7 coisas que você nunca deve fazer com sua vagina

Lavar em excesso, querer mascarar o odor e utilizar produtos “alternativos” são hábitos que devem ficar no passado

Escrito por Raquel Praconi Pinzon

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A vulva e a vagina são órgãos extremamente sensíveis – e não estamos falando isso apenas pela infinidade de terminações nervosas presentes no clitóris, responsável por grande parte do prazer feminino.

Além dessa sensibilidade, nossa região genital também é suscetível à ação de produtos cosméticos, à presença de micro-organismos de outras partes do corpo e a muitos outros agentes aparentemente inocentes, como a água.

Isso acontece porque a vulva e a vagina são recobertas por uma mucosa muito fina e delicada, e a barreira de proteção que ela oferece pode ser facilmente rompida por hábitos inadequados. Conheça 7 dessas práticas que você deve deixar para trás para preservar a saúde da sua região genital:

1. Usar absorvente todos os dias

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Os chamados “absorventes diários” foram desenvolvidos para conter o fluxo no início e no final do período menstrual e não devem ser utilizado todos os dias. Esse hábito aumenta a temperatura e a umidade da região genital, transformando sua vulva e vagina em um ambiente muito convidativo para a proliferação de micro-organismos causadores de doenças.

Caso seja absolutamente necessário usar absorventes todos os dias, é recomendável trocá-los a cada quatro horas. Contudo, o ideal mesmo é permitir que sua vagina respire mais livremente.

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2. Fazer duchas vaginais

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Muitas mulheres imaginam que fazer uma ducha no interior da vagina seja um bom hábito de higiene, mas isso não é verdade. Ao fazer essa limpeza excessiva, o resultado pode ser um grande desequilíbrio na flora vaginal: as bactérias benéficas são eliminadas, dando espaço para a multiplicação de organismos causadores de doenças.

Inclusive, alguns ginecologistas afirmam que a ducha vaginal aumenta o risco da doença pélvica inflamatória e da vaginose bacteriana. Dessa forma, a melhor maneira de higienizar a região genital é lavá-la apenas externamente com água e sabonete neutro.

3. Achar que o odor natural é desagradável

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Toda vagina tem um odor característico e isso é completamente normal para um órgão cheio de glândulas secretoras. Tentar eliminar esse odor natural com o uso de desodorantes, sabonetes íntimos ou absorventes perfumados pode acabar causando uma irritação na região vaginal.

Você só deve se preocupar se, de repente, sua vagina apresentar um odor mais forte do que o habitual e se ele estiver acompanhado por coceira, ardência ou corrimento diferente da secreção normal à qual você está acostumada.

4. Passar o papel higiênico de trás para frente

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Uma das maiores ameaças à saúde da vagina se localiza bem próximo a ela: as bactérias do ânus. Embora esses micro-organismos não causem maiores problemas na região anal, eles podem causar infecções sérias nos genitais.

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Por isso, ao se limpar depois de urinar ou defecar, é importante sempre utilizar o papel higiênico a partir da vagina e em direção ao ânus, e não ao contrário, evitando carregar bactérias fecais para a vulva.

5. Fazer vaporização vaginal

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Uma prática que tem se tornado popular é a vaporização da vagina. Essa técnica envolve o uso de assentos especiais ou bacias contendo água muito quente e algumas plantas, de forma que o vapor seja direcionado ao canal vaginal com o objetivo de “fazer uma limpeza no útero”.

O problema é que, como a mulher não utiliza roupas íntimas durante essa prática, a vagina fica exposta a vapores em temperaturas passíveis de causar queimaduras ou irritações. Além disso, o útero não precisa passar por “limpezas” – mais um motivo pelo qual a técnica é bastante contestada pelos ginecologistas.

6. Usar vaselina como lubrificante

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A vaselina e outros produtos que contenham petrolatos em sua composição não devem ser utilizados como lubrificantes íntimos, pois eles podem causar irritações e infecções e danificar o látex do preservativo, prejudicando a proteção.

Além da vaselina, não é indicado utilizar cremes, sabonetes, manteiga, óleos vegetais ou minerais e outros produtos que não tenham sido desenvolvidos exclusivamente para a região genital. O melhor mesmo é recorrer a um lubrificante à base de água, que não reage com a camisinha e é hipoalergênico.

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7. Utilizar alimentos diretamente na vulva na relação sexual

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É muito comum encontrar dicas sugerindo o uso de leite condensado, chantilly, caldas e outros produtos alimentícios como forma de inovar durante a relação sexual. Contudo, quando eles são aplicados na vulva ou transportados para a vagina com a penetração, seu alto conteúdo de açúcar pode prejudicar a flora vaginal, abrindo caminho para irritações e infecções.

Para garantir a saúde dos seus genitais, você pode optar por produtos com sabor desenvolvidos especialmente para essa região ou, então, utilizar os alimentos em outras partes do corpo.

Lembre-se de que a mucosa que recobre a vulva é muito fina e sensível, de forma que mesmo algo aparentemente inofensivo pode acabar causando prejuízos aos genitais. Caso você esteja sentindo algum tipo de coceira, ardência ou queimação ou note uma alteração no odor ou na secreção vaginal, é sempre recomendado procurar seu ginecologista o mais rápido possível.

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