Saiba quais são os principais hormônios femininos e seus efeitos

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Atualizado em 04.06.21

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Atualizado em 04.06.21

Os hormônios são mensageiros produzidos pelas glândulas endócrinas que ajudam na transmissão de informações entre órgãos e células, modulando as funções corporais. Isso é o que nos conta a ginecologista Karina Tafner (CRM-SP 118066). Para saber mais sobre os hormônios femininos, siga a leitura!

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3 principais hormônios femininos para se conhecer mais

Hormônios sexuais são os que desempenham um papel essencial no
desenvolvimento e reprodução sexual. Eles também são importantes para muitas funções corporais e para a nossa saúde geral. A seguir listamos os principais hormônios sexuais femininos, olha só:

1. Hormônio estrogênio

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O estrogênio é o principal hormônio feminino! Karina aponta que a maior parte é produzida pelos ovários, mas pequenas quantidades são produzidas nas glândulas supra-renais e nas células de gordura e, durante a gravidez, o estrogênio passa a ser produzido pela placenta. Ele desempenha um papel importantíssimo na saúde da mulher, estando diretamente relacionado ao desenvolvimento sexual e reprodutivo.

2. Hormônio progesterona

Os ovários, as glândulas adrenais e a placenta produzem o hormônio progesterona. Os níveis de progesterona aumentam após a ovulação e durante a gravidez sendo o principal desse período. É fácil lembrar se você pensar na palavra progesterona como “pró-gestação”.

Durante o ciclo menstrual, a progesterona é baixa até a ovulação e, então, os níveis aumentam. Ela muda a estrutura do endométrio para que um óvulo fertilizado possa se implantar. O hormônio também ajuda a desenvolver o tecido mamário chamado glândulas mamárias, essencial para a lactação. Ter um baixo nível de progesterona pode levar a períodos irregulares e dificuldade para engravidar.

3. Hormônio testosterona

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Embora a testosterona seja o principal hormônio sexual masculino, também está presente, em quantidades menores, nas mulheres. Ela afeta nossa fertilidade, desejo sexual, menstruação, tecido muscular, massa óssea, disposição e energia.

Mulheres que apresentam níveis mais altos de androgênios que o normal podem apresentar sintomas como crescimento excessivo de pelos, acne, menstruações irregulares ou ausentes e infertilidade. Assim o desenvolvimento de características mais masculinas como pelos no rosto e voz mais grave, podem indicar um excesso de testosterona no corpo, que pode ter diversas causas.

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Os hormônios sexuais tanto em homens quanto em mulheres, estão envolvidos na puberdade e no desenvolvimento sexual, reprodução, desejo sexual, regulam o crescimento ósseo e muscular, respostas inflamatórias, entre outras funções. Segundo Karina, as principais glândulas que os produzem são as supra-renais e as gônadas, que incluem os ovários nas mulheres e os testículos nos homens.

Os hormônios nas fases da vida da mulher

A presença e as quantidades dos hormônios variam em cada fase da vida e do ciclo menstrual. Para entender exatamente como essa dinâmica funciona, acompanhe o que a ginecologista nos informou.

O ciclo menstrual

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O ciclo menstrual ocorre em três fases que coincidem com as mudanças hormonais:

  1. Fase folicular: O primeiro dia de uma menstruação marca o início de um novo ciclo menstrual. Nessa fase, os níveis de estrogênio e progesterona estão muito baixos e isso pode causar irritabilidade e alterações de humor. A glândula pituitária (hipófise) reinicia a liberação dos hormônios FSH e LH, que orientam os ovários a iniciar o crescimento do folículo. Cada folículo contém um óvulo. Após alguns dias, um folículo dominante surgirá. Os ovários irão absorver os folículos restantes. Conforme o folículo dominante continua crescendo, o óvulo contido nele produzirá estrogênio. Este aumento de estrogênio estimula a liberação de endorfinas que aumentam os níveis de energia e melhoram o humor. O estrogênio também enriquece o endométrio, que é o revestimento interno do útero, preparando-se para uma possível gravidez.
  2. Fase ovulatória: durante essa fase, os níveis de estrogênio e LH no corpo atingem um pico, fazendo com que um folículo ovariano se rompa e libere seu óvulo,que pode ou não ser fecundado. Karina conta que um óvulo pode sobreviver por cerca de 24 horas após deixar o ovário.
  3. Fase lútea: O folículo, quando se rompe, libera progesterona, que prepara o revestimento uterino para receber o embrião. Um óvulo não fertilizado para de produzir estrogênio e progesterona e seus níveis diminuem. Isso marca o início da semana pré-menstrual, marcando o fim do ciclo menstrual atual e o início do seguinte.

