Febre em bebê: um guia completo para tirar todas as suas dúvidas

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Em 18.07.19

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Febre em bebê é uma das coisas que mais deixam os cuidadores apreensivos e ansiosos. Mas a preocupação é comum e estima-se que 20% a 30% das consultas pediátricas têm a febre como queixa principal.

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Segundo a clínica geral Marcia Bahia (CRM-MG 65221), a febre é caracterizada por temperatura axilar acima de 37,2°C (35,8°C ou 38°C, dependendo da referência) e/ou temperatura retal maior que 38°C. A medida retal é a mais precisa, por ter menos influência do meio externo, porém é menos prática e mais invasiva que a axilar.

Guia rápido sobre febre

  • A febre é um mecanismo fisiológico para combater uma infecção. A criança está com febre se a temperatura axilar está maior que 37,2°C e retal maior que 38°C.
  • A causa mais comum de febre é infecção ou inflamação. Na maioria das vezes é passageiro. Tende a desaparecer sozinha sem precisar medicar.
  • Criança com febre fica com o rosto vermelho, coração acelerado, respiração rápida, sente frio e fica abatida. Outros sinais são irritabilidade, falta de apetite e até choro.
  • A medida da temperatura retal é a mais eficaz, porém é menos prática e pode incomodar mais o bebê.
  • Mantenha a criança hidratada e em repouso. Vista-a com roupas leves e mantenha o ambiente ventilado. Dê um banho morno e não use álcool na água, pode causar alergia.
  • Bebê com febre pode dormir. A criança com febre em geral está mais indisposta e o sono é comum.
  • Vacinas podem causar febre, mas ela costuma ser passageira e pode ser tratada com antitérmicos para conforto da criança.
  • Em geral a febre associada com a erupção dentária é baixa e sem complicações.

Fique atenta a esses casos emergenciais:

  • Recém-nascidos de até 28 dias têm indicação clara de internação e investigação imediata da causa da febre.
  • Em qualquer criança, febre acima de 39,4°C ou temperatura axilar abaixo de 36°C. Quando a febre dura mais que 3 dias, indica possível agente infeccioso bacteriano.

Procure um(a) médico(a) imediatamente se o bebê apresentar outros sintomas, como pescoço rígido, dor de cabeça, dor de garganta e dor de ouvido severa, erupção cutânea inexplicada, vômito repetido e diarreia.

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Como identificar a febre em bebês

Dicas de Mulher

Pode-se definir febre como a temperatura axilar acima de 37,2°C, ou retal acima de 38°C, sendo que no 3° mês de vida o limite da medição retal atinge 38,2°C. A melhor maneira de identificar a febre em bebês é a medida da temperatura axilar ou retal. No entanto, outros sinais e sintomas podem indicar o estado febril, como irritabilidade, sonolência fora do normal e até choro. Vale ressaltar, contudo, que a febre pode aparecer como um sintoma isolado, sem necessariamente deixar a criança prostrada ou irritada.

A temperatura retal é considerada a mais precisa para aferir a temperatura interna do organismo. Para medir, introduza o termômetro no reto a 5 cm no bebê por dois minutos. A temperatura axilar que, embora não seja tão precisa como a retal, satisfaz plenamente para propósitos clínicos. Para medir, enxugar a axila (se houver sudorese), colocar o termômetro na axila e manter o braço firmemente apertado no tórax por quatro minutos. Em dias muito quentes, fazer a leitura imediatamente após a retirada do termômetro.

  • +41:​ febre muito alta, em geral associada a um quadro de infecção bacteriana, roséola e outras doenças que necessitam de um cuidado mais próximo ou até internação da criança, pelo risco de desidratação e outras complicações.
  • 39,5 – 41: febre.
  • 37,5 – 39,5: ​hipertermia (ocorre em situações de excesso de agasalho, excesso de calor ambiental e até em alguns casos específicos de desidratação).
  • 36 – 37,5: ​temperatura normal.
  • – 35: hipotermia

Causas

  • Causa infecciosa bacteriana: é a causa mais comum de febre em bebês. Caracteriza-se por febre de mais de 39,4°C, especialmente acompanhada de tremores de frio.
  • Causa infecciosa viral: essa causa é mais prevalente do que a bacteriana. Este tipo de febre pode durar até 3 dias sem risco, pois o adenovírus causa febre um pouco mais prolongada.
  • Causa por doença reumatológica: uma causa rara.
  • Após tomar vacina: essa febre é passageira por ser uma resposta imune do bebê à vacina.
  • Causa por lesão na pele: os bebês também podem desenvolver febres após uma lesão na pele. Isso geralmente significa que há uma infecção.

A febre é um sintoma de uma doença, não uma doença em si. Geralmente as crianças têm febre quando o sistema imunológico está combatendo uma infecção.

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Sintomas

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A médica Marcia Bahia diz que o sintoma que define febre em bebês é essencialmente o aumento de temperatura. Outros sinais e sintomas, contudo, podem também estar presentes e indicar a etiologia da febre e suas consequências. Confira abaixo:

  • Sintomas gripais apontam para uma possível infecção de vias aéreas.
  • Diarreia e vômitos indicam alterações do trato digestivo.
  • Rigidez de nuca presente em alguns casos de meningite.

Em relação às alterações fisiológicas do organismo em resposta à febre, o bebê pode apresentar taquipneia (aumento da frequência de respirações), taquicardia (aumento da frequência dos batimentos cardíacos) e sinais de desidratação (urina muito concentrada, baixa de apetite, sonolência, etc).

