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Ácido azelaico é novidade para tratar acne, rugas e manchas

Uso deve ser recomendado e acompanhado por dermatologista

em 15/03/2013

Foto: Thinkstock

O inverno é considerado a melhor época do ano para os tratamentos da pele, já que a maioria deles requer que o sol seja evitado. E a cada ano surgem novidades. Uma delas é o ácido azeláico, que tem ação clareadora e age nos melanócitos (células em que é produzido o pigmento melanina), interrompendo essa atividade e seu desenvolvimento.

A dermatologista Tatiana Steiner, diretora da clínica Dskin, especializada em tratamentos faciais e corporais, explica como esse ácido funciona: “É um princípio ativo que não age no pigmento normal da pele e sim apenas quando há excesso de pigmentação, inibindo uma enzima chamada tirosinase, que atua e estimula o processo de produção de melanina.

Além disso, tem ação anti-inflamatória, antibacteriana e comedolítica, isto é, é capaz de destruir os cravos formados na pele. Geralmente inicia-se a aplicação do produto a partir dos 14 anos, mas pode ser iniciado aos 12, caso haja recomendação médica.

Quando usar o ácido azelaico

  • Ele é indicado para acne vulgar, leve e moderada; hiperpigmentação pós-inflamatória; e é uma opção terapêutica para o melasma na gravidez. Pode ser utilizado na face e no corpo.
  • É muito recomendado também para clarear o escurecimento da pele causado pela foliculite e pelo encravado no corpo (pernas e virilha).
  • Pode ser utilizado ainda como peeling, fazendo uma esfoliação leve e tendo um efeito secativo, mas esse uso não é tão comum.

Como o produto age na pele

Para cada finalidade, o produto age de forma diferente:

Acne: tem ação antibacteriana, inibindo a bactéria que coloniza lesões inflamadas da acne; é comedolítico, ajudando a diminuir os comedões (cravos); tem efeito anti-inflamatório e secativo.

Melasma: é uma opção para o clareamento do melasma e a primeira opção para o tratamento do problema na gravidez.

Hiperpigmentação pós-inflamatória: age na pigmentação através da inibição da enzima tirosinase, que é fundamental no processo da pigmentação e formação do pigmento melanina.

Fotoenvelhecimento: tem pequena ação esfoliante e, por isso não é a primeira opção para rejuvenescimento. Ele é utilizado nessa finalidade quando também há manchas na pele.

A concentração do ácido azeláico pode variar de 5 a 25% e o produto pode ser em gel ou creme, sendo a opção em gel para peles mais oleosas e em creme para pele seca e para o corpo. É vendido em farmácias comuns, mas pode ser também manipulado. Tudo irá depender da prescrição do dermatologista. “É um produto que deve ser indicado apenas por médicos especialistas, de acordo cada problema apresentado e também com as características da pele. Cada tratamento é individual e cada indivíduo responde de formas diferentes”, explica a dermatologista.

Durante o tratamento o ideal é usar protetor todos os dias, mesmo que não tenha tanta luz. “O uso da proteção deve se tornar um hábito diário para todos os indivíduos”, recomenda.

Efeitos colaterais

Antes de começar a aplicação, é possível testar se o paciente apresenta alguma reação alérgica. Basta aplicar uma pequena quantidade do produto na parte interna do antebraço e observar por 48 horas.

Ainda assim, como acontece com qualquer produto, o ácido azeláico pode causar alguns problemas, como deixar a pele irritada, vermelha e até mesmo descamativa. Nestas situações, a recomendação da dermatologista é interromper o tratamento e deixar a pele normalizar, além de intensificar o uso do protetor solar e conversar com o seu médico para que ele possa orientar as medidas necessárias.

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