Enfrentando a dor da obesidade

Buscar alternativas para o controle da obesidade é fundamental

Atualizado em 12/04/2012 15:30

enfrentando a dor da obesidade Enfrentando a dor da obesidade

A cada ano que passa mais aumenta o índice de obesidade nos país, segundo os dados recentes da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) acabam de ser divulgados pelo Ministério da Saúde (MS).

Após a coleta de informações em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, o resultado mostrou que 48,5% da população brasileira está acima do peso. O número aumentou em relação aos resultados anteriores: em 2006, a proporção era de 42,7%. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

Vemos que junto com o peso que se acumula no corpo, a dor que essa doença propaga, se instala dentro das pessoas de forma a desenvolverem uma baixa autoestima, depressão, entre outras doenças associadas.

É a dor que grita, que se instala ao redor do corpo, deixando um grande número de pessoas sem estímulo para buscar uma saída. Sabemos as formas de combatê-la, porém são ineficientes quando o desejo real de perder peso não é concreto.

Entre querer perder peso e decidir perder peso tem uma enorme diferença, e isso marca claramente os casos de sucesso ou não na busca de um peso magro.

As causas são variadas, mas sabemos que o ambiente é um dos fatores que mais influenciam nesse processo, seguido da má alimentação, sedentarismo, genética. Porém nem tudo é negro quando pensamos na dura busca de uma mudança, pois temos ferramentas internas que podemos utilizar para mudar esse quadro.

Infelizmente nem sempre damos a devida atenção a essas medidas, e ficamos somente contemplando o corpo se enchendo, sem buscar medidas para esvaziá-lo.

Sair da zona de conforto requer desejo e comprometimento, aspectos importantes em qualquer mudança que quisermos realizar em nossa vida. Comprometer-se significa empenho, e vamos ter que colocar em ação várias medidas que podem auxiliar na busca do corpo saudável.

Sabemos que o tripé para uma saúde se dá na reeducação alimentar, emocional e física, e temos vários profissionais habilitados para esse processo, e cabe a cada um de nós a iniciativa de começar.

Nem sempre começar é fácil, mas conforme vamos nos permitindo experimentar, vamos detectando os benefícios que as mudanças nos trazem, o que vai facilitar na proposta de permanência dentro do nosso objetivo.

A começar pela atividade física, vemos que existem várias possibilidades de escolha, desde as mais variadas danças, até correr no parque, andar de roller, fazer escaladas, tudo com um toque de prazer. Porém quando imaginamos fazer alguma atividade nos focamos apenas nas atividades mais conhecidas, mas porque não experimentar algo novo, que nos remeta a um prazer maior?

A partir dessa decisão, começar a reeducação alimentar fica mais fácil, pois se estamos cuidando do corpo, nutri-lo melhor vira uma meta, mas para muitos todo esse processo ainda é difícil, entrando aqui a terapia como forma de averiguar o que tem por trás de tanta resistência e desejo de comer.

Cuidando desses três aspectos, caminhamos com segurança na busca do corpo magro saudável, colhendo resultados que favorecem nossa saúde e autoestima.