7 benefícios incríveis do óleo de coco

Ele pode atuar na perda de gordura corporal, melhorar a elasticidade da pele e muito mais

Escrito por Tais Romanelli

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Soa até estranho dizer que um alimento gorduroso pode ajudar a pessoa a emagrecer. Mas, é exatamente esta a consideração sobre o óleo do coco que, há algum tempo, tem feito parte da dieta de muitas pessoas – especialmente daquelas que se esforçam para perder a indesejável gordurinha abdominal.

Mas será que esse óleo é mesmo aliado em uma dieta de emagrecimento? Embora esta seja sua propriedade mais divulgada, acredita-se que o óleo de coco possa oferecer muitos outros benefícios às pessoas que o consomem adequadamente.

Vale destacar, porém, que tais benefícios ainda geram controvérsia, especialmente entre a comunidade médica. Mas, abaixo, você confere todas as informações importantes sobre o óleo de coco e acompanha o que alguns estudos recentes têm apontado sobre esse famoso alimento.

O que é o óleo de coco?

De acordo com Karina Valentim, nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, estima-se que o coco seja formado por 33% de gorduras. “O óleo é obtido através de fervura e/ou fermentação do coco seco ou fresco, e pode ser dividido em duas categorias: refinado e extravirgem. O óleo refinado é tipicamente obtido do coco seco, chamado de copra. Já o óleo de coco virgem é obtido a partir de cocos frescos, chamados não-copra”, explica.

A nutricionista acrescenta que as pesquisas apontam que o óleo extravirgem é de melhor qualidade por possuir maior quantidade de antioxidantes. Confira abaixo quais são os principais motivos para incluí-lo no cardápio:

1. O óleo de coco pode acelerar o metabolismo

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O óleo de coco contém triglicerídeos de cadeia média, que são facilmente absorvidos e transformados em energia, por isso, o produto pode atuar no aumento do metabolismo e ser utilizado em casos de síndromes de má absorção.

Karina Valentim destaca que, por conter triglicerídeos de cadeia média (TCM), o óleo de coco extravirgem apresenta um comportamento especial no organismo quando comparados a outras gorduras. “Esses triglicerídeos são facilmente absorvidos e transformados em energia no fígado, não se acumulando como gordura localizada nos adipócitos, por isso, seria relacionado como uma gordura que aumenta o metabolismo e não a adipogênese. Além disso, por ser rapidamente digerido pelo organismo, é utilizado em tratamentos de síndromes de má absorção”, explica.

2. O óleo de coco pode ser um grande aliado nas dietas de emagrecimento

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Os triglicerídeos de cadeia média (TCM) presentes no óleo de coco ativam hormônios relacionados à sensação de saciedade. Dessa forma, a tendência é que a pessoa – que já segue um programa de reeducação alimentar e pratica atividades físicas – coma menos ao longo do dia e, consequentemente, perca peso.

A nutricionista Karina destaca que o óleo de coco não é indicado para todas as pessoas que desejam perder peso, mas, pode ser um forte aliado principalmente se o indivíduo praticar atividade física.

“Um estudo realizado em 2008 apontou que o consumo de óleo de coco melhorou a perda de peso quando aliado a um programa de reeducação alimentar. Pesquisadores relacionam a presença do TCM com a ativação de hormônios, como colecistoquinina, peptídeo YY e peptídeo inibitório intestinal, aumentando a saciedade da pessoa e colaborando para a perda de peso saudável”, explica a profissional.

3. O óleo de coco pode atuar na perda de gordura abdominal

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A maioria das pessoas já ouviu falar que o óleo de coco atua na perda de gordura principalmente da região abdominal. Mas será que essa informação é verídica?

A ideia do efeito se dar principalmente na região da cintura se deve à presença do ômega-9, pois alguns estudos mostram que esse ácido graxo diminui a produção de cortisol – um dos hormônios responsáveis pela armazenagem de gordura nessa área.

A nutricionista Karina ressalta, porém, que poucos estudos confirmaram a eficiência do óleo em estimular a LPL (lipoproteína lípase), responsável por degradar triglicérideos armazenados nos adipócitos. “Mais estudos precisam ser realizados para confirmar este possível efeito”, diz.

Ainda de acordo com a profissional, “uma pesquisa realizada neste sentido verificou aumento na oxidação de gorduras totais em indivíduos que consumiram uma dieta com óleo de coco quando comparados com os que consumiram dieta com predomínio de triglicerídeos de cadeia longa (óleos comuns), porém, não é estabelecido o mecanismo pelo qual houve essa oxidação de gorduras”, diz.

Sendo assim, o consumo de óleo de coco está associado à perda de gordura abdominal principalmente devido à presença de ômega 9 que, acredita-se, diminui a produção de cortisol (um dos responsáveis pela armazenagem de gordura nessa área).

4. Óleo de coco ajuda a prevenir infecções

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Devido à presença de ácido láurico, o óleo de coco pode combater diversos micro-organismos maléficos, protegendo o nosso corpo de infecções.

