Natação para bebês: benefícios para a saúde e maior vínculo entre pais e filhos

De forma geral, a partir dos seis meses os pequenos já podem ter aulas acompanhados de um adulto responsável

Escrito por Tais Romanelli
Foto: Getty Images

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A natação destaca-se, desde sempre, como um esporte completo e acessível. Pode ser praticado por pessoas de qualquer idade, inclusive bebês, gestantes, idosos e deficientes. A atividade trabalha todos os grupos musculares, melhorando o condicionamento físico, proporcionando maior flexibilidade das articulações e resistência física.

Mas, os benefícios não param por aí! “A natação, de forma geral, melhora a condição circulatória e cardiorrespiratória, ajuda na coordenação motora e na flexibilidade, reduz estresse, melhora o sono, auxilia na recuperação de movimentos e reduz obesidade, colesterol e níveis glicêmicos”, destaca Thiago Gara, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

Andrea Cristina A. M. de Almeida, educadora física e sócia da Elemento Água, ressalta que a natação – em qualquer idade – promove uma série de benefícios: proporcionando a sensação de bem-estar, melhorando a rotina do praticante, melhorando a autoestima (amenizando, inclusive, quadros de depressão e angústia), aumentando a concentração, relaxando a mente e ativando a memória, melhorando a socialização (ao oferecer novo ambiente de amizade e descontração) etc. “Isso sem falar que melhora a qualidade de vida, ajudando a prevenir várias doenças”, diz.

E o mais interessante de tudo é que a natação é uma atividade superindicada para o bebê, pois proporciona que ele se desenvolva em toda sua plenitude. Vale destacar que as crianças, quanto mais novas, menos medo de água possuem! E, assim, a prática, o quanto antes, respeitando alguns cuidados essenciais, criará muitas vantagens aos pequenos, tanto físicas, como mentais.

Natação para bebês: 9 dúvidas respondidas

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Apesar de ser um esporte superindicado para os pequenos, é comum que os pais sintam certo receio em colocar o bebê na natação. Abaixo, você confere as respostas para as principais dúvidas em torno do assunto.

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1. Existem contraindicações da natação para bebês?

Thiago Gara destaca que não há contraindicações, apenas cuidados com o tratamento da piscina (excesso de cloro, por exemplo) ou alergia.

2. Quais cuidados devem ser tomados na hora dos pais escolherem a escola de natação para o filho?

“É necessária atenção à forma de tratamento da água, com preferência para o ozônio ou sal, em caso de alergia. Outro ponto importante é a temperatura da água que, no caso dos bebês, deve estar em torno de 26 graus”, explica Gara.

3. A partir de que idade o bebê pode se iniciar na natação?

A idade pode variar um pouco de uma academia para outra. Mas, em geral, a partir dos seis meses, conforme destaca o pediatra.

4. A natação pode prejudicar o ouvido dos bebês?</b.

Em geral, não. Os problemas de ouvido acontecem, na maioria das vezes, em função do mau tratamento da água. Por isso, Gara lembra da importância de se atentar aos cuidados com a piscina do local onde o bebê terá aulas.

Uma atitude interessante também é enxugar bem o ouvido da criança após a aula de natação, já que a umidade favorece a proliferação de bactérias. Outra ideia ainda é colocar no bebê um tampão moldável (acessório que evita a entrada de água no ouvido).

5. O contato precoce com a água evitará que a criança desenvolva medo de entrar na piscina ou no mar?

“Depende muito de como os pais tratam o assunto, geralmente o medo é passado por eles ou após algum trauma. Não havendo falha neste sentido, não ocorrerão dificuldades ou medos”, diz o pediatra.

Para Eduardo Furlan, educador físico e sócio da Elemento Água, a natação é importante inclusive para proporcionar confiança e mostrar que nadar está ao alcance de qualquer pessoa. Dessa maneira, os benefícios podem se iniciar na infância e perdurarem para toda a vida. “De forma geral, nadar propicia a ampliação do potencial do organismo como um todo, elevação da autoestima e maior inserção social. Tendo o domínio da técnica, é possível ampliar opções de lazer, permitindo aventurar-se em coisas bacanas de serem feitas, como mergulhar para conhecer as maravilhas do fundo do mar, praticar esportes aquáticos ou, até mesmo, sentir-se à vontade para dar um simples pulo na piscina com intenção de refrescar o corpo e a alma”, comenta.

6. É verdade que na água a relação entre mãe/pai e filho pode se estreitar?

Sim, a relação afetiva e de confiança tende a melhorar e muito, de acordo com Gara.

7. Os bebês com problemas respiratórios se beneficiam das atividades dentro da água?

Sim, de acordo com o pediatra. “Há melhora do sistema cardiorrespiratório, com isso, há melhora da capacidade pulmonar nas trocas gasosas e melhor desempenho, o que melhora bronquites/Asma, por exemplo”, diz.

8. Piscinas tratadas com cloro podem agredir a pele da criança?

“Podem, caso ocorra o excesso de cloro ou erro no PH da piscina”, diz Gara.

9. É preciso esperar a criança completar um ano para começar?

Não, de forma geral, algumas escolas de natação já dão aulas para bebês a partir dos seis meses. Eles participam das aulas acompanhados de um adulto responsável (pai ou mãe). Nessa fase, a criança já terá tomado parte das principais vacinas.

E, vale destacar: quanto mais cedo começar, maior será o repertório motor e emocional do bebê, o que auxiliará num crescimento saudável.

Mas, é sempre importante conversar com o pediatra da criança antes de iniciá-lo no esporte.

9 vantagens da natação para bebês

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Os benefícios específicos da natação para os pequenos são:

  1. Melhora da coordenação motora;
  2. Redução da incidência de quadros respiratórios;
  3. Aumento do vínculo com os pais;
  4. Melhora da qualidade de sono;
  5. Melhora do apetite;
  6. Aumento da resistência muscular;
  7. Melhor noção de espaço e tempo;
  8. Ativação da circulação sanguínea;
  9. Contato mais seguro da criança (e futuro adulto) com a água.

Detalhes aos quais você deve se atentar

Decidiu colocar o bebê na natação? Ótimo! Mas é importante pensar em alguns pontos:

  • O bebê precisa estar vacinado com as primeiras vacinas obrigatórias, por isso é sempre importante conversar com o pediatra e se informar melhor.
  • Thiago Gara lembra que é preciso atenção à forma de tratamento da água da piscina, com preferência para o ozônio ou sal em caso de alergia.
  • É preciso se atentar ainda, de acordo com o pediatra, à temperatura da água que, no caso dos bebês, deve estar em torno de 26 graus.
  • O uso de protetor de ouvido pode ser interessante para o bebê.
  • Após a aula, que costuma durar cerca de 30 minutos, o bebê deve ter uma boa refeição, pois os momentos dentro de água necessitam de muita energia e, por isso, abrem o apetite.
  • Após a aula, dê um bom banho no bebê em casa e, de preferência, hidrate sua pele.

Por fim, é sempre interessante conversar com o pediatra sobre o interesse em colocar o pequeno na natação; ele certamente passará todas as orientações específicas.

Divertida e estimulante, a natação é uma ótima atividade para os bebês! Além de ser um momento de prazer partilhado entre pais e filhos!

Assuntos: Bebês

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