Bem-estar

3 tipos de mamografia e quais as doenças que o exame detecta

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Atualizado em 21.06.22

A mamografia é um exame que pode detectar o câncer de mama e outras anormalidades, sendo extremamente necessário. Sendo assim, veja o que a mastologista e oncologista Dra. Maria Cristina Figueroa Magalhães (CRM 22643/PR), professora do curso de Medicina da PUCPR, comentou sobre o assunto.

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O que é a mamografia e para que serve

Segundo a oncologista, a mamografia é um exame de imagem das mamas feito por meio da emissão de raios-x. “Este exame tem por finalidade a detecção precoce de alterações nas mamas antes mesmo da manifestação clínica percebida pela paciente”.

A médica mencionou que o exame serve “para identificar lesões, nódulos, assimetrias e diagnosticar precocemente o câncer de mama”. Ou seja, o exame detecta tanto alterações benignas, quanto preditoras da doença.

Tipos de mamografia citadas pela médica

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A doutora elencou três tipos de mamografia mais comuns para rastreamento e diagnóstico do câncer de mama e outras alterações. Veja como funcionam:

  • Mamografia convencional: as imagens são obtidas por meio de raio-x, de forma analógica, e reveladas em um tipo de filme. Normalmente, o exame pode ser desconfortável, principalmente nos casos de mamas densas. De acordo com a médica “a sensibilidade da mamografia é inversamente correlacionada com a densidade mamária, especialmente com técnicas de filme mais antigas”;
  • Mamografia digital: Maria Cristina explicou que “a diferença entre a mamografia digital e a convencional é que após a radiografia, o aparelho digital transforma a radiação em um sinal elétrico e envia as imagens para um computador, gerando a tomossíntese digital de mama”;
  • Mamografia 3D: esse tipo permite que a mama seja visualizada por camadas e ângulos diferentes, dessa forma é possível ter um diagnóstico mais preciso. Segundo a oncologista, a mamografia é “muito indicada para mulheres de mamas densas (comum em pacientes jovens)”.

Agora que você já sabe os tipos de mamografia mais comuns, entenda quando é o momento certo para fazer o exame e se programe para agendar um horário.

Quando a mamografia é indicada

Segundo Maria Cristina, “a mamografia é indicada a partir dos 40 anos. Em alguns casos, mulheres de maior risco e/ou com forte histórico familiar, é necessário fazer os exames um pouco mais cedo, para prevenções e controle”.

Mas atenção, pois o exame não é recomendado para mulheres grávidas. A doutora alerta que “o método não deve ser utilizado isoladamente em mulheres jovens ou com mamas muito densas. Inclusive, atualmente é recomendado que o radiologista descreva o padrão de densidade da mama no laudo”.

Como funciona a mamografia

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Segundo a médica, o exame dura entre 10 à 15 minutos e deve ser feito anualmente após completar 40 anos. A mamografia envolve a exposição das mamas ao raio-x, que são transmitidos por meio dos tecidos mamários e espalhados para o tecido circundante.

“Os raios-x são atenuados com base nas características do tecido mamário e são absorvidos como imagens latentes no dispositivo de gravação. A imagem latente é processada e exibida para fins de diagnóstico”, explicou.

De acordo com Maria Cristina, é necessário obter duas incidências para a avaliação de rotina, que são a craniocaudal e a oblíqua médio-lateral, de cada mama.

“Na visão craniocaudal, a mama é levantada e posicionada na placa e a compressão é aplicada por cima. Na visualização oblíqua médio-lateral, a mama é comprimida e fotografada lateralmente em um ângulo oblíquo”, informou.

Contudo, a médica alerta que “o posicionamento adequado das mamas é fundamental para não excluir parte das mamas no campo de visão e não arriscar a visualização de um câncer”. Ela comentou que a compressão adequada é importante para obter mamografias de boa qualidade e o laudo oficial fica disponível de 3 a 10 dias.

A especialista informou que, normalmente o exame não é dolorido, mas pode ser desconfortável para algumas mulheres. “No dia do exame, não é recomendado o uso de produtos, como desodorante ou talco na região das mamas para não haver o risco de interferir nas imagens capturadas durante o exame”, lembrou.

Quanto custa a mamografia

De acordo com a Dra. Maria Cristina, o valor do exame varia de R$ 50 a R$ 180. Ela ressalta que, conforme orientações do Ministério da Saúde, as mulheres devem realizar mamografia após os 50 anos, a cada dois anos.

“Esta orientação é divergente à maior parte das recomendações das sociedades médicas que reforçam a importância deste exame a partir dos 40 anos, anualmente. O SUS prioriza a realização da mamografia para mulheres com idade entre 50 e 69 anos”, afirmou.

Mamografia X ultrassom de mamas

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Segundo a médica, a mamografia é um exame com emissão de baixa radiação e não causa danos à saúde da mulher. Além disso, “consegue identificar alterações, presenças de nódulos, lesões ou calcificações na mama. Ou seja, o exame consegue identificar até mesmo microcalcificações ou lesões mesmo antes de identificá-las por meio da palpação”.

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Agora o ultrassom de mamas não utiliza radiação, por isso não substitui a mamografia. “A ultrassonografia é comumente usada para acompanhamento diagnóstico de uma anormalidade observada na mamografia de rastreamento para esclarecer características de uma lesão potencial. Além disso, a ultrassonografia auxilia na diferenciação e caracterização de nódulos sólidos e lesões císticas”, explicou.

Em resumo, “tanto a mamografia, quanto o ultrassom de mamas são exames de imagens capazes de identificar alterações e anomalias na mama. Entretanto, a principal diferença entre a mamografia e o ultrassom de mamas está justamente na função e no que cada exame permite visualizar”. Ou seja, “pode-se dizer que ambos os exames são complementares e podem ser realizados juntos para um melhor acompanhamento”.

Vale ressaltar a importância do autoexame das mamas e ao perceber qualquer anormalidade, procure o médico imediatamente. Aproveite e saiba quais são os principais exames ginecológicos que a mulher precisa realizar e não deixe de cuidar da sua saúde!

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Formada em Letras e pós-graduada em Jornalismo Digital. Apaixonada por livros, plantas e animais. Ama viajar e pesquisar sobre outras culturas. Escreve sobre diversos assuntos, especialmente sobre saúde, bem-estar, beleza e comportamento.