8 coisas que você pode fazer para lutar pelo direito de igualdade entre os gêneros

Saiba como você pode ajudar a construir a igualdade entre homens e mulher e tornar o mundo um lugar mais justo para nossas filhas e netas

Escrito por Raquel Praconi Pinzon

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Por mais que as mulheres tenham conquistado direitos, é fato que a sociedade ainda precisa caminhar muito para, de fato, alcançarmos a igualdade entre os gêneros.

Quer um exemplo recente? Mesmo estando em março de 2017, o eurodeputado polonês Janusz Korwin-Mikke, que já fez declarações racistas e antissemitas, não hesitou em destilar seu machismo no Parlamento Europeu no último dia 2.

De acordo com Korwin-Mikke, as mulheres deveriam ganhar menos do que os homens porque são “mais fracas, menores e menos inteligentes”.

Mesmo soando ultrapassado, esse é um discurso que, infelizmente, ainda está presente no nosso dia a dia, nas rodas de conversa e nas redes sociais, provando que ainda precisamos para vivermos em igualdade de gênero.

Veja algumas atitudes que você pode tomar para lutar por esta causa:

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1. Ajude ONGs de combate à violência contra a mulher

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A maior parte das ONGs que se destinam a combater a violência contra a mulher está continuamente em dificuldades financeiras, embora seu trabalho seja essencial para a luta pela igualdade entre os gêneros.

Se você não puder contribuir financeiramente, verifique com as ONGs da sua cidade se você pode ajudar fazendo algum tipo de trabalho voluntário, como dando palestras ou organizando eventos de apoio.

2. Interesse-se por política

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Textão no Facebook tem efeito entre os seus amigos e pode até atingir uma grande quantidade de pessoas, mas, na prática, é nas instituições políticas que se decidem os direitos dos gêneros.

Porém, como garantir nossos direitos se estamos até mesmo abaixo do Afeganistão em relação à proporção de mulheres na Câmara e no Senado Federal? Em um ranking de 190 posições, o Brasil ocupa apenas a 154ª em relação à participação feminina nos parlamentos nacionais.

Por isso, é fundamental que as mulheres se engajem mais na política, acompanhem as decisões dos políticos e filiem-se a partidos que se propõem a defender a igualdade entre os gêneros.

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3. Assine petições e responda a enquetes do Senado Federal

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Esta é uma atitude que você pode tomar sem sair de casa: assinar petições e participar de pesquisas do Senado Federal sobre projetos de lei.

As petições costumam ser organizadas por grupos de defesa aos direitos dos gêneros e entregues a representantes do Congresso. Se você concorda com a proposta, assine e compartilhe com o maior número de pessoas para que elas façam o mesmo.

Além disso, não deixe de participar das consultas públicas promovidas pelo Senado Federal, as quais pesquisam a opinião da população sobre projetos de lei. Um exemplo é esta consulta pública sobre o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.

4. Denuncie atos de violência

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Ao presenciar atitudes de violência, não se cale – mas faça isso com segurança para não correr riscos.

Já se foi o tempo em que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Agora, violência doméstica é caso de polícia. Se você souber de uma situação agressão contra mulheres, faça uma denúncia no Ligue 180.

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5. Combata a diferença salarial

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Infelizmente, ainda é muito comum que as mulheres ganhem menos do que os homens para realizar o mesmo serviço. Se você é empresária, garanta que suas funcionárias recebam o mesmo salário que seus colegas do sexo masculino que executam a mesma função.

Além disso, é importante abrir caminho para que as mulheres ocupem cargos de gerência e diretoria, que ainda hoje são dominados pelos homens.

6. Invista na educação das crianças

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Se queremos que as próximas gerações de meninas e mulheres tenham paz ao andar nas ruas, sem serem vítimas de assédio e abuso sexual, precisamos investir na educação das nossas crianças.
O respeito, a noção de consentimento e a igualdade de gêneros devem ser trabalhados na escola, tanto para que as meninas conheçam seus direitos quanto para que os meninos aprendam novas atitudes desde cedo.

7. Seja uma consumidora consciente

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Experimente assistir ao intervalo comercial da televisão e observe quantas propagandas se utilizam da objetificação da mulher para divulgar seus produtos. Infelizmente, apelar para a exposição do corpo feminino como mero veículo para chamar atenção é uma técnica comum no meio publicitário.

Ao se sentir ofendida por uma propaganda, você pode entrar em contato com a própria empresa ou com o Conar, o Conselho Nacional da Autorregulamentação Publicitária, para fazer uma denúncia.
Ainda, é claro, procure dar preferência a marcas que se posicionem a favor da igualdade dos gêneros.

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8. Conscientize o seu microuniverso

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Promover uma mudança no mundo inteiro é uma tarefa praticamente impossível de ser realizada por apenas uma pessoa, mas você pode começar promovendo uma mudança de atitude nas pessoas ao seu redor.

Sabe aquele primo que adora contar piada machista? E aquele amigo que repassa fotos íntimas de mulheres divulgadas sem autorização? Você não precisa brigar com eles, mas vale a pena conversar e explicar que essas atitudes, aparentemente inocentes, colaboram para a perpetuação da inferioridade feminina.

Todas nós temos nossa rotina e nossas responsabilidades, porém, se agirmos juntas, será possível alcançar avanços em relação à igualdade dos gêneros. Faça a sua parte e incentive seus amigos a fazer o mesmo!

Assuntos: Mês da Mulher, Poder

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