Os medos mais comuns de mães de primeira viagem

A maternidade é um momento de novidades, mas também de muita insegurança - descubra quais são os principais temores de quem tem o primeiro filho

Escrito por Daniela Azevedo

Foto: Thinkstock

A chegada do primeiro filho é um dos momentos mais esperados da vida de muitas mulheres. É um período de transformação total na vida, na família, no casamento, na casa, na rotina e em tudo que está em volta. No entanto, ainda que tenham se preparado por toda a vida para a chegada desse momento, a maternidade também traz consigo uma série de medos e inseguranças que deixam as mães ansiosas, angustiadas e às vezes até deprimidas. Veja quas são os medos mais comuns e descubra como lidar com eles.

Medo de não ser uma boa mãe

Ainda não inventaram um manual de como ser uma mãe perfeita, mas na maternidade tudo ocorre de maneira instintiva. Quando nasce um bebê, nasce junto uma mãe que está sempre pronta para cuidar, dar carinho, proteger e inventar o seu próprio modelo de perfeição.

Para algumas mulheres, ser uma boa mãe significa ser superprotetora, enquanto para outras isso tem a ver com incentivar a independência da criança. Seja qual for o seu perfil, além de cuidar, dar carinho, atenção e ensinar valores, saiba que acertos e erros fazem parte do cotidiano de uma mãe. Talvez, em alguns momentos, você se decepcione com as suas próprias atitudes, mas isso não tem nada a ver com ser ou não ser mãe e sim com o fato de ser humana, o que é requisito básico para se tornar bom em qualquer coisa.

Medo de não saber lidar com o desconhecido

Na primeira gestação tudo é um mistério e até você se adaptar a todas essas novidades pode levar um bom tempo. Muitas mães se apavoram só de cogitar que o choro pode ter a ver com alguma doença grave e não é pra menos.

No começo, seu bebê não saberá dizer o que está sentindo e até que isso aconteça, você terá que ir aprendendo aos poucos, mas naturalmente entenderá tudo o que ele precisa, o significado de cada choro e aprenderá a conviver com todas as angústias e incertezas que são típicas desse momento. Na dúvida, olhe em volta e veja quantas mães já passaram por esse momento e tenha certeza que você também tem tudo para conseguir.

Medo de não se adaptar a nova realidade

A insegurança e o medo, principalmente no início da maternidade levam muitas mães ao desespero de acharem que não gostam da ideia de serem mães. Antes de arrancar os cabelos afirmando que não leva jeito para isso, saiba que a maternidade é dividida em ciclos e é natural que você goste menos de uns estágios do que de outros.

A gestação é o primeiro deles, depois virão os primeiros meses, onde o bebê aprenderá a dar os primeiros passos, talvez uma das fases mais cansativas, em seguida vem a época da escola, uma fase de descobertas para pais e filhos, depois a adolescência, que pode vir cercada de preocupações e assim por diante.

O que é certo é que as fases nunca se repetem. Talvez o começo seja mais difícil mesmo, mas com o tempo você verá que existem momentos mais e menos agradáveis. E se estiver em uma fase difícil da vida de mãe, acredite, ela não vai durar para sempre e por mais difícil que pareça agora, quando passar, você vai sentir saudades.

Medo de perder a própria personalidade

Mudar do status de filha para o de mãe, envolve uma série de mudanças. Muitas coisas que você julgava importante, de repente perdem totalmente o sentido e sem maiores explicações suas prioridades passam a ser repensadas e sem querer você pode se pegar imitando a sua mãe, sua maior inspiração materna.

Tornar-se mãe pode sim ser a mudança mais radical na vida de uma mulher, mas isso não significa que você perderá a sua personalidade, mas sim que haverá uma transformação que, na maioria dos casos é para melhor, que fará de você uma mulher mais madura e com responsabilidades diferentes. Seu jeito de pensar, seu modo de agir, isso continuará igual e caso algo mude, com certeza será por um excelente motivo, o seu bebê.

Medo do relacionamento não voltar a ser o mesmo

Quanto a isso, não tenha dúvidas. O nascimento de um filho muda tudo na dinâmica de um relacionamento, mas não necessariamente para pior. Certamente alguns momentos de intimidade serão interrompidos pelo choro ou por alguém batendo na porta com medo de dormir sozinho, mas saber levar tudo isso com maturidade mostra a força do relacionamento. Criar um filho é uma responsabilidade tanto do pai quanto da mãe e filhos bem criados, frutos de um trabalho de equipe bem feito, sinalizam o sucesso de um relacionamento, aproximando ainda mais o casal.

Medo de não ser mais atraente

Após o nascimento do bebê, com o corpo ainda tentando voltar a ser o que era antes e em meio a fraldas, mamadeiras, noites mal dormidas e exausta, fica difícil mesmo sentir-se sensual. Nessa fase, a relação com o companheiro também pode demorar um pouco para voltar a ser como antes, mas o bom disso é que essa pode ser uma ótima oportunidade para um recomeço depois de um período de grandes turbulências. Aos poucos, o casal vai se reencontrando e descobrindo novas possibilidades no sexo. Individualmente você também fará uma redescoberta física e psicológica para perceber que a maternidade é capaz de fazer você sentir-se mais mulher ficando tão ou mais atraente que antes.

Medo de não ter condições financeiras favoráveis

Criar um filho custa caro e preocupar-se com isso é mais do que natural. São fraldas, vacinas, remédios, convênio médico, creche, alimentação, roupas que se perdem rapidamente e uma série de outras coisas que são essenciais para o bebê. Mas fazer o filho caber confortavelmente no orçamento da família é uma questão de planejamento, controle e disciplina e mesmo que o bebê tenha chegado de surpresa, esse planejamento pode ser feito a longo prazo.

Talvez você não possa dar tudo o que sonha ou tudo o que ele pedir, aí a lição que se aprende é válida para toda a família: aprender os limites e a gerenciar o dinheiro da família.

Medo de não retomar a carreira profissional

Antigamente, ter filhos implicava abandonar de vez a carreira profissional, mas atualmente essa é uma escolha das mães. Aquelas que podem passar a se dedicar exclusivamente à maternidade, em algum momento podem se sentirem frustradas por terem abdicado de sua carreira. Ao mesmo tempo, as que se dividem entre a maternidade e o trabalho se culpam por não poderem dar a atenção necessária e acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos.

Sem dúvidas, essa é uma questão delicada, que precisa ser pensada e repensada dentro das possibilidades de cada um. Toda escolha tem sua renúncia e o desafio é encontrar o equilíbrio entre satisfação e necessidade.

Seja qual for o seu medo, lembre-se que você não está sozinha. Com o passar do tempo, tudo aquilo que causa medo, desconforto e insegurança começa a fazer parte do dia a dia e já que você não tem outra alternativa, o melhor jeito é encarar tudo de peito aberto, com um lindo bebê no colo e com um belo sorriso no rosto.

Assuntos: Bebês

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