Nomes de bebê: ideias fofas para facilitar sua escolha

A escolha do nome do bebê pode levantar muitas dúvidas; saiba tudo que precisa ser considerado para não haver arrependimentos

Escrito por Gabriela Petrucci
Foto: Getty Images

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São vários os aspectos de uma gravidez que geram comoção entre familiares, amigos e até desconhecidos. Dos parabéns suscitados pela notícia aos preparativos de um chá de bebê, a escolha do nome da criança certamente é um dos tópicos que mais motivam a participação das pessoas ao redor da mamãe em formação.

Por mais que todo mundo passe a vida inteira conhecendo novos nomes e dando seus pitacos nos registros alheios, é normal que o momento de nomear o próprio rebento traga consigo várias preocupações, afinal parte-se da premissa que a criança será chamada daquela forma pelo resto da vida.

Com tamanha responsabilidade em mãos, casais que não têm nomes específicos em mente acabam conhecendo um novo caminho para trilhar durante a gravidez. A pesquisa de significados, a consideração de tradições familiares, a preocupação com possíveis apelidos e a elaboração de listas de predileções acabam sendo companhias constantes para os novos papais.

Para não deixar nada passar batido e encontrar o melhor nome para o seu filho, confira algumas ideias de nomes, dicas e considerações que podem te inspirar e prevenir arrependimentos!

Nomes populares para meninas e meninos

Nomes mais comuns, compostos ou mais curtos podem ser boas opções para a sua lista de possibilidades. Confira a seguir algumas listas de nomes encantadores que podem acabar no registro do seu bebê!

Nomes clássicos: são interessantes por se manterem bonitos por muito tempo, nunca deixando de ser uma opção legal, pois estão além dos nomes da moda e já se consagraram por muitos anos.

Imagem: Dicas de Mulher

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Nomes curtos: são ideais para quem quer que o filho tenha mais praticidade e facilidade ao precisar usar o nome. Será fácil de ler, escrever, memorizar, enfim, um nome bacana e curtinho para não dar trabalho à criança.

Imagem: Dicas de Mulher

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Nomes compostos: juntar dois nomes que se harmonizam entre si é praticamente uma tradição e muitos nomes compostos são clássicos que nunca sairão de “moda”.

Imagem: Dicas de Mulher

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Nomes em homenagem à entes queridos

Seja a alguém querido, a um membro admirável da família ou para manter alguma tradição e dar continuidade a um nome, homenagear pessoas próximas é uma decisão muito comum e até admirável. Contudo, é importante que tanto a mãe quanto o pai da criança estejam de acordo com a escolha e, no caso de homenageados de mais idade, também vale ponderar se o nome não poderia parecer muito anacrônico, o que implicaria que a criança passasse a ser chamada por apelidos ou sufixos, como Júnior ou Neto, por exemplo.

No Brasil, os últimos nomes que fazem referência ao homenageado geralmente são masculinos, mas isso não significa que mulheres também não possam receber esse tipo de honraria. Embora não seja usual, é possível registrar a criança também com sufixos como Neta ou Segunda, além da possibilidade de apenas utilizar o nome da homenageada como nome do meio ou para formar uma composição diferente.

No caso de homenagens a pessoas mais idosas, pode-se ter a impressão de que alguns nomes não sejam adequados ou combinem com crianças. Segundo a linguista especialista em onomástica e antroponímia Gleyce Ramos Bastos, isto se deve a mudanças culturais que são naturais e também provocam “mudanças na língua e, por consequência, o sistema de nomes acompanha essas transformações”. É por isso que, “atualmente, no geral, não se atribui nomes típicos de gerações muito anteriores às crianças”, explica.

Nomes de famosos e figuras históricas

Foto: Getty Images

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Figuras históricas, celebridades, músicos e esportistas. Um pouco distante da homenagem, a referência a pessoas públicas também é uma opção frequente dos papais que desejam ver em seus filhos características de seus heróis ou mesmo reafirmar sua admiração pelo homenageado.

Entretanto, esse costume, que, conforme lembra Bastos, já é bastante antigo, traz consigo algumas ressalvas: existe alguma chance de você deixar de gostar do trabalho do homenageado ou de ser decepcionada por ele? E se seu filho, quando for mais velho, não se identificar com o seu gosto?

