Hidroquinona: os riscos valem a pena? Dermatologista avalia

A dermatologista Helena Zantut explica como funciona essa substância e aponta quais os riscos desse clareador de manchas

Por Carolina Werneck
hidroquinona 1 Hidroquinona: os riscos valem a pena? Dermatologista avalia

Foto: Thinkstock

Os cuidados com a pele, presentes na rotina da maioria das mulheres, incluem diversos tipos de cremes, ácidos, pomadas, hidratantes, regeneradores e antioxidantes. Todo o arsenal feminino serve para lidar com qualquer tipo de problema que possa ameaçar o imaculado tecido da pele, deixando-o lisinho e, de preferência, completamente uniforme. A hidroquinona é mais um desses produtos que prometem grandes milagres dermatológicos.

Usada para clarear manchas, a hidroquinona é assunto de debates acalorados entre seus defensores e seus inquisidores. A dermatologista Helena Zantut afirma que tanta discussão se deve ao fato de que o produto precisa ser utilizado da maneira correta, do contrário pode causar uma série de efeitos colaterais.

O que é a hidroquinona?

Helena explica que a hidroquinona é um composto orgânico aromático, “utilizado para clarear manchas escuras na pele”. Vendido sob diversas denominações, o produto funciona como uma substância despigmentante, ajudando a inibir a produção de melanina pelas células e bloqueando seu acúmulo. Essa função é o que dá o efeito de diminuição das manchas escuras, marcas de acne e até mesmo sardas.

Quais os efeitos colaterais do mau uso da hidroquinona?

Em primeiro lugar, a hidroquinona pode causar uma hipersensibilidade da pele ao contato da luz solar, o que significa que ela estará mais propícia a desenvolver novas manchas. Isso pode fazer com que o tratamento para uma área determinada acabe prejudicando outras.

Alguns pacientes relatam, durante o uso do medicamento, uma certa vermelhidão na pele, além de coceira e ressecamento. Helena diz que esses problemas só podem ser evitados por meio do uso correto do produto, sempre com a orientação de um profissional de dermatologia. “A hidroquinona tem que ser bem utilizada. É preciso começar com uma concentração bem leve e aumentar essa concentração aos poucos”, explica, “no verão, não é recomendado utilizar o produto, caso a paciente decida ir à praia, por exemplo”.

Devido à essas complicações e à sua possível ação carcinogênica (ainda não comprovada), o órgão regulador FDA nos EUA propôs a proibição da venda de hidroquinona nas farmácias.

Como evitar os efeitos colaterais da hidroquinona?

O acompanhamento médico é expressamente indicado para qualquer tipo de tratamento de saúde, mesmo os de uso tópico, como acontece com a hidroquinona. Consultar um profissional e dar a ele todas as informações necessárias a respeito do seu histórico clínico, antes de iniciar um tratamento novo, reduz as possibilidades de enfrentar problemas decorrentes de alergias e irritações, por exemplo.

Helena também ressalta a importância de seguir o tratamento de acordo com o que for designado pelo dermatologista. No caso da hidroquinona, “o ideal é usar à noite, sempre acompanhada de um protetor solar pela manhã, além de nunca utilizar o produto sem prescrição médica”.

Esse tipo de cuidado permite que seu organismo tire o melhor proveito do tratamento e não sofra com reações inesperadas, que podem ser dolorosas, deixarem marcas permanentes na sua pele e até mesmo trazer danos mais sérios para a saúde.

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Foto: Reprodução / Venda sob prescrição médica

Quanto custa a hidroquinona?

O preço do produto varia, uma vez que ele é vendido por diversos laboratórios, em concentrações variadas e com nomes diferentes. A faixa de preço fica entre os R$11,96 e os R$27,84, de acordo com pesquisa realizada em algumas farmácias. A hidroquinona também pode ser manipulada.

    Atenção! Não compre ou utilize este produto sem prescrição e acompanhamento médico.