Ter amigos é bom e faz bem para saúde

Pesquisas afirmam que a amizade pode ter efeitos incríveis na vida e na saúde das pessoas

Escrito por Daniela Azevedo

Foto: Thinkstock

A máxima que diz que quem tem amigos tem tudo, ganhou ainda mais credibilidade. É que uma pesquisa realizada pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos – uma das mais bem conceituadas Universidades do mundo – afirma que a amizade pode interferir positivamente na saúde das pessoas aumentando inclusive a expectativa de vida.

Segundo a pesquisa, a amizade funciona como um fator motivacional que contagia as pessoas ajudando-as a conquistar mais bem-estar, felicidade, qualidade de vida e melhorar o humor através da simples influência que uma pessoa pode ter sobre a outra.

De acordo com a tese, pessoas sedentárias têm mais chances de aderirem à uma rotina de exercícios quando passam a conviver com praticantes de ginástica. Da mesma forma, quem acompanha um amigo que deixou o vício do cigarro, tem maiores chances de parar de fumar. Em outras palavras, passar a fazer parte de um grupo de amigos com hábitos saudáveis, fará com que cedo ou tarde você acabe aderindo a este modelo de vida.

Segundo psicólogos, esse processo faz parte da necessidade e do instinto natural do ser humano de se tornar igual para ser aceito pelo grupo, um fato que acontece desde os primórdios quando os primatas se uniam para proteger-se de outros grupos maiores garantindo a sobrevivência.

Com base na pesquisa, não seria leviano dizer que a felicidade é contagiosa, pois segundo ela, conviver com pessoas otimistas e alegres, faz com que as suas chances de sentir-se feliz aumente em até 60%.

Mas como nem tudo são flores, do mesmo jeito que atitudes positivas são contagiantes, as negativas também podem influenciar na vida e no comportamento das pessoas, lembrando aquele velho ditado “diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.

É evidente que existem exceções, afinal, existem pessoas mais suscetíveis e influenciáveis que as outras, abertas e vulneráveis a quaisquer tipos de mudanças, seja para bem ou para o mal.

Enquanto muitos investem em livros de autoajuda, sessões de terapia e até remédios para conseguir ter uma vida mais saudável e alegre, uma alternativa para melhorar o bem-estar pode ser investir na ampliação do ciclo de amizades.

Em uma outra pesquisa realizada com 1500 pessoas na Austrália como parte de um trabalho chamado Estudo Longitudinal do Envelhecimento, vários idosos foram questionamos sobre sua atividade social, profissão, quanto tempo tinham disponível para se dedicar aos filhos, netos e outros parentes e quantos amigos tinham. Os anos se passaram e entre diversas avaliações feitas com o grupo, os cientistas observaram que as pessoas que tinham um ciclo maior de amigos viveram mais.

Já em outro estudo realizado pelo Rush Alzheimer’s Disease Center, ficou constatado que pacientes diagnosticados com o mal de Alzheimer e que viviam cercados de amigos, tiveram os sintomas da doença amenizados, o que segundo o médico Wayne Matthews, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, não se explica, mas funciona como uma espécie de mágica da amizade, que protege o paciente e retarda as manifestações da doença.

Uma das maneiras de tentar entender o que acontece é analisando que amigos de verdade, assim como os parentes próximos sempre prezam pelo bem da pessoa, acima de tudo, por isso incentivam umas às outras a tomarem cuidados com a saúde e ter hábitos de vida e alimentares saudáveis.

Quem tem amigos de verdade sabe a diferença que faz ter alguém para desabafar, se confidenciar ou simplesmente fazer companhia em um momento difícil. Conselhos de amigos, ainda que não sejam acertados, partem da premissa básica que é o bem querer de um para o outro e isso já funciona como fator para dar mais segurança, a sensação de que, mesmo que tudo dê errado, você jamais estará sozinho.

No caso das mulheres, a amizade parece ser um fator inclusive da maior longevidade, em relação aos homens. Pela pesquisa realizada em Harvard, mulheres que têm amigas de confiança, tem mais facilidade de superar a perda do marido.

Além dessas pesquisas, existem uma série de outras que provam por A + B que ter amigos e se relacionar com eles é um fator que está diretamente ligado à saúde, ao humor, à cura e melhor resultado no tratamento de doenças, ao sucesso profissional, ao bem estar físico e psicológico, à melhora da disposição, à maneira de encarar a vida superando dificuldades, entre outros. Sendo assim, você tem uma série de bons motivos para cuidar dos seus amigos e fazer cada dia mais e mais amigos para multiplicar as alegrias e dividir as tristezas que por ventura apareçam.

Agora que você acabou de ler essa matéria, que tal usá-la como um excelente pretexto para reunir os amigos e celebrar a vida?

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