Pinha: conheça os poderes antioxidantes dessa fruta

Contendo importantes nutrientes para a saúde, a pinha também pode ser um ingrediente para saborosas receitas

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Também conhecida como fruta-do-conde, a pinha possui sabor adocicado, podendo ser consumida em sua forma natural. Sua polpa ainda pode ser utilizada no preparo de cremes, sucos e sorvetes, conferindo seu sabor marcante às mais variadas opções.

Conforme o biólogo Jean Henrique da Silva Rodrigues, doutor em Ciências Biológicas e professor de Biologia Vegetal na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), a pinha é uma das espécies mais amplamente conhecidas no Brasil. Nativa das Antilhas, a planta foi introduzida no Brasil já no século XVII, sendo cultivada comercialmente ou mesmo em áreas urbanas, como praças e quintais.

Segunda a nutricionista Andrea Marim, a pinha é rica em carboidratos, além de ser uma ótima fonte de vitaminas, dentre elas a vitamina B1, B2, B5, A e C. Contendo minerais como cálcio, fósforo e ferro, conta ainda com proteínas e hidratos de carbono, sendo muito indicada para casos de desnutrição e anemia, além de possuir inúmeros benefícios à saúde.

Pinha, atemoia, araticum e graviola: você sabe a diferença?

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Apesar de serem espécies da mesma família, estas frutas possuem características que as diferem uma das outras. Segundo Jean, o consumo destes frutos vem aumentando devido ao aroma, textura e sabor agridoce destes exemplares, além de seu “elevado valor nutricional e propriedades benéficas”. Confira a seguir as características e diferenças entre elas, de acordo com o biólogo:

1. Pinha: também conhecida como fruta-do-conde, a pinha (Annona squamosa L.) consiste em um fruto pequeno arredondado, de casca mais rugosa. O profissional ainda revela que essa fruta é consumida principalmente in natura, já que as numerosas sementes aderidas à polpa podem dificultar o seu processamento.

2. Graviola: também considerada uma planta exótica, a gravioleira (Annona muricata L.) é originária da América central e Caribe, sendo amplamente cultivada na faixa equatorial do planeta, incluindo norte e nordeste brasileiro. “Seus frutos arredondados apresentam uma casca lisa e esverdeada, podendo chegar a oito quilos, sendo ricos em uma polpa carnosa e particularmente ácida, muito utilizada industrialmente no preparo de sucos, doces e cremes”, acrescenta.

3. Araticum: já o araticum ou marolo (Annona crassiflora) constitui uma espécie amplamente difundida no cerrado brasileiro, crescendo naturalmente e sendo consumindo in natura pelas populações nativas, sendo, contudo, pouco comercializada. O biólogo os descreve como frutos de tamanho variado, com casca grossa e rija, mas polpa branca, rica em sementes aderidas, viscosa e macia quando madura.

4. Atemoia: a atemoia, por sua vez, se originou do cruzamento entre a pinha com a cherimóia (Annona cherimola), uma Annonaceae de clima ameno nativa dos Andes. Este híbrido foi introduzido no Brasil em 1980, tendo se adaptado aos climas na região sul e sudeste do país. “O fruto verde mesmo quando maduro, se apresenta em formato de coração, tendo casca rugosa e pontiaguda e, quando comparada à pinha, a atemoia é maior, mais doce e tem menos sementes, sendo estas livres da polpa”, explica.

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Em termos nutricionais, estes frutos compartilham diversas características em comum, possuindo polpa carnosa, com alto teor em água, rica em proteínas, carboidratos, ácidos graxos insaturados e sais minerais, sendo ótima fonte de reposição dos eletrólitos sódio, potássio, cálcio e magnésio. “Vale ressaltar que a atemoia devido à doçura característica, constitui fonte maior de carboidratos, exibindo cerca de 100kcal por porção de 100g”, conclui o profissional.

7 benefícios da pinha para a saúde

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Conforme explica o biólogo, esses frutos são considerados alimentos funcionais por serem fonte natural de importantes substâncias bioativas, as quais auxiliam na prevenção e combate de diversas doenças.

“Por serem ricos em compostos fenólicos e tocoferol (vitamina E) estes frutos possuem potente ação antioxidante, podendo auxiliar no combate aos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce e doenças degenerativas”, revela Jean.

Confira a seguir alguns dos benefícios proporcionados pelo consumo regular da pinha de acordo com a nutricionista Andrea Marim:

1. Combate à anemia: possuindo grandes quantidades de ferro e a presença da vitamina C, esta combinação aumenta o poder de absorção deste mineral pelo organismo.

2. Melhora do sistema digestivo: como esta fruta é rica em fibras, ela ajuda a combater a prisão de ventre e a constipação, além de melhorar o processo de digestão e o trânsito intestinal.

