Amamentar pode ajudar a perder peso

Entenda porque, a longo prazo, a amamentação reduz o risco de obesidade na mulher

Escrito por Carolina Werneck

Foto: Thinkstock

A amamentação é uma prática de importância reconhecida para o bom desenvolvimento e a saúde do bebê. Durante os seis primeiros meses de vida, o leite materno é o único alimento necessário para manter o organismo da criança funcionando em perfeitas condições, prevenindo ainda as cólicas tão comuns e fortalecendo seu sistema imunológico. Além dos benefícios fisiológicos, amamentar ajuda a estabelecer uma boa relação entre mãe e filho, por ser um momento de proximidade e intimidade.

Estudos recentes realizados tomando por amostra um contingente de 740 mil mulheres no Reino Unido tratam da importância da amamentação para a saúde da mãe. A pesquisa, publicada no International Journal of Obesity dá conta de que as voluntárias que tiveram mais filhos apresentaram um maior índice de massa corpórea (IMC) entre as gestações. Por outro lado, as mulheres que declararam haver amamentado seus filhos tinham um IMC significativamente menor que o daquelas que não amamentaram.

Estudos anteriores já haviam descoberto que a amamentação pode contribuir para a prevenção do câncer de mama, de ovário e diabetes tipo 2. Também já é de conhecimento há algum tempo o fato de que amamentar é uma boa maneira de perder, nos meses subsequentes ao nascimento do bebê, os quilos adquiridos durante o período de gestação.

Segundo os médicos que conduziram as pesquisas, o IMC se tornava em torno de 1% menor para cada seis meses que a voluntária tivesse passado amamentando. A diminuição pode parecer pequena, mas tem um grande impacto em diversos aspectos da saúde feminina em longo prazo, uma vez que a obesidade é uma das principais causas de problemas cardíacos e do sistema digestivo.

A investigação utilizou os dados do projeto conhecido por “Estudo de um milhão de mulheres”, que acompanha há algumas décadas aspectos reprodutivos e de qualidade de vida que influenciam na saúde feminina. Segundo a professora Valerie Beral, uma das responsáveis pelos estudos e diretora da Unidade de Epidemiologia de Câncer da Universidade de Oxford, se o índice de 1% calculado pelos pesquisadores for aplicado à população total do Reino Unido “isso pode significar 10 mil mortes prematuras menos a cada década”.

O que mais surpreende nos resultados é que as pesquisas foram realizadas com mulheres que haviam dado à luz havia mais de 30 anos. A média de idade das participantes era de 57,5 anos. Foram consideradas suas alturas, pesos, históricos de gestações e partos, entre outros fatores de relevância para o tema. Mesmo transcorrido tanto tempo depois da amamentação, seus efeitos para a saúde e o bem-estar das mulheres continuavam sendo perceptíveis.

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