Tudo sobre candidíase

Conheça as causas, sintomas e saiba como deve ser o tratamento para o problema

Por Deborah Busko
Atualizado em 28/11/2013 11:16

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A candidíase é uma infecção provocada por um fungo, a Candida albicans. Assim como outros fungos, ela existe normalmente em equilíbrio no organismo da mulher. O problema aparece quando ela se prolifera mais do que deveria em algumas situações.

A baixa resistência é o principal fator de risco para que os fungos se multipliquem de modo exagerado. A candidíase não é considerada uma DST, pois o agente causador já está presente no corpo, mas pode ser transmitida ao parceiro pela relação sexual.

Outro exemplo que favorece o surgimento da infecção é o uso repetido ou prolongado de antibióticos, que mata as bactérias danosas ao organismo, mas também atinge as bactérias consideradas “boas”, responsáveis pela defesa do nosso organismo, e desequilibra a região.

Como o fungo causador da candidíase é bastante resistente, ele sobrevive aos antibióticos e passa a se multiplicar descontroladamente. Baixa imunidade, estresse e má alimentação podem causar essa multiplicação.

Outras situações que aumentam as chances do desequilíbrio da flora vaginal são o uso de anticoncepcionais com alta concentração hormonal, uso de absorventes diários, roupas muito justas, calcinhas de tecidos sintéticos e ficar com o biquíni molhado por muito tempo.

Sintomas

O resultado dessa grande proliferação do fungo é uma secreção branca, pastosa e sem cheiro, que provoca coceira intensa, irritação e pequenas feridas. Outros sintomas da candidíase podem ser dor ao urinar e nas relações sexuais.

Tratamento

O tratamento para candidíase é feito com medicação via oral e local. Existem cremes para uso intravaginal, aplicadas diariamente por cerca de 10 dias. O processo é desconfortável e pode causar ainda mais ardência no momento da aplicação do produto dentro da vagina, mas os sintomas da candidíase tendem a sumir em poucos dias.

No entanto, a infecção pode voltar. É a chamada candidíase de repetição, quando o problema é tratado, mas logo se repete. Nesse caso, o ideal é procurar um imunologista para identificar as possíveis causas da infecção. Quando as crises são muito frequentes, a mulher pode diminuir as idas ao banheiro para evitar a ardência na vagina, mas isso pode provocar infecção urinária e reduzir ainda mais as defesas naturais do organismo.

Como evitar

  • Depois de urinar, enxugue-se delicadamente;
  • Evite calcinhas em tecido de fibra sintética ou outros materiais que permitam pouca ventilação, prefira as de algodão;
  • Procure fazer a higiene da vagina com sabonetes íntimos, que respeitam o pH diferenciado da região da vagina;
  • Evite usar duchas e outras substâncias químicas na área vaginal, como bolinhas perfumadas de banho ou sprays de higiene;
  • Depois do banho de mar ou piscina, troque de roupa imediatamente;
  • Evite dietas ricas em açúcar e acrescente iogurte ao cardápio;
  • Evite, se possível, o uso frequente ou prolongado de antibióticos orais.