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Conheça a Síndrome do Choque Tóxico

A doença pode afetar qualquer pessoa e, em metade dos casos, está associada ao uso de absorventes internos

em 17/11/2012

Foto: Thinkstock

A Síndrome do Choque Tóxico, também conhecida pela siga TSS, é uma doença rara, mas que se não for diagnosticada com antecedência e tratada devidamente, pode se tornar fatal. Foi descoberta nos anos 80 nos EUA, mas até hoje não é totalmente compreendida pela medicina. Não é uma doença contagiosa, mas qualquer pessoa pode ser afetada.

Trata-se de uma infecção causada por bactérias diferentes, sendo que a mais frequente é a Staphylococcus aureus. Está presente em algumas regiões do corpo como nariz, axilas e vagina e se desenvolvem através de feridas da membrana mucosa. Quando as toxinas produzidas por essas bactérias são liberadas no organismo e entram em grandes quantidades na corrente sanguínea, causam danos gravíssimos.

Durante o final da década de 70, um surto da infecção acometeu um grande número de pessoas, a maioria mulheres e jovens menstruadas que usavam absorventes internos. Naquela época, eles eram feitos com produtos químicos capazes de absorver o fluxo por longos períodos. Isso fez com que duante muitos anos a doença fosse associada ao uso desses absorventes.

Médicos e pesquisadores não chegaram a nenhuma conclusão decisiva sobre a ocorrência, mas o fato é que ao usar absorventes internos, as mulheres ficam um tempo maior sem trocá-los, principalmente nos dias em que o fluxo já não se apresenta tão intenso, fato que favorece a proliferação e um aumento considerável de bactérias no interior da vagina, entre elas, a responsável pela TSS. Outro fator que favorece a associação do uso de tampões à doença é que, segundo médicos, alguns absorventes podem causar ferimentos microscópicos na vagina, através dos quais ocorre a infecção para o sangue.

Embora sejam raros, a maior incidência dos casos (quase metade) ainda têm correspondência com o uso prolongado de absorventes íntimos, mas a outra metade dos casos, que acomete homens, crianças, mulheres na menopausa e mulheres que não usam absorvente interno, têm origem em infecções causadas por queimaduras, cirurgias e mordidas de insetos.

Os sintomas aparecem de repente e podem evoluir rapidamente. Os mais comuns são mal-estar, febre superior a 39 graus, vômitos, diarreia, dores de cabeça, garganta inflamada, tonturas acompanhadas ou não por desmaios, dores musculares, manchas nas mãos e nos pés, irritação na pele semelhante a uma queimadura, entre outros.

Atualmente, a maioria dos fabricantes de absorventes internos já não utilizam produtos químicos para conter os fluxos por muito tempo, eles voltaram a utilizar as fibras de algodão, mesmo assim, seu uso prolongado não é recomendado pelos médicos, principalmente aqueles indicados como super absorventes, que não devem ser usados.

Medidas como evitar dormir com o absorvente interno, alternar seu uso com os absorventes externos, não usar o mesmo por períodos superiores a 4 horas, em hipótese alguma deixá-lo por mais de 8 horas e escolher um absorvente de baixa absorção podem ajudar a minimizar os riscos de contrair a doença, além disso, redobrar a atenção com a higiene após sofrer cortes, cirurgias ou quaisquer outros tipos de ferimentos.

Não existe um exame específico para diagnosticar a doença, mas através da coleta de sangue e urina, verifica-se a presença da bactéria ou de outras que tenham sintomas semelhantes. Uma vez diagnosticado o problema, o tratamento pode exigir internação e administração de antibióticos para combater as bactérias causadoras. Depois disso, outros tratamentos ajudam a estabilizar o corpo, estabilizar a pressão arterial e evitar a desidratação. Como os rins também podem ser afetados, em alguns casos eles podem falhar tornando as sessões de diálise renal imprescindíveis.

Sempre é melhor prevenir do que remediar, por isso, se você utiliza absorventes íntimos e repentinamente notar esses sintomas durante ou após a menstruação, retire-o imediatamente, procure o médico e fale sobre sua suspeita. O diagnóstico antecipado, na maioria dos casos pode ser decisivo para a vida da paciente. Cuide-se.

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