Utilizar ou não apelidos carinhosos?

Alguns cuidados precisam ser tomados para evitar constrangimentos desnecessários

Escrito por Carolina Werneck

Foto: Thinkstock

Amor, querido, lindo, príncipe, bebê, vida, coração e até variações mais melosas e quase ininteligíveis: mulheres inventam os apelidos mais diversos para tratar seus parceiros. Essa é uma mania comum entre casais, mas até que ponto é normal? E até que ponto é saudável? Alguns fatores precisam ser observados antes de adotar esses nomes no seu relacionamento.

É inegável que os apelidos carinhosos ajudam a criar uma identidade para o casal. Chamar seu namorado por um nome que apenas você usa transmite a sensação de exclusividade e afinidade entre os parceiros. Quando a paixão está no ar, é quase impossível resistir à tentação de usar um apelido fofo, que te “aproxime” ainda mais da outra pessoa.

Será que ele não se importa?

Pode ser que o cara, mesmo sentindo o maior amor do mundo por você, não se sinta à vontade com o apelido escolhido. As mulheres precisam entender, de uma vez por todas, que a natureza masculina, em geral, não é muito adepta do romantismo exacerbado. Preste atenção para não optar, portanto, por uma palavra tão melosa que, a cada vez que você usar, seu parceiro queira desaparecer da face da Terra, de tanta vergonha.

Saiba em que lugares suprimir o uso do apelido

Quando se está em público, o casal precisa respeitar determinadas regras que, ainda que não estejam escritas em lugar algum, são úteis para não constranger as outras pessoas e manter a integridade dos parceiros preservada. Assim, ainda que seu amor aceite com naturalidade o apelido que você deu a ele, convém saber em que situações usá-lo.

Se o apelido eleito for muito íntimo ou infantilizado, por exemplo, não é recomendado utilizá-lo na frente da família do cara ou em uma confraternização da empresa na qual ele trabalha. O bom senso é importante para não fazer feio e para preservar seu parceiro de possíveis piadas, feitas por seus colegas de trabalho ou parentes próximos.

E o que diz a psicologia?

Segundo Andréa Alves, psicoterapeuta de casais e famílias explica que “quando o amor está intenso, naqueles momentos de maior intimidade, o casal tende a fazer uma voz mais doce, cuidadosa. Um apelido fofo indica chamego”. Olhando por esse ponto de vista, os apelidos são, de fato, uma indicação de que o casal está muito apaixonado.

No entanto, quando os apelidos migram para um campo mais paternal, como “mamãe” ou “filhinho”, o relacionamento pode sair prejudicado. Muitos casais passam a se tratar por “mamãe” e “papai” com a chegada dos filhos, para dar a eles o exemplo de como chamar os pais. Estender essa forma de tratamento para as relações íntimas, utilizando exclusivamente esses termos, acaba colocando a identidade do casal em risco. De acordo com Alves: “o casal pode entrar em uma outra sintonia, mais paternal, e minar a relação. Não se pode matar a pegada, a energia homem e mulher da relação.

Em suma, a decisão de utilizar ou não apelidos carinhosos fica a critério do casal. Desde que vocês saibam respeitar o ambiente em que estão, não há problema algum. Por via das dúvidas, escolham termos mais comuns: isso evita os constrangimentos.

Assuntos: Namoro, Relacionamentos

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