Sexo depois da gravidez

Como lidar com o desafio de retomar a vida sexual com o mesmo prazer de antes da chegada do bebê

Por Deborah Busko
Atualizado em 13/03/2013 18:56

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Retomar a vida sexual depois do nascimento do bebê nem sempre é uma tarefa fácil para o casal, principalmente para a mulher. A nova fase traz muitas novidades, mas também muitos dilemas. Entre eles, o de lidar com a situação de assumir o papel de mãe sem deixar a relação esfriar.

Os médicos, geralmente, recomendam esperar de 30 a 40 dias após o parto para retomar a vida sexual, tempo que o organismo feminino leva para se recuperar, independentemente de ter sido feito um parto vaginal ou uma cesárea.

Mesmo se estiver se sentindo bem antes desse período, vá com calma. O sexo depois da gravidez não deixa de ser como uma primeira vez. Além disso, depois do parto os níveis hormonais tendem a diminuir, fazendo com que a mucosa vaginal fique menos lubrificada.

Portanto, é normal sentir certo desconforto nas primeiras relações. Se sentir dor, pare. Com o retorno da menstruação, os hormônios se estabilizam e a lubrificação volta ao normal.

O tecido vaginal e a musculatura ao seu redor são elásticos, ou seja, estão preparados para permitir a passagem do bebê e depois voltarem ao estado anterior. Porém, para a recuperação após um parto normal, a mulher deve investir em exercícios para fortalecer os músculos da vagina. O ginecologista pode indicar alguns deles.

Quando é necessário um espaço maior para a saída do bebê durante o parto, é feito um corte entre a vagina e o ânus, chamado de episiotomia. O tecido é costurado e os pontos cicatrizam em 30 dias, tempo que equivale ao do resguardo. Se houver relação nos primeiros dias após o parto, há sim o risco de os pontos se romperem.

Em caso de cesárea, é preciso esperar a cicatrização do corte para voltar a fazer sexo. A restrição é necessária porque existe o risco de o corte infeccionar.

O que muda no sexo pós-parto?

Fisiologicamente, depois do período de resguardo e da recuperação do organismo da mulher, o sexo volta a ser prazeroso do começo ao fim. No entanto, a libido do casal – agora mãe e pai – pode ser alterada pela nova rotina e pelo choro do bebê.

Lembre-se de que ficar de resguardo não significa interromper as carícias. Na reta final da gravidez, quando a barriga já está bem grande e pode dificultar os movimentos na hora do sexo, buscar prazer em novos pontos do próprio corpo e no do parceiro ajudar a manter o contato entre o casal.

A mesma dica vale para o sexo pós-parto. O sexo oral e a masturbação mútua podem ser alternativas para incrementar o sexo. Ainda que não haja penetração, os beijos, abraços e a troca de carícias já fazem o ato valer a pena. Nessa hora, a criatividade também conta.

O ideal é investir em momentos mais quentes quando o bebê estiver dormindo. Mas como os pequenos são imprevisíveis, ele pode resolver chorar bem na hora H e acabar com o clima. Se isso acontecer, resolvam o problema da criança e voltem de onde pararam.

O importante é que tanto a mulher como o homem entendam que para preservar a vida a dois, é preciso ter boas doses de compreensão. Ter a capacidade de se colocar no lugar do outro também faz parte do relacionamento. Afinal, que os dois precisarão de um tempo de adaptação para assumir completamente o papel de mãe e pai.