Ardência na vagina: o que é e quais são as causas mais comuns

Escrito por
Em 27.07.20

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A ardência na vagina é uma queixa comum, de acordo com a ginecologista Fernanda Vaz (CRM-SC:18.840 – SC), com quem conversamos para saber mais sobre o assunto. Neste texto, ela esclarece os principais causadores da ardência, que podem ser alergias, assaduras, irritação da pele ou até mesmo infecções. Continue a leitura e confira!

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1. Alergias e assaduras

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A mulher precisa se observar para perceber em que momentos acontece a piora dos sintomas para correlacionar com situações que possam ser as causadoras da ardência. Alguns dos produtos que geralmente provocam essa reação são absorventes, certos tecidos da calcinha, papel higiênico, sabonetes ou até mesmo o tipo de amaciante usado para lavar as roupas, principalmente os mais perfumados.

Tratamento: ao identificar o que causa a reação, é necessário interromper o seu uso. Poderá ser orientada pelo ginecologista a utilizar medicamentos que aliviam os sintomas, como anti-alérgicos ou pomadas anti-inflamatórias.

2. Infecção vaginal

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A Candida sp é um fungo que habita a flora vaginal normalmente, porém, em algumas situações pode proliferar demasiadamente causando a candidíase, que provoca coceira, ardor, vermelhidão e um corrimento branco grumoso. É comum aparecer antes da menstruação e após a relação sexual, além de situações de grande estresse, uso de roupas muito justas entre outros.

Outras formas de infecção que causam ardor vaginal: vaginose bacteriana, que causa corrimento amarelado, cheiro fétido e queimação na vagina, e as infecções sexualmente transmissíveis como tricomoníase, gonorréia, herpes genital e clamídia.

Tratamento: nesses casos, o tratamento será voltado ao agente causador com antifúngicos, antivirais ou antibióticos específicos.

3. Vulvodínia

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Provoca ardência na vagina durante o contato íntimo, além de outros sintomas desconfortáveis como dor, irritação e vermelhidão. É uma doença crônica e recorrente. Sua etiologia ainda não está totalmente definida, mas parece ser provocada por disfunções do assoalho pélvico e hormonais.

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Tratamento: não existe um tratamento definitivo. Algumas opções incluem a aplicação de anestésicos tópicos, o uso de antidepressivos ou antiepilépticos que relaxem a musculatura. Além disso, está indicada a realização de psicoterapia ou o aconselhamento sexual.

4. Perdas urinárias

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A incontinência urinária e consequente contato da pele da região íntima com a urina acumulada na calcinha ou absorvente, pode gerar dermatite amoniacal (também é bem comum em crianças de fralda). Isso leva à inflamação da pele no local e ardência.

Tratamento: nesses casos, procure usar calcinhas feitas com tecido de fácil transpiração como algodão, evitar roupa apertada e fazer sempre uma boa higiene local. Além disso, existem técnicas de fisioterapia pélvica que podem auxiliar em casos mais leves a moderados, podendo algumas vezes ser necessário o tratamento cirúrgico.

5. Doenças da pele

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Alguns problemas dermatológicos também podem afetar a pele da vulva e mucosa vaginal. Com isso, é possível ocorrerem ferimentos e ardência. Líquen plano e líquen simples são os mais frequentes, principalmente em mulheres com mais de 40 anos.

Tratamento: é necessário uma consulta ginecológica para diagnóstico através do exame físico e biopsia para definir o tratamento adequado.

Fernanda ainda destaca que é comum também a ardência na vagina após a relação sexual, na maioria das vezes causada pelo excesso de atrito durante o ato, principalmente quando há diminuição da lubrificação vaginal, seja essa por fatores hormonais ou psicológicos, mas também por falta do estímulo sexual adequado antes da ocorrer a penetração. Existem casos, também, de alergia aos preservativos, principalmente os de látex ou até alergia ao sêmen.

Através da consulta ginecológica, conversa e exame físico, é possível chegar a uma causa e traçar um plano de tratamento. Gostou das informações? Aproveite e entenda os motivos da coceira vaginal e como evitá-la.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.