Devido ao machismo, no início do projeto Me Lambe, Laís se manteve anônima, mas percebendo a necessidade de encabeçar o projeto, resolveu se expor não só com as frases criativas de cantadas, mas também dar voz e rosto ao projeto. Ela diz que não foi fácil, mas contou com uma rede de apoio para dar continuidade.

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“Foi essencial pra mim me unir com outras mulheres que trabalham com a temática da sexualidade também e que foram meu maior suporte, pois todas as situações desagradáveis que eu passava, alguma delas já tinha vivenciado. Até hoje mantenho grupos de mulheres como minha principal rede de apoio em todos os sentidos.”

Laís Conter é uma forte que já enfrentou muito preconceito no mundo dos negócios. Acredita que os exemplos de empreendedores na família a fizeram chegar onde chegou. Além dela, que tal conhecer outras mulheres incríveis?