Dicas para escolher uma boa babá

Entenda o que é importante observar na hora de deixar seu filho com uma profissional

Escrito por Carolina Werneck

Foto: Thinkstock

Quando se trata de deixar o bebê em casa e voltar ao trabalho, toda mamãe acaba com o coração apertado.

Este é um processo doloroso para as duas partes. A mulher precisa aprender a conciliar suas atividades profissionais com a vida de mãe e o bebê, por sua vez, é afastado do convívio materno mais íntimo que experimentou até então. Mas, como se trata de um mal necessário, saiba que é possível encará-lo de maneira mais leve e menos traumática.

Uma das providências a tomar para minimizar o problema é contratar uma pessoa de confiança para tomar conta do bebê. Isso facilita as coisas para a mamãe – que pode voltar à ativa sem se preocupar além do necessário – e para a criança, que sentirá menos a falta da figura materna quanto mais carinhosa e atenta for a pessoa que a substitui no dia a dia.

Mas como selecionar, contratar e treinar uma desconhecida a quem vamos confiar uma tarefa tão importante? Algumas dicas sobre o que é importante levar em conta podem ajudar a resolver esse impasse.

Na opinião da psicóloga Ângela Clara Correa, diretora técnica da Unire Desenvolvimento Humano – empresa que ministra cursos de qualificação profissional nos segmentos infantil e doméstico – não se pode confiar apenas na intuição para tomar essa decisão. A máxima de que as aparências enganam é muito válida aqui. A maneira de alguém falar ou agir em uma entrevista não é, necessariamente, a maneira como essa pessoa agiria normalmente. Por isso é fundamental ter referências sobre a candidata.

Referências, referências, referências

Contratar por anúncios em jornal, por exemplo, deve ser evitado. Dê preferência a outros métodos, como a indicação de conhecidos. Agências de colocação profissional costumam realizar processos de seleção rigorosos para seus bancos de currículos e, portanto, também são uma boa maneira de começar a sua própria seleção. Verifique os empregos anteriores, a relação da candidata com seus antigos empregadores diz muito sobre sua personalidade.

Observe as atitudes

O histórico profissional diz muito, mas não diz tudo. Portanto, a postura adotada pela profissional também deve ser levada em conta. Preste atenção à maneira como ela se apresenta à entrevista. Lembre-se que, se ela não consegue cuidar bem de si mesma, provavelmente não dê conta também de cuidar bem da criança.

Observe se ela demonstra atenção a detalhes e se tem o chamado “instinto materno”. Estes são aspectos importantes se considerarmos que é ela quem vai passar a maior parte do dia junto do bebê. Considere características como a paciência, a segurança e o amor com que ela desempenha as tarefas que lhe são atribuídas. Estes conceitos genéricos fazem a diferença a longo prazo, já que cuidar de crianças exige grandes doses de cada um deles. Um bom indicativo é a maneira como ela fala sobre crianças, principalmente sobre aquelas das quais já cuidou.

Acompanhe a adaptação

Durante o primeiro mês, é fundamental que um dos responsáveis pelo bebê acompanhe a adaptação da babá, orientando e direcionando a realização de tarefas de acordo com as prioridades do casal e os valores que ambos desejam passar para a criança ao longo da vida.

Todos esses cuidados não devem ser negligenciados, porque servem a um propósito muito maior, já que escolher uma babá não se trata apenas de escolher um perfil profissional; trata-se de escolher a pessoa que será, para sempre, a segunda mãe do seu filho.

Assuntos: Bebês

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