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Casos de emergência

Alguns pais temem que as febres sejam perigosas, mas quase nunca são. Mesmo assim, existem casos em que a febre pode ser um alerta grave para o bebê. Leia abaixo os casos mais comuns:

  • Febre em recém-nascidos (até 28 dias) – indicação clara de internação e investigação imediata da causa da febre.
  • Febre acima de 39,4°C ou temperatura axilar abaixo de 36°C.
  • Quando o bebê apresenta-se toxêmico, que significa irritabilidade alternada com sonolência, apatia, letargia, anorexia, gemência, baixa disposição e fraqueza.
  • Quando a febre dura mais que 3 dias, indicando possível agente infeccioso bacteriano.

É imprescindível procurar assistência médica em qualquer um desses casos. Chame um médico ou vá imediatamente para um hospital.

Tratamentos

  • Banho: pode-se recorrer a banhos mornos de imersão por 10 a 20 minutos, deixando-se a água esfriar lentamente, ou fricção delicada com esponja umedecida em água morna, fazendo-se essa fricção em partes sucessivas do corpo num total de 20 a 30 minutos.
  • Hidratação: estimular a criança a tomar líquidos, principalmente água.
  • Retirada de agasalhos: utilizar roupas leves, manter o ambiente ventilado. Nas horas mais agradáveis do dia, a criança pode ficar ao ar livre, sem exposição direta ao sol.

Vale destacar que a água fria pode causar calafrios e tremores que, além do desconforto, aumentam a temperatura. Não coloque a criança febril com convulsão na banheira nem adicionar álcool na água. O álcool pode ser absorvido pela pele e causar toxicidade sistêmica e, por isso, nunca deve ser utilizado.

Perguntas frequentes

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Pensando nas dúvidas mais frequentes de mães, pais e cuidadores em relação a febre em bebês, entrevistamos a clínica geral Marcia Bahia (CRM-MG 65221). Leia a entrevista abaixo:

1. Qual a gravidade de um bebê com febre?

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É importante salientar que a causa mais comum de febre em bebês acima de 1 mês é viral, a famosa “virose”, que é tratada com medidas e medicamentos que aliviam os sintomas, sendo o próprio corpo do bebê o responsável pela cura da doença. Bebês com febre que apresentam os sinais de alerta descritos acima devem ser encaminhados ao serviço médico para avaliação da etiologia da febre e para realização de exames complementares necessários.

2. Bebê com febre pode dormir? Por quê?

Pode! A criança com febre em geral está mais indisposta e o sono é comum. Deve-se ficar atento a temperatura da criança, porém em casos não graves, nem sempre é necessário acordar o bebê para dar o antitérmico. O maior medo em relação ao sono é sobre a convulsão febril, mas, como dito acima, ocorre em casos específicos e, se um bebê já passou por uma febre acima de 38,7°C e não convulsionou, dificilmente ele apresentará essa alteração.

3. Vacinas podem causar febre nos bebês? Se sim, o que devo fazer?

Podem. As vacinas são pequenos “pedaços” modificados do vírus ou bactéria que geram uma resposta imune no bebê e o deixa capaz de combater essas infecções, caso ele tenha contato com elas algum dia, porém sem gerar a doença em si. Em geral a febre é passageira e sem complicações e pode ser tratada com antitérmicos para conforto da criança.

4. Febre em bebês pode indicar dente nascendo? Se sim, o que devo fazer?

Pode. Estudos mostram que há associação entre febre e dente nascendo, porém em geral essa febre é baixa e melhor acurada pela temperatura retal. Sendo febre um sintoma isolado, junto ao nascimento dos dentes, pode-se tratar o bebê normalmente com antitérmicos, para conforto da criança. Em geral a febre associada com a erupção dentária é baixa e sem complicações.

5. O que fazer se um bebê de 6 meses tiver febre? E de 1 ano?

Crianças de 3 a 36 meses apresentam basicamente as mesmas etiologias infecciosas que cursam com febre, sendo as virais as principais. O passo inicial é sempre tentar confirmar a febre, medindo a temperatura da criança, e medicá-la para conforto. É importante também manter a criança hidratada e oferecer alimentos que ela aceite, mas sem forçar (falta de apetite é comum). Febres de origem viral duram no máximo 3 dias e quase sempre são acompanhadas de um quadro mais leve, sem complicações. Quando a febre ultrapassa 3 dias e/ou a criança tem sinais de alerta, uma investigação mais minuciosa deve ser realizada. É importante que as crianças sempre sejam avaliadas por um médico, para garantia de quadro leve, com avaliação dos sinais vitais e predição de complicações, ou para identificação de quadro grave que necessita de tratamento mais específico. A conduta em relação à febre em bebês depende de vários fatores, como exposição da criança a alguém doente, estado vacinal do bebê, estado imunológico do bebê, resposta à infecção, capacidade de se manter hidratada, entre outros. Nesse ponto, é importante que uma criança com febre nessa faixa etária seja sempre avaliada por um médico.

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6. Fale um pouco sobre as consequências da febre, como desidratação e convulsão febril.

A desidratação ocorre com frequência em bebês com febre e deve ser prevenida com a hidratação oral adequada ou mesmo hidratação venosa, quando necessário.

A convulsão febril é um quadro raro, geralmente associado à febre de instalação súbita com temperatura acima de 38,7ºC, em crianças de 6 meses a 3 anos e geneticamente predispostas. Sabe-se que a convulsão febril não acarretam risco de lesão cerebral nos bebês, apesar de ser um evento indesejável.

Como vimos durante o texto, febre significa que o sistema imunológico está trabalhando duro para combater uma infecção. Os cuidadores podem confortar o bebê e tratar os sintomas com as sugestões de tratamento que demos acima. E o mais importante, não medicar sem consultar um médico. Procure seu/sua pediatra, ele é o profissional que saberá melhor te orientar.

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