Bem-estar

Ginecologista explica o que é e quais as causas do bebê pélvico

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Atualizado em 12.07.22

Durante a gravidez, a preparação do bebê para o momento do parto ocorre como um processo, geralmente, natural. Isso significa que no último trimestre, o bebê vai se estabelecendo na posição correta dentro da barriga para nascer. No entanto, há casos em que o bebê se posiciona sentado na barriga da mãe, o chamado bebê pélvico. E o que é feito quando isso acontece? Confira as explicações da ginecologista e obstetra Regina Amarante da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

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O que é o bebê pélvico?

Dra. Amarante explica que essa condição diz respeito “à posição do bebê no útero materno, caracterizada pela localização da extremidade pélvica dele na parte inferior, ou seja, no colo uterino. Já a cabeça se encontra no fundo uterino”. Os casos não são tão comuns e compõem, em média, 3,5% do número total de nascimentos, quando o correto seria o bebê estar em apresentação cefálica no momento do parto, de cabeça para baixo.

O que causa o bebê pélvico?

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Após o terceiro trimestre o bebê geralmente muda para a posição cefálica, mais comum para o momento do parto. Regina comentou que não se sabe as causas exatas do bebê pélvico, mas podem ser citadas questões como “aumento no volume do líquido amniótico, tumores do útero e ovários, anomalias no comprimento do cordão umbilical, gestação gemelar, má formações uterinas, placenta prévia e anormalidades do desenvolvimento fetal”.

Como saber se o bebê está sentado na barriga da mãe?

“Pelo exame clínico, a obstetra pode realizar a palpação do abdome e desconfiar que o bebê está sentado, pois a extremidade inferior do abdome estará maior. Caso já haja alguma dilatação do colo uterino, a obstetra pode, por meio do exame de toque vaginal, tocar partes inferiores do feto ao invés da cabeça”, citou a médica. No entanto, ela complementou que a confirmação da posição do bebê pélvico só é feita com o ultrassom obstétrico.

O que pode ser feito?

A obstetra indicou que, quando é a primeira gravidez, o melhor é fazer a cesariana. No entanto, nos casos de gestantes que já tiveram filhos antes, pode se tentar o parto normal por meio do parto pélvico ou versão cefálica externa. A Dra. Amarante explicou um pouco sobre cada um deles.

Parto pélvico

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O parto pélvico só é feito na presença de uma equipe médica experiente que inclui anestesista, enfermeiro obstétrico, obstetra e neonatologista. Regina explicou que essa modalidade é feita em ambiente hospitalar para o caso de ser preciso fazer uma cesariana de emergência. “Consiste em manobras para retirar os pés ou o quadril do bebê e depois o resto do corpo, com os batimentos da criança sendo monitorados de 5 em 5 minutos”, detalhou.

A doutora também comentou que “se trata de um parto arriscado em comparação ao parto normal. Além do risco de o bebê ficar preso no canal vaginal, o cordão umbilical pode ser comprimido e diminuir a oxigenação enviada para a criança”.

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Versão Cefálica Externa (VCE)

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Realizado pela obstetra, o procedimento é totalmente externo e feito após a 37ª semana. Segundo Regina, “são manobras realizadas na barriga que visam ajudar o bebê a ficar na posição cefálica. Para garantir o sucesso da técnica, leva-se em conta o peso da gestante, fatores obstétricos, aumento do índice do líquido amniótico e, sem dúvida, a experiência do especialista”.

Ela também citou que, apesar de mais seguro e com menos riscos em comparação ao parto pélvico, o procedimento não é indicado nos casos de “hemorragia pré-parto, monitoramento anormal do feto, placenta prévia, rompimento de membrana, gestação de gêmeos e qualquer outro fator avaliado pelo médico que possa ser prejudicial para a mamãe e o bebê”.

Apesar de casos de bebê pélvico não serem tão comum, é importante tirar dúvidas e fazer o acompanhamento com sua obstetra de confiança. Agora, aproveite e leia também a matéria sobre pressão alta na gravidez.

Escritora com 8 livros publicados e apresentadora de um programa de rádio sobre literatura nacional, o Capivaras Leitoras. Ama ler, viajar e passar um tempo com a Buffy, sua cachorrinha vira-lata.