7 coisas estranhas surpreendentemente contagiantes

Você sabia que emoções, gestos e maneiras de viver a vida podem ser passadas de uma pessoa para a outra?

Escrito por Suzane Werdt

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Desde pequenos somos ensinados a nos proteger de coisas contagiosas. Em casa, na escola ou no médico, sempre fomos advertidos dos perigos das doenças contagiosas e como evitá-las: a gripe, os germes, a catapora.

Mas essa vida é cheia de mistérios que os livros não citam. Nossas atitudes e nossos corpos obedecem a leis que nem imaginamos. Mesmo a ciência tem problemas para explicar alguns acontecimentos. Lugares ou atividades que nunca supomos podem ser muito contagiantes, assim como sentimentos, crenças e o humor. Então se prepare, porque nem tudo pode ser evitado com vacinas ou lavando bem as mãos.

Quer conhecer algumas dessas coisas estranhamente contagiosas? Confira sete delas a seguir.

1. Emoções e formas de levar a vida

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Pessoas pessimistas, estressadas ou tristes podem passar seu humor para você. Estudos indicam que ansiedades podem ser transmitidas para outra pessoa só de estar perto. A psicóloga especialista em Neurociências e Psicanálise, Sônia Eustáquia Fonseca, explica que de acordo com estudos de hipnose aplicada à psicoterapia, “uma pessoa (terapeuta, pai, mãe, amigo, religioso ou governante) que exerce influência sobre a outra, é capaz por meio de uma comunicação, alterar ou modificar a consciência de uma outra pessoa, e a partir daí induzir a um comportamento ou estado de humor afetivo”. Ela destaca que um bom exemplo dessa influência é o caso das novelas, que trazem modelos de comportamento que as pessoas repetem sem perceber.

“Estamos sempre nos comunicando de maneira alegre e otimista ou triste e pessimista e vamos contaminar a todos de acordo com os seus clichês estereotípicos; ou seja, os que tiverem predisposição a estarem tristes, terão condições de ampliar a sua tristeza e alcançar um nível bem alto de pessimismo principalmente se o comunicador tiver uma excelente habilidade em praticar a indução, ou seja, ampliar ao máximo as condições de medo, raiva e tristeza de seu interlocutor, influenciando-o”.

A saída é meditar e se concentrar, um esforço para não absorver tanta negatividade. Respire fundo e tente manter o seu humor, independente do nível de estresse do outro. Se você sentir que está sendo influenciada de alguma forma, tente se afastar um pouco e recomeçar a conversa mais tarde.

2. Gestos

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Temos a predisposição de repetir alguns movimentos dos outros. Quando estamos em grupo, automaticamente tentamos nos adaptar e isso atinge também nosso comportamento e nossa linguagem corporal. São gestos sugestivos que tendem a ser copiados quando há empatia entre as pessoas, como forma de interação social. Isso pode acontecer com coceiras, tiques, riso, estalar de dedos e é a explicação mais usada para o contágio do bocejo.

Cientistas atribuem esse fenômeno aos chamados “neurônios-espelho”, relacionados à linguagem, que identificam o que cada mensagem corporal significa e que nos impulsionam a repetir esses movimento no ato da comunicação.

3. Consumismo

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Se você estiver rodeada de pessoas consumistas, que compram demais e que valorizam essa atividade, é possível que você passe a dar maior importância ao nível dos seus bens materiais. O desejo de ter o que os outros têm como forma de demonstrar status social pode não só te contagiar, mas até mesmo viciar, muitas vezes trazendo problemas financeiros.

Para nos proteger desse contágio, é importante sempre trabalharmos nossa abstração para as pressões comerciais e da moda. A publicidade tornará tudo indispensável e devemos ter a capacidade de considerar o que precisamos realmente comprar. Não são etiquetas ou objetos da moda que deixam a vida realmente melhor.

4. Comportamentos em grupo

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Existem diversas histórias sobre surtos de doenças psicossomáticas, em que pessoas se sentem doentes e contaminam uns aos outros, unicamente por influência. Desde o mais simples exemplo como o boato, em que as pessoas acreditam no que estão ouvindo, até o medo, a histeria e doenças coletivas imaginárias.

Sonia Eustáquio explica que do ponto de vista da indução é possível persuadir uma população a comportamentos diversos: “É a famosa hipnose coletiva utilizada em centros espíritas, rituais de algumas seitas e mesmo positivamente dentro das igrejas católicas ou não, para aumentar a fé e diminuir os sofrimentos”, completa.

Da mesma forma, se estamos em um ambiente onde todos estão alegres, temos um impulso de nos sentir da mesma maneira. É mais uma forma de comunicação corporal que contagia no momento da interação social.

5. Micose

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As micoses são causadas por fungos e são altamente contagiosas. Gostam de lugares úmidos e por isso tem maior índice de contágio em banheiros, piscinas, praias e em partes do corpo que suam ou que são mais difíceis de enxugar como entre os dedos dos pés, virilha, axilas e abaixo dos seios.

Você pode pegar micose não só em piscinas e banheiros, mas também em locais que podem se manter úmidos, como a esteira ou a bicicleta da academia, uma toalha molhada, sapatos com pouca ventilação e mesmo no contato da pele.

6. Opinião

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Quando estamos em grupo, temos sempre a tendência a nos manter em harmonia com o coletivo, para que haja interação e bem estar. Por isso, a opinião dominante em um grupo constantemente é seguida, mesmo por quem não tem tanta certeza assim.

Muito raramente vamos querer ser a única pessoa que não concorda com determinado assunto em uma reunião de amigos. Essa divergência nos afastaria naturalmente dos outros indivíduos e por isso tendemos a esconder nossas opiniões que podem ser rejeitadas, o que gera um ciclo de influência onde a opinião divergente será extinta por falta de defensores.

O mesmo efeito pode ser observado na influência de grandes telejornais que, de um modo geral, ditam os assuntos cotidianos e muitas vezes, as opiniões sobre os fatos mostrados.

7. Alegria

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Mas não se preocupe. Da mesma forma como influências negativas pegam fácil, as positivas também. Quando estamos cercadas de gente com alto astral e alegria, tendemos a ser contagiados com o mesmo espírito. Pode ser influência automática ou simples desejo de interagir da mesma forma dos outros. Seja como for, com certeza essa é uma ótima “doença” para se contrair.

Assuntos: Bem-Estar

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