7 sintomas da dependência emocional e sua relação com a insegurança

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Atualizado em 26.07.21

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Atualizado em 26.07.21

A dependência emocional é caracterizada como um apego tóxico a outra pessoa. Para conhecer mais sobre esse tema, a psicóloga Karyne Santiago (CRP 06/161451), explica na matéria quais são as causas da dependência emocional, os sintomas e como tratá-la.

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Índice do conteúdo:

O que é a dependência emocional

Segundo Karyne, “A dependência emocional diz respeito a uma carência afetiva excessiva de um indivíduo para o outro. Quando pensamos em dependência, geralmente pensamos em vícios, e basicamente é isso mesmo que ocorre na dependência emocional.” A psicóloga explica que a pessoa dependente sente que não pode existir sem a presença do outro. É como se só pudesse ser feliz, realizada, motivada e satisfeita com o outro, desconsiderando inconscientemente a própria individualidade e a individualidade do sujeito pelo qual tem apego.

Santiago comenta que esse apego excessivo é mais notável em relacionamentos amorosos, mas pode acontecer em diversos outros âmbitos, como o familiar e o de amizade, por exemplo. Por fim, a psicóloga acrescenta ainda que “geralmente, nas relações de dependência emocional existe muito ciumes, possessividade, um desejo constante de ser “tudo” para o outro para ter estabilidade emocional, o que acaba desgastando o relacionamento e causando muito sofrimento para o dependente”.

O que causa a dependência emocional?

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Karyne comenta que a dependência emocional pode ter origem em vários fatores, “que vão desde alterações cerebrais que ativam o sistema de recompensa do cérebro, até fatores culturais que criam uma visão idealizada e distorcida do amor”.

Como identificar a dependência emocional: 7 sintomas que indicam o apego tóxico

A psicóloga explica que, antes de falar sobre as características da dependência emocional, é importante dizer que somente um profissional especializado como um psicólogo ou psiquiatra podem determinar este “diagnóstico”. Cientes disso, Santiago pontuou os seguintes sinais:

  • Dificuldade de tomar decisões de forma individual: o indivíduo dependente age quase como uma criança (até porque muito desse comportamento está relacionado a vivências da infância), demandando do outro ajudar para tomar decisões por ele. “Isso ocorre porque a pessoa se sente incapaz de realizar tal ato”, diz Karyne.
  • Comportamento submissivo: o dependente se coloca inteiramente a disposição do outro, em busca de agradá-lo para não perdê-lo e se colocando em algumas situações que lhe são desagradáveis.
  • Sentimento de insatisfação: esse sentimento percorre todo relacionamento de dependência. Segundo a psicóloga, “é como se a pessoa dependente nunca se sentisse realizada consigo mesma e precisasse do outro a todo tempo para lhe fazer feliz, o pode gerar recorrentes discussões e conflitos entre os envolvidos”.
  • Ciúme possessivo: o indivíduo pode, por vezes, tentar isolar o outro do contato com mais pessoas, como amigos e familiares. Isso ocorre devido ao sentimento de insegurança, o medo constante de perder o outro, ou, de deixar de ser o centro de tudo para o outro.
  • Necessidade de atenção: a pessoa tende a querer estar ligada a outra a todo o momento, demandando atenção e interesse por parte do outro. Se estiverem distantes, o dependente pode solicitar constante comunicação por mensagens ou ligações, afirma a psicóloga.
  • Baixa autoestima: a psicóloga explica que “o indivíduo dependente geralmente se sente inferior as outras pessoas, incapaz de realizar tarefas, inseguro para tomar posse de sua independência, o que faz com que se coloque numa posição submissa de querer sempre agradar o outro e de querer que o outro supra as suas necessidades”.
  • Necessidade de aprovação: a pessoa foco da dependência recebe a demanda de reafirmar o parceiro. “O dependente a todo momento espera ser aprovado e reconhecido pelo outro, para se sentir bem, capaz e seguro”, finaliza Karyne.

São vários sinais que, se identificados por um profissional, podem indicar que uma pessoa sofre de dependência emocional. O primeiro passo, então, é procurar ajuda desse profissional para descobrir como tratar. Pensando nisso, Karyne discorre um pouco sobre o tratamento no tópico seguinte.

Como tratar a dependência emocional

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A psicóloga explica “que o processo de elaboração da dependência emocional demanda acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico. Isso porque, nem sempre o dependente consegue enxergar esses comportamentos em si mesmo, e quando percebe, existe grande dificuldade para se desvencilhar desses sentimentos”. Assim, Karyne afirma que a ajuda de familiares e amigos pode ser favorável, caso eles pontuem o que está acontecendo de forma acolhedora e a auxiliem a buscar por um acompanhamento profissional.

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Por fim, “a psicoterapia é determinante nesses casos para auxiliar no autoconhecimento, no autogerenciamento e na descoberta dos fatores que causam a dependência”. Santiago explica que “a dependência emocional pode ter outras comorbidades como transtorno de ansiedade, transtorno depressivo, transtornos de personalidade, entre outros, o que necessitam um acompanhamento terapêutico”.

Como vimos, a dependência emocional tem causa multifatorial e pode incluir vários sinais. É importante procurar ajuda psicológica para ter o apoio necessário e conseguir tratar essa dependência. Se você se interessa por psicologia e assuntos como esse, confira nossas dicas para manter a saúde mental em dia.

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