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Sexo depois da gravidez: especialista esclarece 10 dúvidas importantes

Como lidar com o desafio de retomar a vida sexual com o mesmo prazer de antes da chegada do bebê

em 29/06/2014

Foto: Thinkstock

Após nove meses de espera, um bebê chega para mudar de vez a vida de um casal! Aliás, não importa se a mulher e o homem são pais de primeira, segunda ou múltiplas viagens, a verdade é que o nascimento de um filho tem o poder de afetar (e bastante) a rotina deles.

Além das questões práticas relacionadas ao dia a dia – por exemplo, cuidados que eles terão que dedicar ao novo membro da família; compras e mudanças que têm que fazer na decoração da casa etc. –, o nascimento de um bebê também altera, inevitavelmente, o comportamento dos pais.

Um bebê exige atenção, principalmente da mãe – que está amamentando –, praticamente o dia todo. Com isso, é comum que, muitas vezes, a mulher acabe se esquecendo de cuidar dela mesma e deixe “um pouco de lado” o relacionamento com o seu parceiro.

Mas, claro, isso não deve acontecer. O nascimento de um bebê deve ser sempre motivo de alegria em uma família e deve servir para fortalecer ainda mais o amor e o companheirismo entre um casal.

E como amor está também intimamente ligado a sexo, é fundamental que homem e mulher lembrem-se que devem, sim, retomar a vida sexual assim que possível após o nascimento do bebê.

Porém, para isso, claro, é preciso liberação médica… Mas, afinal, depois de quanto tempo a mulher pode voltar a fazer sexo? Tudo volta a ser normal entre o casal após o nascimento de um bebê? Dúvidas como estas são bem frequentes.

Pensando nisso, abaixo você confere a resposta para estas e outras dúvidas referentes ao sexo depois da gravidez. Vale a pena conferir!

10 perguntas e respostas relacionadas ao sexo depois da gravidez

Foto: Thinkstock

1. Quanto tempo após o parto a mulher pode retomar sua vida sexual?

Esta é provavelmente a maior dúvida entre os casais. Keila Oliveira, psicóloga, sexóloga e terapeuta sexual, destaca que é sempre o médico quem determina qual o melhor período de abstinência.

Mas, de forma geral, após 30 a 40 dias depois do parto, a mulher já está liberada para voltar a ter sua rotina sexual normal.

2. Por que a mulher precisa ficar sem sexo após o nascimento do bebê?

Essa deve ser uma fase de recuperação para a mulher, fisicamente falando. Isso porque antes desse período – de 30 a 40 dias depois do parto – o interior do útero ainda estará se refazendo das mudanças ocasionadas pela gravidez.

Vale destacar que nessa fase, a penetração, além de ser bastante dolorosa, aumenta o risco de a mulher desenvolver algum tipo de infecção no útero.

3. O que fazer para que o relacionamento do casal não “esfrie” nessa fase de abstinência?

O fato de o casal não poder ter relações sexuais por um período de 30 a 40 dias não significa, de forma alguma, que o relacionamento vá (ou deva) esfriar por causa disso.

Até porque o casal não está impedido de trocar carícias e carinhos… Muito pelo contrário, o contato físico e, também, o contato sentimental entre homem e mulher devem ser fortalecidos nessa nova fase de vida (agora que contam com mais um membro na família).

4. No caso do parto normal, a recuperação costuma ser mais demorada?

O tempo de espera é geralmente o mesmo, de 30 a 40 dias, sempre de acordo com orientação médica.

Algumas vezes, porém, esse tipo de parto exige demais da musculatura vaginal e, em consequência, ocorre redução do tônus muscular na região. Dessa forma, o médico poderá recomendar a prática de exercícios locais – o que ajudará a mulher a retomar a vida sexual com o mesmo prazer de antes.

5. Durante o período de abstinência sexual pós-parto pode ocorrer sexo oral?

Não há contraindicações para o sexo oral. Esse inclusive pode ser uma boa alternativa para que o casal mantenha o “desejo aceso” nesse período.

6. É normal que a mulher se sinta cansada e não queira fazer sexo (mesmo após a liberação médica para o ato sexual)?

Com certeza o nascimento de um bebê muda completamente a rotina da mulher, mas será que isso significa, necessariamente, que ela se sentirá tão cansada a ponto de não ter disposição para o sexo?

Keila Oliveira explica que, geralmente, após o parto, a mulher passa a ter muitas outras atribuições que até então, enquanto gestante, não tinha, como, por exemplo:

  • períodos de sono mais curtos e desregulados;
  • tempo para amamentar;
  • cuidados com a saúde do bebê;
  • cuidados com a higiene do bebê etc.

“Todos esses cuidados inerentes a um novo ser vivo, totalmente indefeso e desprovido de um sistema imunológico avançado e resistente, requer muita atenção e, consequentemente, causam um cansaço maior”, diz.

“Todos esses fatores juntos – cansaço, sono irregular, amamentação – geralmente deixam a mulher menos propensa ao desejo sexual e à disponibilidade para fazer sexo”, destaca a terapeuta sexual.

É papel do homem, portanto, nesse momento, ser paciente e colaborar com a rotina do bebê. As responsabilidades devem ser partilhadas entre pai e mãe de forma equilibrada, afinal o filho é de ambos. Isso contribuirá para a melhor disposição da mulher para o sexo.

7. O nascimento do bebê pode ainda mudar o comportamento da mulher em relação a seu parceiro?

Keila Oliveira destaca que algumas mulheres não se sentem necessariamente muito cansadas fisicamente, mas podem entrar em um estado de “enamoramento do bebê” tão intenso, acabando por negligenciar os cuidados com o marido. “Por vezes, alguns homens podem se sentir rejeitados em detrimento da devoção e atenção que a mãe passa a dar ao bebê. E esse é um fator que pode estar relacionado com as questões sexuais do casal”, destaca a profissional.