Se mesmo considerando esses fatores você ainda estiver disposta a prestar esse tipo de homenagem ao nomear seu bebê, algumas das opções abaixo podem te interessar:

Para meninas:

  • Anita: revolucionária catarinense casada com Giuseppe Garibaldi, um dos líderes da Guerra dos Farrapos, e conhecida como a “Heroína de dois mundos”; ou referência à Malfatti, pintora modernista brasileira;
  • Elis: referência a Elis Regina, importante intérprete de MPB, falecida em 1982;
  • Isabel: Princesa do Brasil responsável por assinar a Lei Áurea, que aboliu a escravidão em 1888;
  • Leila: a atriz Leila Diniz se tornou referência de liberação feminina nos anos 1960 e faleceu em 1972;
  • Lígia: referência a Lígia Maria Moraes, pivô da seleção brasileira de basquete feminino, falecida em 2015.

Para meninos:

  • Ayrton: referência ao piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, falecido em 1994;
  • Raul: referência ao cantor e compositor brasileiro Raul Seixas, falecido em 1989;
  • Oscar: um dos maiores nomes da arquitetura brasileira, Niemeyer faleceu em 2012;
  • Vinicius: poeta, compositor e importante diplomata brasileiro, Vinicius de Moraes faleceu em 1980.

Nomes que remetem às preferências dos pais

Foto: Getty Images

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Ao contrário do que se pode imaginar, os pais não têm o direito que registrar seus filhos com qualquer nome que queiram. A advogada Suelen Fernanda de Souza explica que “por força de lei (6.015/73), os oficiais cartorários intervêm quando o nome dado ao filho pelos pais é constrangedor ou vexatório”.

Por isso, embora não haja critérios definidos para que um nome seja rejeitado, o ideal é que a norma padrão da língua portuguesa seja respeitada e, em caso de nomes estrangeiros, é importante conferir seu significado, além de, possivelmente ser necessário provar que esse realmente pertence a outra cultura, “distinguindo-o do nome vergonhoso ou estranho, visando resguardar os direitos do portador de que não seja alvo de constrangimentos futuramente”, detalha Souza.

Com esses detalhes observados, também é interessante pensar em algumas outras possibilidades: nomes que estão “na moda” podem fazer com que a criança tenha outras três xarás na turma da escola e, por isso, seja chamado apenas pelo sobrenome. Você quer que seu filho seja conhecido dessa forma? Combinar nomes, seja para formar um composto ou para criar um novo a partir da junção, pode gerar uma sonoridade estranha ou deixar a escrita longa demais.

Nomes com significados marcantes

Foto: Getty Images

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Cada vez mais menos lembrados, os significados dos nomes também podem fazer parte do processo de escolha, mas “hoje, na prática, isso não tem absolutamente nenhuma relevância para a vida de quem quer que seja, a não ser por uma questão de curiosidade, ligada ao que se costuma chamar de cultura livresca”, afirma a especialista Gleyce.

É interessante saber, porém que muitos dos nomes comuns da língua portuguesa — bem como suas demais palavras — são derivações do latim, idioma em que era costumeiro que nomes próprios fossem inspirados em outras palavras comuns, trazendo então um “significado que expressava alguma característica que os pais viam ou desejavam na criança”, explica a linguista.

Para os casais que carregam consigo a curiosidade de saber mais sobre o nome que será dado à criança, hoje em dia é muito mais fácil realizar essa pesquisa. Diversos sites da internet disponibilizam explicações bastante completas para milhares de nomes e, além dos aplicativos já citados, também há várias opções que contam com grandes listas de nomes e seus respectivos significados, como O nome do meu bebê, gratuito para sistema Android.

Outra maneira possível de priorizar o significado do nome do bebê é optando pela numerologia, que parte do princípio de que cada letra pode ser representada por um número de um a nove e sua soma revela um pouco da personalidade de cada pessoa. A numeróloga Anah Maria Libório conta que “cada número tem incontáveis qualidades e também dificuldades. As letras que faltam no nome são qualidades que a pessoa não tem, ou aspectos em que tem dificuldade”.

Na numerologia, a data de nascimento também ajuda a significar, por isso o ideal seria que o nome fosse escolhido apenas no dia em que o bebê nasce, porque “se o nome for compatível com a energia do dia, a vida dessa criança será muito mais harmônica e ela vai definir com muito mais facilidade a sua futura carreira profissional”, explica Anah Maria.

