“Achava que estava ficando louca”, fala Wanessa Camargo sobre Síndrome do Pânico

Psicólogo Alexandre Bez explica que essa é uma das "doenças psicológicas mais avassaladoras que existem".

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Em 12.04.22 às 16:45

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Em 12.04.22 às 16:45

Wanessa Camargo veio a público recentemente falar de uma doença que ainda é muito estigmatizada, a Síndrome do Pânico. A cantora de 39 anos mostrou seu lado mais humano durante as gravações da série É o Amor da Netflix. Além desse episódio, em entrevista à revista Quem, relata sobre como é conviver com a Síndrome e como isso afeta a sua vida.

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No relato, Wanessa diz que tudo se intensificou com a morte de seu assessor pessoal, Aguiberto Santos, que também era seu avô. Tomou a decisão de expor aquele momento que estava passando com o intuito de ajudar pessoas que também são diagnosticadas com Síndrome do Pânico.

“Aprendi que quando a gente compartilha a dor, ela se transforma em um processo de cura coletivo. E nunca quis me vitimizar. Detesto sair de coitada. Acho que é muito mais sobre força e coragem de encarar seus anseios e medos”, pontuou.

O Dicas de Mulher conversou com o Alexander Bez, psicólogo, especialista em Relacionamentos pela Universidade de Miami (UM), ele também é especializado em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia (UCLA) para entender melhor como funciona essa doença tão debilitante.

O que é a Síndrome do Pânico?

Para compreender um pouco melhor a doença, é importante saber que a Síndrome do Pânico é uma patologia 100% emocional. Já foi provado que não há nenhuma ligação morfológica, neuropsiquiátrica, neuropsicológica ou neurológica. Trata-se da “manifestação mais exacerbada do transtorno de ansiedade, considerada uma releitura da histeria nos tempos de Freud. Então, estamos falando de uma das doenças psicológicas mais avassaladoras que existem”, afirma o psicólogo Bez.

É comum que a pessoa que sofre com essa doença tenha crises muito intensas, uma vez que os sintomas são fortes. Segundo o profissional, “A sintomatologia do pânico inclui diversos sintomas físicos, o pior deles é a manifestação iminente de morte, no qual a pessoa fica em constante alerta e acha que vai morrer”.

Nesse sentido, a sensação de “ficar louca” se dá porque essa é a principal sintomatologia do pânico, já que são várias sensações ao mesmo tempo. Dentre elas, há a taquicardia, que gera falta de ar, incômodo intestinal, vertigem, tonturas, dores no corpo, mas tudo isso com origem totalmente psicológica, conforme o psicólogo.

E qual o caminho para sair de tudo isso? Além de tratamento psicológico e psiquiátrico, segundo o psicólogo Alexander Bez, há algumas ações que ajudam a enfrentar a doença de frente, tais como atividades socioculturais e musculação com aeróbica, pois funcionam como uma terapia ocupacional. Para ele, a ansiedade é uma coisa que sempre vai precisar de tratamento e atenção, o cuidado da saúde mental deve ser constante.