Nidação: o que é, quando ocorre e como identificar

Escrito por Lia Nara Bau

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As mulheres sabem que qualquer sangramento que apareça pode ser motivo de comemoração ou desespero. Aquelas que desejam engravidar não querem nem ouvir falar em menstruação, mas perceber a nidação pode ser como ganhar o bilhete premiado.

Talvez você tenha filhos e nunca tenha ouvido falar em nidação. Isso porque é um processo que ocorre dentro do corpo da mulher, mas sem muitos alardes. Abaixo esclarecemos as principais questões sobre o fenômeno da nidação:

O que é nidação?

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A nidação é o momento em que o embrião é implantado no útero da mulher, após o óvulo ser fecundado pelo espermatozóide. Segundo o ginecologista e obstetra Marcos Medeiros de Sousa, é quando o zigoto (produto da fecundação) chega à cavidade uterina e se fixa no endométrio. Seja em gestação única ou múltipla, não há diferença na nidação.

Quais sãos os sintomas da nidação?

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Sousa explica que, geralmente, a nidação não tem sintomas perceptíveis. Na verdade, o mais comum é não apresentar sintomas, a não ser que a mulher esteja bastante atenta aos sinais do seu corpo e conheça bem o seu ciclo menstrual.

O que pode ocorrer durante a nidação é um leve desconforto pélvico, cólica e um pequeno sangramento. O sangramento de nidação ocorre porque, ao se fixar no endométrio, o embrião acaba soltando resíduos da parede do útero.

Para quem está tentando engravidar, aquele pontinho de sangue que aparece na calcinha pode ser o primeiro sinal de que o tão esperado bebê está a caminho. É muito difícil, no entanto, ter certeza de que se trata da nidação, pois um sangramento pode ter inúmeras causas, desde uma pequena lesão, até a própria menstruação.

Além disso, é importante salientar que nem os sintomas, nem a nidação, indicam necessariamente uma gravidez. Somente um exame de sangue é capaz de detectar se a mulher está grávida ou não.

Quando ocorre a nidação?

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A nidação ocorre, geralmente, 7 dias após a fecundação. No entanto, esse período pode variar bastante, já que depende da época em que ocorrer a ovulação, que é mais ou menos na metade do ciclo, mas, em muitos casos, acontece antes ou bem depois – a chamada ovulação tardia. Por isso, a nidação pode ocorrer no prazo de 7 a 15 dias depois do período fértil.

Qual a diferença entre sangramento de nidação e a menstruação?

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O sangramento de nidação é diferente do de menstruação pela quantidade, duração e coloração. O sangramento de nidação costuma ser rosado ou amarronzado, mais ou menos como borra de café.

“O sangramento, quando ocorre, é diferente do fluxo menstrual por ser mais escasso, não durar mais do que 3 dias e ter coloração mais escura”, explica o obstetra.

Além disso, em alguns casos, diferencia-se da menstruação pelo período em que ocorre. Se a ovulação acontecer na metade do ciclo e o óvulo for fecundado, a nidação pode ocorrer uma semana depois, ou seja, mais ou menos na terceira semana do ciclo, enquanto a menstruação ocorre no início do próximo ciclo.

É muito comum as mulheres acharem que é a menstruação que chegou um pouco mais cedo, quando, na verdade, foi o sangramento de nidação. Com certeza você conhece alguma mulher que descobriu a gravidez tardiamente porque achou que menstruou no mês em que engravidou. Isso é mais comum em mulheres que têm sangramento muito pequeno, devido ao uso de anticoncepcional, ou um ciclo fora do normal.

Então, como saber? A grande diferença é que o sangramento de menstruação evolui e aumenta, enquanto o de nidação, para. Na dúvida, realizar o exame de gravidez é a melhor opção!

O sangramento de nidação acontece com todas as mulheres?

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A nidação ocorre em todas as mulheres quando há sucesso na fertilização. Mas o sangramento de nidação não é regra, ou seja, pode ou não acontecer. Na verdade, na maioria dos casos não ocorre sangramento ou ele passa despercebido pela mulher.

O que pode prejudicar a nidação?

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Alguns fatores podem prejudicar a nidação, todos eles de ordem hormonal ou anatômicos.

Sousa ressalta que a nidação ocorre sempre que ocorrer fecundação, mas, às vezes, devido a alterações anatômicas do útero, diminuição dos movimentos ciliares das trompas e endometriose, pode não ocorrer a nidação e ocorrer aborto ou gestação ectópica – quando o embrião fixa-se nas trompas.

De todo modo, é importante sempre contar com seu/sua ginecologista e obstetra em caso de qualquer acontecimento ou dúvida, se mantendo por dentro do que acontece com o seu corpo.

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