8. É normal que o casal tenha problemas no relacionamento após o nascimento do bebê?

Levando em conta algumas das questões citadas acima, pode surgir mais uma dúvida: será que todo casal passa por problemas de relacionamento após o nascimento de um bebê?

Mas, claro, a resposta é “não”. “Todos nós somos seres humanos muito distintos, temos reações diferentes para cada situação na vida. Cada casal reage diferentemente quando a família começa a aumentar. Em relação ao sexo as coisas também não poderiam ser diferentes. Há casais que passam a ter uma vida sexual normal depois da gestação, outros entram em crise e passam a ter problemas sexuais e alguns poucos melhoram consideravelmente suas atividades”, destaca Keila Oliveira.

Ainda de acordo com a sexóloga, o importante é que o casal consiga manter um diálogo aberto, sincero. “É fundamental que homem e mulher possam permanecer empáticos com essa nova situação”, diz.

Não é raro encontrar casais que entram em crise após o nascimento dos filhos, pois se sentem mais inseguros, menos acolhidos, enciumados com um “terceiro” que passa a fazer parte dessa relação. “Não é difícil acontecer casos em que o homem passa a se sentir negligenciado e deixado de escanteio quanto a mulher fica maravilhada com este bebê que acabou de nascer. Nada mais natural, ainda mais quando a criança foi muito desejada”, comenta a terapeuta sexual.

“Porém, ser suficientemente maduro ajuda o casal a permanecer mais unido e enfrentar esta nova fase com discernimento e compreensão”, destaca Keila.

9. Como agir caso o parceiro não demonstre interesse em fazer sexo?

Alguns homens sentem receio em fazer sexo tanto com uma mulher gestante, como após o nascimento do bebê (mesmo com a liberação do médico para isso).

De acordo com Keila Oliveira, muitas vezes isso não tem relação estreita com as mudanças fisiológicas pelas quais a mulher passa. “E, sim, muito mais com as próprias questões emocionais particulares de cada homem. Saber conversar e tentar entrar em um consenso sempre é o melhor caminho”, destaca.

Ainda de acordo com a sexóloga, uma dica importante para que esse tipo de receio não ocorra por parte do homem é incentivá-lo a participar desde sempre de todo o processo gestacional. “Consultas pré-natais, bem como ultrassonografias, ajudam o homem a assimilar e compreender melhor cada etapa. Acabar com os medos e as angústias, além de também favorecer que o ‘papai’ esteja incluído neste processo e não seja colocado ‘de escanteio’”, destaca.

10. O que fazer se o bebê chorar na hora do sexo?

O ideal é investir em momentos mais quentes exatamente quando o bebê estiver dormindo. Mas como os pequenos são imprevisíveis, ele pode resolver chorar bem na “hora H”… Mas isso não é motivo para desespero! Resolvam o problema da criança e voltem para o ponto de onde pararam.

Dúvidas sobre sexo durante a gravidez

Foto: Thinkstock

Há muitas dúvidas também em relação ao sexo durante a gravidez. A questão mais comum, com certeza, ainda é: a mulher grávida pode mesmo fazer sexo?

Keila Oliveira explica que, desde que a gestação seja saudável e não passe por nenhum comprometimento (como nos casos de gravidez de risco, placenta baixa ou iminência de um parto precoce), o sexo é recomendado. “Mas isso sempre quem determina é o médico que acompanha a gestante no pré-natal”, destaca.

A terapeuta sexual acrescenta que o sexo durante a gravidez deixa o casal mais próximo, faz bem para a saúde – exatamente por isso é tão recomendado.

Ainda de acordo com Keila, algumas mulheres até relatam sentirem mais disposição e prazer durante a gestação. “Alguns médicos inclusive recomendam uma atividade sexual mais intensa nas últimas semanas de gestação quando há o desejo de que o parto seja normal, pois o sexo deixa a mulher mais propensa a ter um trabalho de parto mais tranquilo”, explica a terapeuta sexual.

Como agir caso o parceiro não demonstre interesse em fazer sexo?

Keila Oliveira comenta que alguns homens não se sentem propensos a transar com mulheres na fase “do barrigão”. “O espírito materno fica em evidência e alguns homens não sabem separar muito bem esses papéis de mulher e de mãe. Mas são questões pessoais de caráter muito inconsciente”, diz.

Abaixo a terapeuta sexual dá algumas dicas para ajudar nesses casos:

  • O casal deve manter um diálogo aberto, empático, com respeito e aceitação de ambas as partes.
  • Mais uma vez é importante que este parceiro participe de todo o processo gestacional, possa estar presente em todas as consultas e exames.
  • É interessante que o casal tente encontrar um espaço para ler bastante sobre esse período (gestação) – que pode ser complicado, mas também pode ser muito lindo e repleto de satisfações.
  • O casal deve levar em conta que pode dispor de outras opções sexuais que não apenas o sexo com penetração. Pode-se acrescentar neste cardápio: sexo oral, anal, carícias. O namoro do casal não precisa ser comprometido se ambos entenderem que sexo vai além da penetração.
  • Achar posições menos incômodas, principalmente no terceiro trimestre de gravidez, é um bom caminho.
  • Criatividade e companheirismo são pontos fundamentais nessa fase da vida do casal.

“É importante que os dois reconheçam que eles jogam no mesmo time e não em times diferentes! Ter um bebê é algo rico e muda a vida de muitas pessoas, mas é preciso ser sábio e paciente para que essas mudanças sejam sempre para melhor”, finaliza a terapeuta sexual Keila Oliveira.

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