3. Fonte de vitamina C: ótima para combater a ação dos radicais livres e evitar o envelhecimento precoce das células, esta vitamina ainda ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

4. Saúde para os olhos: através da combinação da vitamina C com a vitamina B2, conhecida como riboflavina, existe uma ação potencializadora no combate aos radicais livres, proporcionando uma boa visão.

5. Pele e cabelos mais saudáveis: outro efeito da combinação de vitaminas C e A, ao consumir regularmente esta fruta é possível manter pele e cabelos mais bonitos e saudáveis.

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6. Promove saciedade e energia: como possui grandes doses de carboidratos, confere mais energia para as atividades diárias. Já as fibras garantem a sensação de saciedade por mais tempo.

7. Possui propriedades medicinais: é possível utilizar suas folhas para o preparo de chás medicinais, os quais podem auxiliar no alívio de cãibras, espasmos e colite.

O biólogo revela que as infusões das folhas, na forma de chás, bem como o óleo das sementes são utilizados por populações tradicionais no tratamento de diversas enfermidades e, tem sido amplamente estudada por cientistas quanto às suas propriedades antimutagênicas, antitumorais, reguladoras do metabolismo e antimicrobiana.

“Vale salientar, contudo, que os estudos ainda são inconclusivos e que assim como as demais frutas, atemoia, graviola, pinha e araticum não apresentam efeitos milagrosos, mas se incluídas em uma dieta balanceada, constituem uma saborosa fonte de macronutrientes e potentes antioxidantes”, conclui o profissional.

Receitas incríveis com a pinha

Podendo ser consumida em sua forma natural, ou ainda utilizar-se de sua polpa para a elaboração de saborosas receitas, é possível preparar deliciosas opções com esta fruta. Confira a seguir algumas sugestões:

1. Sorbet de pinha

Foto: Reprodução / Simplesmente delícia

Com textura leve e muito perfumado, para fazer este sorbet é recomendado que a fruta esteja bem madura, conferindo sabor adocicado e aroma marcante. Além disso, a autora da receita revela que se a fruta estiver madura, o processo de retirada dos caroços fica muito mais fácil.

2. Mousse de pinha

Foto: Reprodução / Segredos da Tia Emília

Para garantir a cremosidade do doce, ingredientes como gelatina em pó sem sabor, creme de leite e leite condensado se fazem necessários. Novamente a fruta bem madura é a mais recomendada para o preparo do prato, devendo estar “desmanchando nas mãos”, conforme cita a autora da receita.

3. Pudim de pinha

Foto: Reprodução / Danielle Noce

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Lindo de se ver e muito saboroso a quem o prova, este mini pudim de pinha conta com leite condensado, gelatina incolor, gelo e polpa processada da fruta em seu preparo. Uma calda de baunilha acompanha o doce e, para um visual ainda mais belo, carambolas fatiadas são utilizadas para decorar.

4. Frapê de pinha

Foto: Reprodução / Pitéu Cozinha Afetiva

Novamente contando com frutas mais maduras, é possível soltar os gomos da casca com a própria mão. A autora ainda ensina um truque que facilita a retirada das sementes dos gomos: basta pulsar rapidamente os gomos no liquidificador com um pouco de leite, coando a mistura em seguida.

5. Ceviche de pinha com leite de coco

Foto: Reprodução / Gastrolândia

Em vez de preparar um ceviche com peixe em pedaços, que tal escolher uma saborosa fruta e utilizar o peixe somente para aromatizar o prato? Para garantir ainda mais sabor, ingredientes como pimenta dedo de moça, leite de coco, limões, coentro, cebola roxa e gengibre picado são utilizados. Conferindo um visual mais belo, chips de batata doce para acompanhar.

6. Creme de pinha com maracujá

Foto: Reprodução / Danizukko

Para facilitar o processo de preparo do creme, o autor da receita utiliza a polpa comprada congelada, eliminando a necessidade de retirar as sementes da fruta. Esta é batida no liquidificador com sorvete de creme, conferindo textura cremosa ao doce. Para acompanhá-lo, calda de maracujá preparado com suco da fruta, leite condensado e creme de leite. Buscando um visual mais belo, adicione morangos fatiados e folhas de hortelã na finalização do prato.

Contraindicações e alertas sobre o consumo

Segundo a nutricionista Andrea, a quantidade máxima para consumo diária desta fruta seria de uma porção com 70grs, a qual equivale a aproximadamente 70kcal. Ainda de acordo com a profissional, a fruta deve ser consumida madura, evitando ingerir suas sementes. “Ela também é rica em açúcar, por isso, deve ser consumida moderadamente por pacientes diabéticos, pois pode elevar o nível de glicose no sangue”, alerta.

Possuindo elevados níveis de sais minerais, fibras, carboidratos e vitaminas, a pinha torna-se uma grande aliada da saúde, trazendo benefícios e maior riqueza nutricional ao cardápio do dia-a-dia. Adicione já este alimento à sua rotina!

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Assuntos: Alimentação