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Síndrome de burnout: uma ameaça à vida profissional

A doença é mais um dos males da vida moderna ligados ao estresse

em 13/01/2012

Ao contrário do que muitos pensam, estresse não é bobagem e muito menos moda. Sabemos que o trabalho, as obrigações diárias necessitam de muita energia e acabam rompendo como nosso equilíbrio interno e a capacidade de suportar altas cargas emocionais, são os chamados eventos estressores. Tais eventos da vida profissional se misturam com os da pessoal, sendo acompanhados ainda de todas as exigências, responsabilidades, competitividade e necessidade de constante aprendizado que são necessários para garantir estabilidade.

Estresse em pequenas quantidades pode ser até benéfico porque estimula a liberação de adrenalina pelo organismo, mas é ameaçador quando desencadeia doenças em aspectos físicos e também psicológicos. Hipertensão arterial, gastrites ou úlceras, obesidade, câncer, sinais de tensão pré-menstrual, são alguns exemplos, assim como ansiedade, raiva, indiferença, depressão, desânimo e em casos mais sérios e avançados, surtos psicóticos ou crises neuróticas.

Como se não bastassem tantos prejuízos à saúde trazidos pelo estresse, a vida moderna tão agitada nos apresenta mais uma doença que, embora estudada nos Estados Unidos desde os anos 70, é muito mais evidente nos dias de hoje. É a síndrome de burnout, que surge no ambiente de trabalho atacando principalmente os profissionais que trabalham demais e aqueles que interagem constantemente e de forma ativa com outras pessoas, a exemplo de médicos, enfermeiros e professores, entre tantos outros.

A síndrome de burnout é definida como um desgaste emocional extremo que vai além do estresse em decorrência do excesso de preocupações, frustrações, atribuições e das pressões do trabalho. Um dos agravantes dessa situação é limitação que a sociedade impõe às pessoas, estabelecendo limites que as impedem de demonstrar seus sentimentos, fazendo com que sejam prisioneiras do politicamente correto.

O termo burnout origina-se da língua inglesa e literalmente quer dizer queimado, esgotado. Ou seja, o estresse consome a pessoa tanto no emocional quanto fisicamente. Engana-se quem pensa que a síndrome atinge os trabalhadores menos motivados com o trabalho, pelo contrário, ela ataca justamente aqueles mais envolvidos e que investem no trabalho, porém estes apresentam menor capacidade de lidar com a situação.

Sintomas do burnout

Os sintomas iniciais do aparecimento da doença caracterizam-se pela exaustão emocional e um sentimento de incapacidade, a pessoa sente que não pode dar mais de si no trabalho. Por isso mesmo, os trabalhadores mais motivados reagem ao desequilíbrio trabalhando mais ainda na tentativa de obter resultados satisfatórios, e é aí que o quadro da doença tende a se agravar e atitudes negativas como uma aparente insensibilidade e um certo cinismo em relação aos colegas de trabalho são os sinais mais evidentes.

E os sintomas do burnout, tanto os físicos como os comportamentais não se limitam a atingir apenas quem está sofrendo da doença. Eles se estendem aos que convivem com a pessoa, que acabam sendo afetados também já que em estágio mais avançado, a pessoa apresenta dificuldades em se adaptar à organização do ambiente de trabalho e em realizar tarefas. Assim como existe a idéia de fracasso, a pessoa sente que não está realizada na vida pessoal e também profissional.

Algumas empresas estão se conscientizado de que o burnout é uma ameaça para o rendimento dos trabalhadores e por isso investem em iniciativas para garantir a seus funcionários um ambiente de trabalho sadio. Oferecem por exemplo, plano de saúde e durante o expediente, ginástica para aliviar o estresse.

Portanto trabalhador, fique atento. Observando que o desgaste emocional e os sintomas descritos estão afetando sua vida profissional e pessoal, procure orientação médica. Uma análise de um especialista é essencial para diagnosticar quando o estresse ultrapassou os limites e está virando doença.

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