Camisinha feminina – dispa-se de preconceitos e se proteja

Saiba tudo sobre esse método contraceptivo e ganhe mais uma aliada contra as DSTs

Escrito por Daniela Azevedo

Foto: Thinkstock

A independência feminina espalhou-se para várias áreas da vida. Depois de conquistar respeito e espaço no mercado de trabalho, na política e na sociedade em geral, agora a mulher também pode ser independente na hora de escolher o seu método contraceptivo.

Pouco usada e cercada de tabus, a camisinha feminina tem a mesma eficácia que a masculina na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e de uma gravidez indesejada, mas mesmo jogando no time das mulheres, ainda existe um preconceito que torna a adesão ao método baixa, desconhecida e até ignorada. Neste artigo, vamos tentar acabar com a ideia distorcida que ainda existe sobre a camisinha feminina, mostrando que ela pode ser mais uma grande aliada para uma vida sexual ativa, tranquila e segura.

Quantas mulheres já não chegaram na hora H e optaram por desistir da relação sexual ao constatar que o parceiro havia esquecido o preservativo? E quantas são aquelas que vão em frente e preferem se arriscar porque o parceiro simplesmente não gosta de usar camisinha? É neste aspecto que a camisinha feminina proporciona maior autonomia para as mulheres, deixando-as protegidas e à vontade para aproveitar o momento de prazer sem se preocupar com consequências desastrosas.

A camisinha feminina foi lançada no Brasil em dezembro de 1997 e quase quinze anos depois, grande parte das mulheres não teve sequer a curiosidade de saber como ela funciona. Os motivos vão desde o fato de achar que essa responsabilidade é do homem, passando pela vergonha de adquiri-la no ponto de venda, até o preço, que costuma ser mais alto em comparação com a camisinha masculina.

Há quem diga que ela seja desconfortável, de manuseio difícil e nada atraente do ponto de vista estético e a falta de divulgação de suas vantagens por parte dos órgãos públicos e dos próprios fabricantes favorece a baixa aceitação do público.

Ela é feita de borracha nitrílica ou poliuretano, material mais resistente que o látex do preservativo masculino, o que a torna menos propensa a se romper ou rasgar, impedindo que os vírus do HIV e da hepatite B penetrem o material e protegendo quase tão bem quanto o diafragma na prevenção de gravidez.

Funciona como uma espécie de bolsa que se ajusta à vagina. Seu tamanho é maior que a camisinha masculina, possui 15 cm de comprimento e 8 cm de diâmetro. Seu formato é cilíndrico, com um anel flexível que é introduzido próximo ao colo do útero na extremidade interna e um anel um pouco maior na externa, que fica disposta fora da vagina revestindo a região dos grandes lábios e protegendo do contado com a pele do pênis e secreções. Por ser bastante lubrificada, não causa desconforto quando manuseada corretamente.

Em comparação com a camisinha masculina é mais resistente, menos espessa, inodora, hipoalergênica, pode ser utilizada durante a menstruação e elimina o argumento de que colocar a camisinha “corta o clima”, já que pode ser introduzida até oito horas antes da relação sexual. Sua porcentagem de falha pode chegar até a 21%, enquanto as camisinhas masculinas chegam a 18%.

Qualquer mulher pode utilizar a camisinha feminina sem contra-indicações, porém, como todo método sexual, alguns cuidados devem ser tomados como certificar-se de ter colocado corretamente, não utilizar ao mesmo tempo em que utiliza a camisinha masculina, ter cuidado na hora de manusear para não rasgar com a unha e não reutilizar, descartando-a imediatamente após o uso.

O preço da camisinha feminina pode variar de R$7,50 a R$10,00 a unidade em farmácias, lojas de conveniência, sex shops e supermercados, mas também podem ser retiradas gratuitamente em postos de saúde.

Agora que você já conhece mais um método para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e gravidez, cabe a você testar e encontrar o método que lhe proporcione mais conforto e satisfação, pois a única coisa que não vale na hora do sexo é deixar de se cuidar.

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