Conheça o chip anticoncepcional

Entenda como funciona este novo método contraceptivo e conheça suas vantagens e desvantagens

Por Carolina Werneck
Atualizado em 05/09/2013 10:47
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Foto: Reprodução

Quando se trata de anticoncepcionais, há uma ampla gama de opções disponíveis no mercado. Das tradicionais pílulas, passando pela própria camisinha e pelas injeções – tomadas em períodos mais espaçados que as pílulas em si -, a mulher tem, hoje, diversas possibilidades de escolha para se proteger de uma gravidez indesejada.

A novidade no assunto é o chip anticoncepcional. O método, além de prevenir a gravidez, também seria capaz de regular os efeitos da TPM, cortar a ocorrência da menstruação, evitar grandes variações de peso e até mesmo regular o humor feminino.

O que é o chip anticoncepcional?

Implantado sob a pele das nádegas ou do braço da paciente, o chip não é mais que um pequeno tubo de silicone, com uma dose específica de hormônio. O pequeno aparelho é programado para liberar uma dose determinada deste hormônio na corrente sanguínea da paciente, todos os meses.

Quanto tempo dura o chip?

Uma vez que a quantidade de hormônio contida no chip varia de uma paciente para outra, conforme as necessidades da mulher e as determinações de seu médico, o chip tem duração prolongada, mas diferenciada de uma mulher para outra. Ele pode durar de um a três anos.

Que hormônio está contido no chip?

A combinação de hormônios também é diferente para cada mulher, e cabe ao médico definir que hormônios devem ser utilizados em cada caso, especificamente.

O chip anticoncepcional é uma tecnologia cara?

Há variações de preço para o implante do chip mas, em geral, ele sai por algum valor entre R$200,00 e R$800,00. O implante é simples e não costuma causar dor ou outros tipos de incômodo à paciente.

Quais as vantagens do método?

Uma vez que o chip é implantado, a paciente pode se desobrigar do uso contínuo da pílula, por exemplo, que é um transtorno para muitas mulheres. Dessa forma, inconvenientes – como esquecer de tomar o medicamento – são evitados.

Outro problema causado pela pílula e que não existe no caso do chip anticoncepcional é o mal estar. Como o aparelho libera apenas uma pequena dose de hormônio, a mulher não corre o risco de sentir náuseas, por exemplo.

O uso do chip tem influência direta na vida sexual feminina: ele aumenta a libido. Além disso, pode também combater as indesejadas celulites.

Problemas de saúde mais graves, como a síndrome dos ovários policísticos, a anemia, a endometriose e até a menopausa também podem ser tratados através do uso de chips, especialmente programados para tais fins. No entanto, é de suma importância que o implante seja realizado por um médico de sua confiança – de preferência seu ginecologista, que já conhece seu histórico e poderá fazer as recomendações necessárias para o seu caso.

Há efeitos colaterais?

Em alguns casos, a paciente pode sentir alguns efeitos colaterais até que o organismo se acostume ao chip. Esses efeitos variam entre dores de cabeça, nervosismo, alguns tipos de variação de humor e sensibilidade mamária. Embora esses efeitos sejam considerados normais, eles não são sentidos por todas as pacientes que fazem uso do método e podem, de fato, nem aparecer.

“O principal efeito colateral é o sangramento irregular que pode acontecer nos primeiros dias. Por ser uma dose muito baixa de hormônio, até que a mulher pare de menstruar, de fato, há pequenos sangramentos – que são normais e não significam que o chip não esteja fazendo efeito. Algumas vezes há a necessidade de entrar com algum tipo de medicação para controlar o problema, mas nada preocupante”, diz Alessandra Bedin, ginecologista do Hospital Albert Einstein. “Além disso, em mulheres que já têm certa tendência à acne, o chip pode acabar piorando um pouco o problema”, afirma.