Hormônios na gestação e pós parto

A gravidez começa no momento em que um óvulo fertilizado se implanta na parede do útero. Depois da implementação, a placenta começa a se desenvolver e a produzir vários hormônios. O hormônio HCG estimula os ovários a produzir níveis mais altos de estrogênio e progesterona, que são necessários para manter a gestação. Por essa razão, a maior parte dos testes de gravidez consiste na detecção deste hormônio na urina.

Os níveis de progesterona aumentam constantemente durante as primeiras semanas de gravidez, fazendo com que o colo do útero engrosse e forme o tampão mucoso. A produção de relaxina evita contrações do útero até o final da gravidez. Os níveis crescentes de HCG no corpo estimulam a produção adicional de estrogênio e progesterona. Esse rápido aumento nos hormônios leva aos primeiros sintomas da gravidez: náuseas, vômitos e necessidade de urinar com mais frequência.

Os níveis de estrogênio e progesterona continuam a aumentar durante o segundo trimestre da gravidez. Nesse momento, as células da placenta começarão a produzir o hormônio lactogênio placentário humano (HPL), que regula o metabolismo da mulher e ajuda a nutrir o feto em crescimento. Os níveis hormonais diminuem quando a gravidez termina e gradualmente voltam aos níveis anteriores à gestação. Quando a mãe amamenta, pode diminuir os níveis de estrogênio no corpo, o que pode impedir a ocorrência da ovulação. A ocitocina é conhecida como “hormônio do amor” por causar melhora do humor e diminuição da ansiedade. Esse hormônio possui papel importante na hora do parto e durante a amamentação para ajudar na saída do leite.

Hormônios na menopausa

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A menopausa ocorre quando uma pessoa para de menstruar e não consegue mais engravidar. A parada da menstruação é consequente ao esgotamento folicular dos ovários, levando a parada da produção de estrogênio e de progesterona.
Durante a perimenopausa (período que antecede a menopausa), a produção dos hormônios ovarianos entra em declínio. Os níveis de estrogênio e progesterona começam a flutuar e a cair continuamente. Durante essa transição, grandes flutuações nos níveis hormonais podem fazer com que uma pessoa experimente uma variedade de sintomas que podem incluir: ciclos irregulares, ondas de calor, dificuldades para dormir, mudanças de humor, secura vaginal, entre outros.

Conhecer o funcionamento hormonal é importantíssimo para ficarmos atentas à nossa saúde. Fique de olho!

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Quando tomar hormônios

Karina conta que a terapia de reposição hormonal é mais frequentemente utilizada para tratar os sintomas comuns da menopausa, incluindo ondas de calor e desconforto vaginal. Ela também demonstrou prevenir a perda óssea e reduzir fraturas em mulheres na pós-menopausa. No entanto, existem riscos associados ao uso da terapia hormonal, que dependem do tipo de terapia, da dose, da duração do medicamento e dos riscos individuais para a saúde. Para obter melhores resultados, a terapia hormonal deve ser adaptada a cada pessoa.

A terapia de reposição hormonal concentra-se principalmente em repor o estrogênio que seu corpo não produz mais após a menopausa. Existem dois tipos principais de terapia com estrogênio: terapia hormonal sistêmica e estrogênio vaginal. Se você teve seu útero removido cirurgicamente, seu médico prescreverá somente estrogênio, já que todos os sintomas estão relacionados à sua falta. Se você tem útero, a reposição hormonal deve ser realizada com estrogênio e progesterona porque o primeiro sozinho, quando não balanceado pela progesterona, pode estimular o crescimento do revestimento interno do útero, aumentando o risco de câncer endometrial. A reposição hormonal deverá ser realizada também em algumas patologias ginecológicas onde não há produção de estrogênio.

Exames que identificam problemas hormonais

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A ginecologista aponta que as dosagens de estrogênio, progesterona, HCG e testosterona são testes realizados através de exames laboratoriais, quando necessário. Para manter a saúde em dia, não deixe de consultar seu ou sua ginecologista com frequência!

E aí, já está craque nos hormônios femininos? Outra questão hormonal importante é sobre o anticoncepcional para quem amamenta. Afinal, pode ou não? Saiba mais lendo a matéria!

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Assuntos: Bem-Estar