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Candidíase: conheça os tipos e saiba como tratar essa infecção

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    Estar com a saúde em dia é de extrema importância para que consigamos realizar as tarefas rotineiras. Quando exposto a fatores que desencadeiam determinados tipos de problema de saúde, o corpo tende a ficar enfraquecido e apresentar sintomas desagradáveis. Um desses problemas é a candidíase, infecção que costuma acometer as mulheres mas que também pode se desenvolver nos homens.

    Quem explica melhor o assunto é a médica ginecologista Paula Bortolai Martins Araujo (CRM: 127.101), do Instituto Paulista de Ginecologia Obstetrícia e Medicina da Reprodução. A seguir, leia sobre os tipos, sintomas, formas de transmissão, tratamento e prevenção da candidíase.

    O que é a candidíase

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    Segundo Araujo, “a candidíase é uma infecção causada por um fungo que está presente no organismo das mulheres em pequenas quantidades, sem causar nenhum sintoma. Entretanto, desequilíbrios como estresse, baixa imunidade, uso de antibióticos e outros fatores ambientais podem causar seu crescimento e, consequentemente, o surgimento da infecção”.

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    Este fungo, chamado Candida Albicans, normalmente se aloja na área genital feminina, mas pode ocasionar a infecção em outras áreas do corpo, como veremos abaixo:

    Tipos de candidíase

    • Candidíase vaginal: desenvolve-se em mulheres com o sistema imunológico debilitado ou com a flora vaginal desequilibrada;
    • Candidíase peniana: diabetes, sistema imunológico fraco e má higiene local são os principais fatores que desencadeiam a candidíase nos homens;
    • Candidíase na pele: conhecida como intertrigo candidiásico, é um tipo de infecção que pode surgir pelo atrito entre peles. Dessa forma, a combinação de calor e umidade propicia a proliferação das bactérias e fungos. Os locais mais comuns são: axilas, barriga, pescoço, parte interna das coxas, virilhas e sob as mamas;
    • Candidíase oral: também chamada de “sapinho”, acomete crianças, adultos, idosos e diabéticos. Normalmente é contraída por meio do contato com alguém que já a possui a infecção, provocando lesões brancas na língua ou na parte interna das bochechas.
    • Candidíase de esôfago: ou candidíase esofágica, é uma infecção que costuma atingir idosos e pessoas com baixa imunidade.

    Estar atenta aos sintomas da candidíase e identificá-la com antecedência é de extrema importância para o tratamento da mesma. Saiba mais sobre os sinais da infecção:

    Sintomas

    • Prurido, descamação e pequenas fissuras na pele e nas mucosas;
    • No caso da candidíase vaginal, coceira na área, dor, vermelhidão, corrimento branco espesso e formação de placas;
    • Os sintomas da candidíase peniana incluem feridas, ardência, inchaço, coceira, corrimento branco e forte odor;
    • Manchas brancas na língua e dentro da boca, dor, dificuldade para engolir alimentos, ardência e vermelhidão são os principais sintomas da candidíase oral;
    • Os sintomas da candidíase esofágica são náuseas e vômitos, perda do apetite e dor abdominal, no peito e ao engolir alimentos.

    Caso você perceba alguns dos sinais acima, é hora de procurar um médico que poderá diagnosticar precisamente a infecção.

    Transmissão da candidíase

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    Araujo esclarece que a candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível, uma vez que o fungo já existe na flora vaginal. Sendo assim, a transmissão se dá pelo contato com a pele lesionada ou com a secreção causada pela infecção.

    “A candidíase se desenvolve quando há um ambiente propício para o crescimento do fungo, principalmente quando o local é úmido e quente. A queda de micro-organismos protetores devido ao uso de antibióticos, infecções genitais e sistêmicas, diabetes, HIV, doenças crônicas e gestação também favorecem o surgimento da infecção”, completa.

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    Candidíase: como tratar

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    A candidíase pode ser tratada com medicamentos ou por meio de remédios caseiros. Ambos podem auxiliar na cura e prevenção da infecção. Saiba mais:

    Com medicamentos

    Existem diversos medicamentos para o tratamento adequado da candidíase. Pomadas antifúngicas e antimicóticos de uso local costumam ser os mais recomendados pelos médicos. Araujo indica os principais:

    • Fluconazol
    • Itraconazol
    • Tioconazol
    • Miconazol
    • Nistatina
    • Isoconazol
    • Clotrimazol
    • Cetoconazol
    • Ácido bórico
    • Estradiol
    • Promestrieno

    É importante ressaltar que tais remédios devem ser usados sob prescrição médica. A automedicação realizada para promover o alívio imediato dos sintomas da candidíase pode causar efeitos colaterais perigosos à saúde.

    Cuidar da imunidade e da flora vaginal

    A imunidade baixa e a flora vaginal em desequilíbrio são fatores que facilitam o desenvolvimento da candidíase. Fortalecer a imunidade por meio de alimentação adequada e dormir sem calcinha para impedir a proliferação de fungos são algumas medidas de combate à infecção.

    Banhos de assento

    Os banhos de assento fazem parte da ginecologia natural. Com chá de camomila ou bicarbonato de sódio são ideais para reduzir o prurido e a coceira vaginal, dando alívio imediato aos incômodos causados pela candidíase. Uma outra opção é diluir a violeta genciana em água para realizar o banho de assento.

    Evitar relações sexuais durante o tratamento

    Além dos tradicionais sintomas da candidíase, como irritação, coceira e vermelhidão na área vaginal, a mulher com a infecção pode sentir dores durante a relação sexual ou até mesmo contaminar o parceiro caso não haja o uso de preservativo. Por isso é recomendado que o tratamento seja feito por completo sem a prática de sexo.

    Agora que você já conhece as principais formas de tratamento da candidíase, com e sem medicamentos, confira a seguir os meios de prevenir a infecção.

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    Prevenção da candidíase

    Como diz o ditado, é melhor prevenir do que remediar. A candidíase é uma infecção comum na vida das mulheres, mas que pode ser evitada ao seguir algumas dicas simples:

    • Manter a região da vagina sempre seca e ventilada;
    • Evitar contato com lycra, renda, jeans e outros tecidos sintéticos;
    • Usar calcinhas de algodão;
    • Dormir sem calcinha;
    • Seguir uma alimentação saudável;
    • Usar camisinha durante as relações sexuais;
    • Evitar o uso contínuo de absorventes internos;
    • Não fumar, não beber e manter acompanhamento médico para controle de doenças crônicas.

    Como vimos até aqui, o sistema imunológico enfraquecido é uma das principais portas de entrada para o desenvolvimento da candidíase. Nesse caso, cuidar bem da saúde, seguir as dicas de prevenção acima e manter uma rotina de consultas com um médico(a) ginecologista são ações fundamentais para evitar a infecção e todos os desconfortos que ela traz. Durante a amamentação, pode surgir também a candidíase mamária.

    As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

    Jornalista (11783/PR), a típica taurina, apaixonada por leitura, escrita, cinema, cultura pop e chocolate.