Cólica na gravidez: causas, sintomas e quando se preocupar

Escrito por
Em 06.09.18

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Em qualquer momento da gestação, a cólica é sempre um sinal de alerta para a futura mamãe. Embora em muitos casos não haja motivo para preocupação, é importante descobrir as causas da cólica na gravidez e sempre relatar ao seu médico.

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Carregar um bebê crescendo na barriga é uma experiência que mexe com todo o corpo. Por isso, alguns incômodos são absolutamente normais, entre eles algumas cólicas. Mas, então, o que é normal e o que não é? E como saber a diferença? Siga a leitura que vamos explicar direitinho.

Causas

  • Infecção urinária: a infecção do trato urinário é bastante associada à cólica na gravidez, sendo, muitas vezes, seu único sintoma.
  • Desenvolvimento fetal: no início da gravidez, as cólicas são bastante comuns porque o desenvolvimento do feto estimula as fibras do útero.
  • Relações sexuais: sentir cólicas após uma relação sexual é bastante comum na gestação, pois o sêmen contém substâncias que estimulam o útero.
  • Exercícios físicos: alguns exercícios podem estimular o útero e provocar cólicas. Nunca pratique exercícios sem orientação na gestação, pois alguns são, inclusive, proibidos exatamente por poderem levar ao aborto espontâneo.

A ginecologista Carla Muniz Pinto de Carvalho explica que há vários fatores que podem levar a cólicas na gestação: “a causa mais comum é o próprio desenvolvimento e crescimento fetal que estimulam as fibras uterinas, causando uma cólica de fraca intensidade, muito comum no início da gestação”.

Sintomas

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Além da cólica em si, outros sintomas podem surgir, como dor lombar e náuseas, por exemplo. É importante prestar bastante atenção aos sintomas, pois eles podem indicar mais precisamente as causas da cólica.

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  • Dor no baixo ventre
  • Endurecimento da barriga
  • Contração
  • Dor lombar
  • Náuseas

Carla sublinha que, quando a gestante tem cólica, ela percebe uma dor localizada no baixo ventre e que é intermitente, ou seja, vai e volta. Às vezes, pode ser acompanhada de endurecimento da barriga, que nada mais é que a contração das fibras uterinas. O endurecimento da barriga é mais comum no terceiro trimestre, pois tratam-se das contrações de treinamento para o parto.

Tratamento

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Com cólica na gravidez não se brinca. Por isso, não hesite em procurar o médico se sentir que alguma coisa está errada. Carla concorda e frisa que a gestante deve sempre procurar o médico que faz seu pré-natal, ou seja, o médico obstetra.

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O tratamento para a cólica na gravidez irá depender da causa, ou seja, o motivo que a está provocando. Baseado nisso, o médico irá avaliar e optar pela melhor forma de tratar.

  • Analgésicos: se a causa da cólica for, por exemplo, o desenvolvimento fetal ou algo simples, pode ser tratado com analgésico para dor, como o paracetamol, que, aliás, é o mais seguro na gestação, segundo Carla.
  • Antibióticos: se a causa da cólica for infecção urinária, o médico irá prescrever um antibiótico seguro na gestação.
  • Outros medicamentos: se a cólica for causa de parto prematuro, deve ser tratada com drogas que o inibam, impedindo que o feto nasça antes do tempo e tenha complicações pulmonares.

Cólica no início da gravidez

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É normal a mulher sentir cólicas no início da gestação e, via de regra, não há motivo para preocupação. O aumento do hormônio progesterona e todas as mudanças pelas quais o corpo está passando pode fazer com que sintam-se cólicas semelhantes à chegada da menstruação.

A cólica é, muitas vezes, o primeiro sinal da gravidez. É comum sentir uma leve cólica quando o óvulo fertilizado é implantado na parede uterina. Depois, o crescimento do útero no primeiro trimestre também pode levar a cólicas. Muitas gestantes sentem cólicas suaves e intermitentes nas 16 primeiras semanas.

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O segundo trimestre da gestação é o período menos provável de aparecerem cólicas, pois é quando a mulher costuma se sentir mais disposta. O crescimento inicial do útero já aconteceu e os incômodos do final da gestação ainda não chegaram.

De acordo com Carla, no primeiro trimestre de gravidez, a cólica costuma indicar crescimento e distensão do útero e/ou infecção do trato urinário. Porém, a possibilidade de abortamento não é descartada caso a dor seja acompanhada de sangramentos. Nesses casos, mantenha a calma e procure um atendimento imediato.

Cólica no final da gravidez

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Quando as cólicas ocorrem no final da gravidez, podem estar associadas a diferentes causas. Normalmente, são causadas por infecção urinária, trabalho de parto prematuro, contrações de treinamento ou o trabalho de parto em si.

No terceiro trimestre as cólicas podem estar associadas a um trabalho de parto prematuro, quando elas ocorrem antes de 37 semanas de gestação.

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Podem ser também as contrações de treinamento, “quando o útero tem contrações para posicionar o feto para o nascimento, chamadas contrações de Braxton Hicks”.

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“E pode acontecer esta cólica quando a gestante entra em trabalho de parto, e esta se caracteriza por endurecimento da barriga e por apresentar ritmo; inicialmente ocorre cada 3 horas, depois 2 horas, uma hora, e quando ocorrer a cada 20/30 minutos, a mãe encontra-se em trabalho de parto e deve se dirigir à maternidade”, explica Carla.

O importante é respirar fundo nos momentos de cólica e manter a tranquilidade. Geralmente, elas não caracterizam alerta de risco, mas procure um médico para que você possa dormir tranquila à noite.

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