Caso você tenha interesse pela numerologia, mas não queira esperar até o dia do nascimento para escolher o nome do seu filho, a numeróloga diz que uma possibilidade é conversar com um profissional e, combinando o nome que mais te agrada ao sobrenome que a criança terá, sejam estudadas algumas grafias possíveis para cada dia do mês previsto para a chegada do bebê.

Nomes bíblicos ou mitológicos

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Assim como, na antiguidade, era comum dar aos filhos nomes derivados de palavras comuns, homenagear divindades, santos católicos e outros personagens bíblicos também era frequente.

Conforme já explicado por Gleyce, essa prática também se deve ao desejo dos pais em reconhecerem em seus filhos características dessas figuras importantes e, no que diz respeito à tradição judaico-cristã, geralmente esses nomes estão associados a atitudes de força, amor, perseverança, esperança e, sobretudo, de fé.

Se você gosta da ideia de nomear seu filho com essas simbologias, mas não se identifica com a cultura judaico-cristã, uma boa opção pode ser recorrer a mitologias que também contem personagens importantes que tenham tido histórias que representam as mesmas qualidades. Veja alguns exemplos:

Para meninas:

  • Ana: na Bíblia cristã, depois de ter orado a Deus, Ana deu a luz ao profeta Samuel mesmo sendo estéril. O nome significa “graciosa”;
  • Brigite: da mitologia celta, uma deusa guerreira conhecida também com a “Senhora da Inspiração”, por estar relacionada às artes e a fertilidade. O nome também significa “luminosa”;
  • Aurora: deusa grega do amanhecer, trazia consigo o sol e o orvalho em uma carruagem. O nome pode significar tanto “o raiar o dia” quanto “a que brilha como ouro”;
  • Cíntia: um dos nomes dados à deusa grega Artêmis, considerada a protetora dos nascimentos e deusa da caça. O nome Cíntia é derivado do monte Cinto, onde nasceram Artêmis e seu irmão gêmeo Apolo;
  • Diana: equivalente romana de Artêmis, Diana é a deusa da lua, das florestas e da caça. O nome significa “divina”;
  • Ester: o título de um dos livros da Bíblia cristã vem da rainha da Pérsia Ester, que salvou o povo judeu do extermínio. O nome significa “estrela” e é uma das variações possíveis para Estela;
  • Gaia: da mitologia grega, Gaia era a deusa da Terra ou deusa-mãe. O nome significa “Terra”;
  • Helena: filha do deus grego Zeus, Helena era casada com o Rei de Esparta Menelau e foi sequestrada por Páris, o que deu início a Guerra de Troia. O nome significa “luminosa”;
  • Ísis: deusa egípcia da maternidade e da lua, Ísis era considerada uma amiga dos escravos, pescadores e oprimidos. O nome significa “deusa suprema”;
  • Kali: uma das representações de Parvati, esposa do deus hindu Shiva, Kali é considerada poderosa para acabar com todo mal. Além disso, o nome também pode significar “menina bonita” para os havaianos.

Para meninos:

  • Adônis: na mitologia grega, Adônis era um rapaz bonito que despertou o interesse das deusas Perséfone e Afrodite, gerando o conflito que deu início à sucessão das estações do ano. O nome significa “deus da caça”;
  • Aquiles: herói da Guerra de Troia na mitologia grega, Aquiles foi banhado por sua mãe no rio Estige e se tornou invencível, exceto pela única parte que não foi banhada: seu seu calcanhar. O significado do nome é “sofrimento da nação”;
  • Davi: na Bíblia cristã, Davi é responsável pela morte do gigante Golias e, posteriormente, tornou-se o rei mais querido de Israel. O nome significa “amado”;
  • Ícaro: na mitologia grega, Ícaro e seu pai Dédalo foram presos pelo rei Minos e, para fugir, criaram asas de cera para voar, mas o menino acabou morrendo ao desobedecer o pai e se aproximar do sol, que derreteu as asas. O nome significa “seguidor”;
  • Hélio: na mitologia grega, Hélio era o deus que atravessava o céu em uma carruagem puxada por quatro cavalos para trazer o sol. O significado do nome é apenas “sol”;
  • Heitor: príncipe de Troia e um grande herói da mitológica Guerra de Troia, Heitor foi derrotado apenas por Aquiles. O nome significa “aquele que guarda”;
  • Lear: deus do mar na mitologia celta, o nome Lear significa “abrigo”;
  • Thor: filho de Odin na mitologia nórdica, Thor era o deus do trovão, da força e da guerra. O nome significa “trovão”;
  • Samuel: dois livros da Bíblia cristã levam o nome do filho de Ana, que se tornou juiz e ungiu Saul como primeiro rei de Israel. Seu significado é “Deus ouve”;
  • Ulisses: além de sua participação na Guerra de Troia, Ulisses é considerado um herói por conta de sua jornada de volta para casa, em Ítaca, onde encontrou sua esposa Penélope sendo cortejada por diversos homens, os quais matou com a ajuda de seu filho Telêmaco. O nome significa “irritar”.

