Colar de âmbar funciona mesmo? Médica esclarece dúvidas

Objeto tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias naturais e vem sendo muito usado em bebês na fase de dentição

Escrito por Mariana Bueno

Foto: Reprodução / Marlowe Ruth

O âmbar é uma resina fóssil encontrada principalmente na região do Mar Báltico e que vem sendo cada vez mais usado por suas propriedades medicinais quando está em contato com a pele.

A prática já era muito comum na Europa. Mas, recentemente, quando a modelo brasileira Gisele Büdnchen colocou o colar de âmbar em sua filha mais nova, o tema repercutiu e muitas mães e pais brasileiros passaram a conhecer o colar e a usá-lo em seus bebês.

No entanto, de acordo com a pediatra Marcia Yamamura, não há estudos científicos conduzidos que comprovem o seu real efeito e também nenhum efeito colateral. “O colar de âmbar, por causa de suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias naturais, está sendo amplamente utilizado para aliviar o desconforto na erupção dos dentinhos nos bebês. Mas, quando falamos sobre bebês e tudo que se refere a eles, devemos sempre ter muita cautela”, afirma a médica.

Os benefícios do colar de âmbar

Foto: Reprodução / Danielle Penha

Os principais benefícios seriam proporcionados pelo o ácido succínico, que está presente no âmbar e é liberado quando a resina entra em contato com a pele. São eles:

  • Fortalece o sistema imunológico;
  • Melhora o sistema nervoso;
  • Tem propriedades anti-inflamatórias;
  • Atua como um relaxante muscular.

Por essas vantagens, muitas mães e pais optam pelo uso do colar de âmbar nos filhos durante a fase de dentição, acreditando que desta forma o bebê irá sentir menos os incômodos comuns nesse período. No entanto, a Associação Brasileira de Odontopediatria não recomenda o uso, especialmente por causa do risco de asfixia.

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Cuidados com o colar de âmbar

Foto: Reprodução / Marlowe Ruth

Um dos principais cuidados tem a ver com o risco de estrangulamentos. Segundo a pediatra Marcia Yamamura, não é recomendado o uso de nenhum tipo de colar ou cordão em bebês. “O uso do colar de âmbar deve ser sempre monitorado e em tempo integral, o que na prática torna-se impossível. O bebê pode arrancar ou arrebentar acidentalmente, ingerir as pedrinhas ou mesmo estrangular-se caso o cordão fique preso em algum lugar”, alerta Marcia.

Uma alternativa seria utilizar o âmbar em pulseiras e tornozeleiras. “Mas, mesmo assim, o risco do bebê arrebentar o colar e colocar o objeto à boca existe”, diz a médica.

Caso o bebê vá realmente usar, a profissional lista algumas dicas importantes:

  • Retirar o colar para dormir;
  • Verificar constantemente se o cordão está em bom estado, pois, caso esteja desgastado, a chance de romper é maior;
  • Checar sempre o fecho, que deve ser de rosquear;
  • Ter atenção para eventuais alergias que o colar possa ocasionar na região do pescoço;
  • Caso o bebê se sinta incomodado ao colocar, retire imediatamente. Há crianças e adultos que não suportam colares.

Atenção na hora da compra

Foto: iStock

O valor do colar varia de acordo com o tipo do âmbar: quanto mais polido e lapidado, mais caro. Em média, ele custa entre R$ 65 e R$ 90.

É importante também verificar a autenticidade do produto, pois há imitações de plástico, vidro e outros materiais. Uma forma de testar é encostando no produto, já que o âmbar é morno, enquanto as imitações costumam ser mais frias que a pele.

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Se já tiver comprado, é possível colocar uma gota de álcool ou acetona e observar se isso gera alguma mudança. Caso altere a cor ou fique mais pegajosa, não é original.

Relatos de quem já usou

Muitas mães, satisfeitas com o resultado do uso do colar em seus bebês, têm compartilhado na internet sobre a experiência, como forma de esclarecer dúvidas de outras pessoas. Veja algumas:

Nossa experiência com o colar de âmbar, por Rê Dourado

A youtuber conta que começou com a pulseira, por insegurança, mas acabou mudando para o colar, e fala de como foi o resultado com seu filho, que nunca teve febre ou diarreia por causa do nascimento dos dentes, além de ter tido um sono mais tranquilo.

O que é âmbar – minha experiência com o colar, por Michelle Souza

Michelle diz que o colar influenciou muito na vida do filho e que pretende, inclusive, usar nela mesma e no marido, pois não notou nenhum incômodo e percebeu que os desconfortos foram reduzidos.

Nossa experiência com o colar de âmbar, por Flávia Rubim

Flávia esclareceu dúvidas a respeito do uso do colar em sua filha e disse que foi uma ajuda no processo de erupção dos dentes, pois sua bebê não teve febre nem outras reações fortes.

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A médica ressalta que, no caso do colar de âmbar, a crença se sobressai à falta de registros científicos, pois os pais e mães que usam afirmam que funciona. “E acreditar que o artefato funciona já é meio caminho andado”, finaliza.

Assuntos: Bebês

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