Karina Valentim explica que o ácido láurico é o principal ácido graxo de cadeia média presente no óleo de coco. No corpo humano, ele se transforma em monolaurina, que tem a função de exercer forte ação antibacteriana, antiviral e antiprotozoária, combatendo vários micro-organismos maléficos, tais como: Herpes, Cândida albicans, Clamídia, Estreptococos, Giárdia, Helicobacter pylori.

5. O óleo de coco proporciona controle do colesterol

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Pesquisas têm mostrado que o óleo de coco pode aumentar os níveis de HDL, especialmente no caso das mulheres na menopausa, e também atuar na diminuição de colesterol total. Devido à sua ação antioxidante, ele pode ajudar ainda a prevenir doenças cardiovasculares.

Karina Valentim explica que um estudo, realizado com 1839 mulheres filipinas, mostrou que a ingestão alimentar de óleo de coco foi associada positivamente a maiores níveis de HDL (colesterol bom), especialmente entre mulheres na pré-menopausa. “Isso sugere que o consumo de óleo de coco pode ser benéfico para o perfil lipídico de mulheres principalmente no climatério”, diz.

A nutricionista destaca ainda que estudos mais recentes apontam que pode ocorrer diminuição nos níveis de colesterol total do individuo pelo uso de óleo de coco. “Isso porque, este diminuiria a estimulação da HMG CoA redutase, responsável pela produção de colesterol endógeno”, diz.

“Além disso, este óleo possui ação antioxidante, pois contém acido fenólico e vitamina E (esta última em menor quantidade do que outros tipos de óleos). Estes compostos antioxidantes previnem a oxidação do LDL colesterol que pode levar à formação de placa de ateroma e doenças cardiovasculares”, destaca Karina.

6. O óleo de coco pode evitar a prisão de ventre

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O óleo de coco, por ser um alimento gorduroso, ajuda na digestão e, devido à presença do ácido láurico e suas propriedades antibacterianas, atua eliminando as bactérias ruins do intestino.

Devido à função antibacteriana (que se deve à presença do ácido láurico), o óleo de coco ajuda a eliminar as bactérias ruins do intestino, melhorando, em geral, o funcionamento dele. Além disso, alimentos gordurosos, de forma geral, ajudam na digestão, se misturando ao bolo alimentar e às fezes, facilitando sua passagem pelo sistema digestivo. Mas, vale destacar que o consumo em excesso do óleo de coco pode trazer resultado contrário, causando diarreia.

7. O óleo de coco pode ser aliado da beleza da mulher

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O consumo de óleo de coco pode deixar a pele da mulher mais bonita e ajudar a evitar o envelhecimento precoce, além de poder ser usado diretamente na hidratação dos cabelos.

Alguns estudos mostram que o consumo adequado de óleo de coco melhora a elasticidade da pele. Além disso, suas propriedades antioxidantes ajudam no combate dos radicais livres, um dos responsáveis pelo envelhecimento precoce.

Vale destacar que o óleo de coco também pode ser usado diretamente nos cabelos, sendo adicionado a cremes, por exemplo, proporcionando boa hidratação aos fios.

Como deve ser o consumo do óleo de coco?

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Pensando em tudo isso, não faltam bons motivos para consumir o óleo de coco. Porém, isso deve ser feito de forma moderada.

Karina Valentim explica que, como todo óleo, ele possui uma grande quantidade calórica e deve ser consumido com moderação. “O ideal é consumir de uma a duas colheres (sopa) por dia. É recomendado que ele seja utilizado em preparações frias, como saladas, sucos e frutas e na finalização de pratos quentes, a fim de preservar sua ação antioxidante”, destaca.

Problemas do consumo excessivo do óleo de coco

Na medida correta, o consumo de óleo de coco pode proporcionar vários benefícios. Mas, se a pessoa exagerar na quantidade, haverá uma ingestão bem maior de energia em comparação ao seu gasto, o que resultará no aumento de peso.

O consumo excessivo do óleo pode ainda trazer riscos cardiovasculares, devido ao aumento do colesterol, além de, possivelmente, provocar diarreia.

Todas as pessoas podem consumir o óleo de coco?

Karina Valentim explica que o óleo de coco extravirgem é um alimento com baixo potencial alergênico e, de maneira geral, não possui contraindicações quando consumido na quantidade recomendada. “Ele apenas deve ser utilizado em pequenas quantidades por pacientes que necessitem de uma dieta hipolipídica. Por isso, seu uso deve sempre ser acompanhado por um médico ou nutricionista, a fim de controlar a ingestão calórica e a quantidade de gorduras totais no dia, não ultrapassando 30% do valor energético total diário”, finaliza a nutricionista.

Dessa forma, fica a dica: consuma o óleo de coco moderadamente para usufruir dos benefícios que ele pode oferecer. De preferência, faça isso com acompanhamento de uma nutricionista, que passará mais informações importantes sobre esse alimento e orientações sobre sua dieta em geral.

Assuntos: Alimentação

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