Nomes unissex para meninas e meninos

Para as mamães que optam por não saber o sexo da criança até o nascimento, mas não aguentam esperar para escolher o nome, algumas opções unissex também são válidas.

  • Ariel
  • Darci
  • Dominique
  • Joseli
  • Lucimar
  • Mel
  • Nair
  • Sasha
  • Yuri

Aplicativos para a busca dos nomes

Para famílias que adoram tecnologias, hoje em dia é possível contar com a ajuda de aplicativos de smartphone que ajudam a nomear a criança. Dentre as inúmeras opções disponíveis, destacam-se o Baby Names para Android, que conta com uma lista de mais de 30 mil opções de nomes com seus respectivos significados e taxas de popularidade no mundo todo.

Já para o sistema iOS, o Kick To Pick é a alternativa que mais chama atenção: sua proposta é de deixar que o próprio bebê, ainda na barriga, escolha seu nome ao chutar a barriga da mamãe para eliminar itens de uma lista, que pode ser filtrada por sexo ou montada pelos pais. Entretanto, nenhum dos dois apps possui versão brasileira disponível.

Independente de aplicativos, listas ou da certeza de um único nome, a maior verdade sobre esse processo de escolha é que são vários os fatores que devem ser considerados pelo bem da criança.

O que você deve considerar na escolha do nome

Foto: Getty Images

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Apaixonar-se por mais de uma opção, nutrir dúvidas e desejar que a criança tenha um nome único e marcante é absolutamente normal. Contudo, é importante pensar no que seu filho vai achar do próprio nome quando tiver mais idade e, muitas vezes, é melhor optar pela facilidade. Antes de bater o martelo, faça um exercício de imaginação e pense em quantas vezes, ao longo da vida, seu filho se apresentará, repetirá o próprio nome e precisará informá-lo para fazer cadastros, por exemplo. Feito isso, avalie:

  1. Grafia: segundo a especialista em onomástica e antroponímia Gleyce Ramos Bastos, as escritas diferenciadas, que fogem à norma padrão da língua portuguesa, são em geral uma consequência da “nossa dependência econômica e cultural em relação, sobretudo, aos Estados Unidos, grande potência ocidental cuja língua oficial é o inglês. Tudo que vem de fora, inclusive os nomes próprios, parecem aos brasileiros mais sofisticado, melhor”, explica. Por isso, vale a pena refletir sobre quantas vezes seu filho precisará soletrar o próprio nome e se isso será um incômodo para ele.
  2. Nesse sentido, também é válido pensar na facilidade ou dificuldade que a criança terá em aprender a escrever o próprio nome.

  3. Iniciais: relacionada aos apelidos vexatórios causados em decorrência de nomes estranhos ou de pronúncias comprometedoras para a língua portuguesa, as iniciais são muitas vezes esquecidas. No entanto, a combinação das primeiras letras do nome completo da criança, pode não passar despercebida dos colegas da escola, que podem enxergar nelas uma nova palavra que seja alvo de brincadeiras.
  4. Essa preocupação também pode se estender a vida profissional do seu filho, que pode vir a trabalhar em algum lugar que faça uso de rubricas em documentos e até mesmo para registro de e-mails, que podem precisar de alternativas ao nome caso esse não esteja mais disponível no sistema.

  5. Sonoridade: desde a conciliação entre nome e sobrenome até a própria pronúncia, é importante prezar pela clareza e ter em mente que por muitos anos você precisará chamar a criança pelo nome e, por vezes, gritar por ela. Você consegue fazê-lo com facilidade, sem se atrapalhar?
  6. No caso de nomes estrangeiros ou compostos, o cuidado deve ser redobrado, de modo que a pronúncia não dê margem a interpretações ambíguas ou a criação de palavras indesejadas. “Certa vez li um estudo clássico sobre a questão dos nomes próprios no Brasil, em que o autor contava que um pai de sobrenome Silva quis prestar uma homenagem a duas famosas atrizes hollywoodianas da década de 1940 — Eva Gardner e Gina Lollobrigida — e deu à sua filha o nome de sonoridade esquisita e até imoral de Eva Gina da Silva”, conta Gleyce Ramos Bastos, concluindo que o segredo para evitar confusões como essa é apostar no bom-senso.

  7. Febre: assim como acontece com as roupas, os nomes também vivem um fluxo de tendências. Influenciados por personagens de filmes e novelas, pelo nascimento de filhos de famosos e até pela morte de figuras públicas importantes, os nomes sofrem picos de registros em determinadas épocas, o que acaba formando uma nova de geração de crianças-xarás.
  8. O grande porém dos nomes da moda é que as chances do seu filho acabar conhecido apenas pelo sobrenome na escola são muito grandes e, se você está realmente apaixonada pelo nome escolhido, pode ser que você não goste muito da ideia de ouvir outras pessoas chamando-o de outra forma. Outro fator significativo a ser levado em conta é que a criança também pode não gostar de ser sempre tratada pelo nome dos pais.

  9. Xarás: diferente dos xarás gerados pela febre dos nomes, nesta categoria a dica é pesquisar para saber se há outras pessoas registradas com a combinação de nomes que você pretende dar ao seu filho. A intenção não é que a criança seja a única do mundo, mas sim previni-la de possíveis aborrecimentos futuros, como ser alvo de brincadeiras ou até prejudicada em seleções de emprego caso haja indivíduos negativamente icônicos — criminosos, por exemplo — com o mesmo nome da criança.

Como registrar o filho no cartório

Foto: Getty Images

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Depois de você já ter escolhido como se chamará seu bebê, o próximo passo é tornar oficial o nome pelo qual todos vão se referir a ele dali em diante. Para isso, é necessário se dirigir a um Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais da mesma região da residência dos pais ou da Maternidade. Via de regra, a Lei 6.016/1973 estabelece 15 dias após o nascimento como prazo para o registro, mas o prazo pode ser prorrogado para até três meses e meio, e mesmo depois de vencida a data, é possível realizar o procedimento no Cartório da jurisdição de sua residência.

Infelizmente, ainda há milhares de brasileiros que atingem um ano de idade ou mais sem terem sido registrados, principalmente em municípios mais precários, muitas vezes por culpa da falta de informação. É importante lembrar que o primeiro registro é gratuito em todo o Brasil e é essencial para a criança que ela seja registrada tão logo quanto possível, afinal é um direito dela e uma questão de cidadania, sendo um procedimento bastante simples, que pode ser realizado pelo pai ou pela mãe.

Além disso, os únicos documentos exigidos, a princípio, são a Declaração de Nascido Vivo (DNV) e os documentos de identidade dos pais — além da certidão de casamento, no caso de pais casados. Se a mãe for solteira, ela mesma pode ir cartório e fornecer o nome do pai, sendo o suficiente para que se inicie uma investigação de paternidade.

É possível mudar de nome?

Apesar de ser fácil e rápido registrar sua criança, lembre-se: cuidado com a sua escolha, para não correr o risco de acabar causando problemas a seu filho por anos! Segundo a advogada Suelen Fernanda de Souza, para que seja possível uma alteração posterior do nome, é preciso a autorização do Poder Judiciário, que primeiro deverá ouvir o Ministério Público sobre o caso. Ademais, os pedidos devem ser bem fundamentados e só serão acatados se for comprovado seu caráter vexatório. “Legalmente, não há recomendações gerais aos pais para a escolha do prenome dos filhos”, explica Souza, “deve-se cuidar apenas para que o prenome não cause complicações ou constrangimentos ao portador”. No caso de um erro na hora da nomeação, o procedimento é menos complexo: poder ser realizado pelo próprio oficial cartorário, depois de ouvido o Ministério Público.

Agora que você já possui todas as informações necessárias para tomar essa grande decisão, analise os nomes com bastante consciência e boa escolha!

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